segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A DOR DA PERDA

Entrevista com a psicóloga Denise Delpizzo sobre psicoterapia de perdas e luto.



Onde está a agressão da perda, na perda em si ou no fato de não ter levado em conta que haveria uma perda em algum momento da vida?

A perda é devastadora por uma conjunção de fatores: ela agride pq modifica uma relação forçosamente, contrariamente a sua vontade, ela leva alguém que era "seu" e não ensina a continuar a viver sem esse alguém...

Ao longo da vida sofremos várias perdas, e todas, ao seu tempo, são significativas: nós sabemos o que é a perda desde o momento que perdemos o ambiente seguro do ventre materno, perdemos o colo materno, perdemos as amizades ao longo da infância e adolescência, e assim por diante...e sabemos da fragilidade da vida...mas a morte se tornou um tabu para nós e fingimos que ela não faz parte da vida, que nunca vamos morrer ou ver alguém que nos é caro morrer. Na verdade é uma negação, evitamos pensar e nos darmos conta da perda, negando sua inevitabilidade, sonhando que assim estaremos (nós e os nossos) a salvo dela. É um pensamento infantilizado: se não penso nisso, isso não existe...é uma negação, uma fuga.


Quando você fala “a morte se tornou um tabu” remete a uma construção cultural. Ou seja, é possível mudar essa relação ensinando que a morte é absolutamente natural, mesmo que “prematura”?

Exatamente isso, esta construção cultural teve alicerce no antropocentrismo, qdo o homem passou a ser o centro do universo e a entender-se como o sujeito de sua vida e história. Até aí tudo bem, mas um viés desta percepção, nos levou a entender que, como "donos" de nossas histórias, inventores e construtores do mundo, das bombas aos foguetes, dos prédios mais altos aos computadores mais potentes, de todos os remédios e drogas para as curas do mundo, conseguiríamos também dominar a morte. E o avanço da ciência e da medicina, contribuiu para que uma fantasia de imortalidade se instalasse na nossa cultura. Uma reportagem de capa da Revista Superinteressante de 2011 tinha como chamada: "Já nasceu a criança que viverá mais de 120 anos"...

Ou seja, nos preparamos 24 horas por dia para viver eternamente, numa constante não aceitação da finitude, que pode acontecer num lapso de segundo.

Essa relação inadequada que construímos com a morte faz parte da nossa forma de pensar e agir atual, contemporânea. As pessoas se esquivam de falar sobre o tema, como se fosse uma maldição, como se "pegasse". O que precisamos entender é que a morte faz parte da vida, mesmo sabendo que não é sem dor e tristeza que passamos por uma experiência de perda. É importante que as pessoas voltem a aceitar a finitude, a morte, para que o luto volte a ser aceito nessa nossa sociedade "de consumo", onde reina a ditadura da felicidade, do produzir e do acumular, e do gozar a vida. Onde a dor, a tristeza e o recolhimento não tem vez…


As crises me parecem ser mais agudas quando a morte vem na forma de um acidente, como sendo uma ruptura que foge da normalidade de uma morte pela velhice. O 'tipo' de morte faz diferença de fato?

Certamente o processo de luto tende a ser menos doloroso numa situação de morte na velhice, mas...tudo depende do ponto de vista de quem sofre este luto.

Uma parábola narra o seguinte: seguia o Dervixe pelo seu longo caminho peregrino, qdo avistou uma casa na beira da estrada. Ali, ele se depara com uma família numerosa e pede um prato de comida em troca de um “bom presságio”. A grande família reparte sua parca refeição com o Dervixe, que, após saciado, ao se despedir, diz:

“Que morra o avô, que morra o pai, que morra o filho.”

Ou seja, que a perda seja aquela que segue o curso natural da vida, ao envelhecer...que a morte aconteça na velhice, sem que aconteça a interrupção da vida na infância, na adolescência, ou enquanto adulto jovem.

A idade é um dos fatores determinantes do luto e afeta significativamente a intensidade das reações à perda. Uma morte prematura, repentina e inesperada tende a desencadear um luto mais penoso, denso e doloroso. É o que podemos considerar como “morte traumática”, que comumente vai acarretar um luto complicado, com mais sintomas de problemas de saúde, mais eventos depressivos, mais sentimentos de culpa ou de raiva, enfim..., mais problemas na elaboração do luto.

Além do fator idade, há outros fatores que determinam a intensidade do luto: o grau de parentesco com aquele que morreu, o gênero (masc. ou fem.) de quem sofre o luto, a idade de quem sofre o luto, o grau de apego com aquele que morreu, o tipo de morte, a causa da morte, a existência de perdas anteriores não elaboradas, perdas múltiplas, e outros fatores que podem ser considerados fatores de risco ou de proteção para o enlutado.


Qual a diferença entre os gêneros?

Bem, as respostas masculinas e femininas à perda são diferentes e devem ser respeitadas.

As mulheres (geralmente) experienciam relativamente menos conflitos entre sua criação tradicional e as exigências do luto (ex: expressão da emoção, aceitação da introspecção/fragilidade temporária, confiar nos outros).

Os homens, pelo condicionamento social masculino, experimentam grande conflito em se expor emocionalmente, e por isso tendem a processar o luto de modo mais “instrumental”.

Assim, a diferença básica entre o processo de luto masculino e feminino se dá na manifestação do pesar: enquanto a mulher tende a se manifestar de modo mais intuitivo, através de buscas, apoios, religiosidade, homenagens, etc..., o homem manifesta de modo mais instrumental, através de atos, ações, trabalho, atividades... São modos diversos, diferentes estratégias de enfrentamento da perda. A mulher utilizando-se mais da emoção e o homem utilizando-se mais da ação.


Poderíamos dizer que a mulher se relaciona mais objetivamente com luto e o homem de forma indireta?

O luto é, talvez, o acontecimento vital mais “grave” que uma pessoa pode experienciar. E a dinâmica através da qual ela vai processar a dor do luto vai favorecer ou atrapalhar o desenrolar deste luto.

Na mulher, esta dinâmica se dá mais intuitivamente, se deixando entrar em contato com a tristeza, a dor, a falta...de modo que o curso natural do processo se efetiva.

No homem, geralmente há uma repressão de sentimentos e lamentos, buscando uma ocupação/substituição imediata na intenção de suprimir a dor e a tristeza. Em função deste estilo, há uma tendência maior de homens enlutados desenvolverem doenças ou agravarem doenças anteriores (sistema imunológico, cardiovascular, etc...), bem como de abusar de substâncias como álcool ou drogas.

Mas veja, estes padrões de gênero (masculino/feminino) não são absolutos. Pode haver mulheres que utilizam um padrão instrumental (dito masculino) no enfrentamento do luto, e homens que utilizam um padrão intuitivo (dito feminino). Há uma regra geral, um padrão, mas que como toda regra, tem suas exceções.


Sobre Denise Delpizzo

Sou psicóloga e tenho formação em Psicoterapia de Perdas e Luto (ou Lutoterapia). Após passar por uma experiência pessoal de perda, percebi o quanto necessitamos de profissionais especializados para trabalhar especificamente com situações de perdas: aqui em SC, à época (5 anos atrás), havia apenas um profissional em Florianópolis que trabalhava especificamente com Lutoterapia...Desta forma, algum tempo depois, procurei a Dra. Maria Helena Bromberg, uma referência no país quando se fala em Lutoterapia, e me especializei nesta área.

Esta formação habilita ao apoio psicológico e aconselhamento em casos envolvendo situações de perda/luto. O suporte oferecido por esta psicoterapia específica trabalha no sentido de ajudar a elaborar o momento de crise desencadeado pela notícia de uma perda, que vai muito além da morte: uma doença crônica/grave é uma perda, uma amputação é uma perda, um aborto, uma separação, e, em níveis diferenciados, uma falência é perda, uma demissão ou aposentadoria é perda, e assim outras situações que desencadeiam um processo de luto e em que as pessoas tem que lidar com a tristeza, depressão, stress, dor e outras emoções, sentimentos e reações que decorrem deste momento complexo pelo qual estão passando.




"EU NÃO QUERO RESPOSTAS..."

Texto enviado por Patrícia Guollo.

Três pessoas já "sentiram no coração" que eu devo ir no retiro de carnaval esse ano... Já fui em oito deles e me dou por insatisfeita, a história se repete. Não é difícil "sentir no coração", quando uma jovem tão "fervorosa" durante anos vira as costas pra uma doutrina. O que querem é que eu volte pra igreja enquanto eu não quero isso.

Não, não freqüento igreja alguma e nem vou a encontros religiosos de nenhuma espécie. Nem religião, nem deus mudaram minha vida ou meu caráter, alias o que sempre foi bom só melhorou, as coisas ruins da minha índole pioraram pra quem vive do conceito de pecado e outras por mais pura necessidade individual precisei alterar.

Abri mão de muitas oportunidades por isso, principalmente estudos que foram oferecidos. Deixei de falar com amigos que pensavam diferente de minha doutrina. Esses sim merecem que lhes peçam perdão! Fiquei cega por vezes, procurei alento nas mãos de pessoas que me viraram as costas muitas vezes.

Por exemplo com 19 anos, inconseqüente e desprevenida, fiquei grávida. Invés de mãos entendidas, na maioria encontrei portas fechadas, olhares de condenação e ainda as que me colocando em pior situação me pressionavam a casar, sendo que não possuía condição financeira e tão pouco emocional. Sabe, eu perdi o feto espontaneamente e me doeu muito. Por sofrer a paixão de enfrentar um bando de gente que faz coisas bem piores, ou iguais e depois de ver essas mesmas pessoas felizes porque era “a vontade de deus”. Recebi abraços e muitas orações, uns diziam que Deus havia me libertado do pecado que fora concebido este feto, com pouco mais de sete semanas, outros ainda que eu precisava me confessar urgente pra me purificar do pecado.

Como vou me purificar de algo que está impregnado em mim? Libertar-se é deixar para trás comportamentos que você produz que te fazem mal. E foi isso que fiz. Me libertei da prisão que construí com as próprias mãos, por instruções e influencia dos falsos e hipócritas cristãos. Me desculpem aqueles que acreditam que os namoradinhos estão vivendo a castidade, que os filhos não metem e desrespeitam seus pais ou qualquer um que lhe enfrente.

Que fique muito claro: Eu não quero respostas, se quisesse ainda estaria no meio cristão. Mas os freqüentes convites e perguntas sugerem que me posicione, logo essa é a minha resposta e posição.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

NA HORA DO SUFOCO CORRE PARA DEUS

É muito comum, numa discussão entre teístas e descrentes (pelo menos da ideia recorrente sobre o que seja Deus ou um tal Deus específico), aparecer um ser, achando-se na condição de dizer algo profundo e inquestionável, larga que "NA HORA DO SUFOCO CORRE PARA DEUS!". Esta probabilidade é real e não se descarta por ser absolutamente pessoal. Entretanto, permitam-me discorrer sobre essa filosofada, profunda feito um pires, de quem corre para Deus na hora do sufoco.

Na hora do sufoco estamos frágeis e nossa ânsia por salvação vai depender do quanto estamos conscientes da finitude da vida ou do quanto estamos apegados à esta existência. Decorre disto, desse apego, que os religiosos são, de um modo geral, justamente os que têm maiores dificuldades de relacionarem-se serenamente com a morte. Daí sua neurose, beira a isso sim!, por milagres, orações, igrejas, santos, materiais "ungidos" e tudo o mais que possa gerar algum sentimento de segurança, mesmo que não haja, como não há mesmo. Se há um ser com medo do sofrimento e da morte esse tal é o religioso. Evidente que sentimentos de culpa, medo do inferno e coisas assim permeiam a religiosidade. Certa vez um senhor me disse que clamou a Deus para não morrer diante de grave doença porque não se sentia preparado. Daí a dúvida: vai se matar quando se sentir?

Que garantias há que, na hora do sufoco, o vitimado recorra ao Deus certo? NENHUMA! Certamente recorrerá ao que sua cultura disse ser o único, o verdadeiro. Muito mais pressionado a isso se entre seus entes mais próximos estiver um carola. A diversidade de deuses é tal que Jesus é apenas mais um, assim como Jeová, Alá, Shiva, Krishna e demais que a inventividade humana concebeu e conceberá.

Semelhante à culpa, coisa básica do cristianismo, está a ideia de evolução do espiritismo kardecista. Ora, assim como o cristão atesta que nascemos culpados, coisa absolutamente bestial, os seguidores de Kardec acham-nos menores numa escala espiritual. Sim, se estamos aqui é porque ainda não chegamos naquele status de seres superiores e, portanto, ainda encarnamos. Basta ver a história da humanidade que tal ideia se desmancha feito bejú na água.

Pense, se tenho crido e esta fé me faz um ser correto, qual seria o medo de enfrentar as adversidades e a morte? Não seria de nem correr para Deus, mas de simplesmente esperar. Sequer faz sentido orar. Que relacionamento é esse, com um ser Absoluto, que precisaria falar do mesmo problema repetidas vezes? A incoerência é tal que caem na vala comum do mal uso do cérebro.

Há ainda um aspecto que mostra a absurda má vontade de lidar com momentos difíceis comuns à vida de todos nós. Note que os religiosos não deixam de correr para o hospital na doença, não deixam de correr para a Justiça se vitimados, não deixam de reivindicar melhorias governamentais. Ou seja, se, por um lado o descrente correria (numa hipótese) para Deus, o crente efetivamente corre para os braços mais humanos possíveis. Quem é o incoerente e medroso nessa questão?

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

BANCO DE CEGOS

E a família Topanotti, de Içara e Quarta Linha em Criciúma, passou dias de dupla tristeza. Além de perder um adolescente, Pedro Sorato Topanotti, 16 anos, vítima de acidente de trânsito, surpreendido por um veículo que tentava fugir do congestionamento pelo acostamento, no acesso Sul ao Balneário Rincão, não conseguiu doar seus órgãos e fazer este bem a outras tantas pessoas desconhecidas. A família tentou da forma que pode, mas o tempo é escaço e depende totalmente do serviço público disponível.

Na mesma linha publiquei no Facebook o desabafo de José Altair Back, das Empresas Radar, que perdeu recentemente um ente querido, também em um acidente e decidiu pela doação de órgãos: "Isso é um fato que não se pode admitir, governo gasta milhões em propaganda para a população fazer doação de órgãos, e não tem estrutura para fazer a captação, e ai eu pergunto o que vale mais gastar dinheiro em estrutura para captação ou gastar dinheiro para fazer propaganda de uma campanha enganosa. Muito indignado!"

Isso reflete o marasmo, lentidão e irresponsabilidade com que é conduzida a Saúde em nosso Estado que, diga-se passagem,é muito melhor que no Norte e Nordeste.

Semana passada a secretária da Saúde de Criciúma, Geovânia de Sá, me mostrava os primeiros dados fruto de sistemas de controle que vem implantando. Em segundos, num tablet, acessou o histórico de vários pacientes. O que impressiona é que somente a partir de 2013 isso tem sido levado a termo. Em 2006 eu visitei a farmácia da Hospital Santa Catarina, quando não havia nenhum tipo de controle e, literalmente, qualquer um podia levar um medicamento. Milhões tem sido roubados pela falta de controle e da ação de servidores públicos inescrupulosos. Afinal, os remédios chegam.

(Olhem o que publiquei em julho de 2012 AQUI.)

O resultado, como no exemplo dessa família, está claro. Ora faltam recursos, ora são mal aplicados, ora desviados. De todos os lados o que aparece é pouco com influência absurda de cada erro ou falta de vontade de acertar, de fazer o necessário.

Talvez com os sistemas fazendo cessar a sangria dos desmandos possamos vislumbrar um gerenciamento adequado às necessidades que surgem a cada dia, somadas às recorrentes.

Rezemos!

sábado, 15 de fevereiro de 2014

SOBRE OS ESPÍRITOS E O LIMBO

Uma amiga me relatou a pressão que recebeu para aceitar a doutrina espírita. Como sempre o tom de ameaça comum nessa gente cheia de amor pelo próximo: "É que precisamos completar nossa missão aqui, você é um espirito sábio... Mas se não abrir pra espiritualidade corre o risco de ir para o limbo, ou pior, ficar perdida vagando como outros espíritos que não encontraram a luz e não aceitam a morte."

A despeito do conceito de morte não adequar-se a um espírito e supor que um espírito, na condição de vagante, não perceba sua própria situação, a coisa me parece outra. Soma-se a isso o papo de "missão". Ora, quem seria tão idiota para mandar alguém pra cá para passar a vida procurando sua missão? Esses tais, perdidos sabe-se lá por onde, suponho, são bem mais interessantes que os ''evoluídos''... Os vagantes são os inconformados, os irrequietos, os ousados, aqueles que estão curtindo a liberdade. Afinal, quer mais liberdade do que vagar sem ter sua existência ameaçada? O que de pior pode acontecer senão simplesmente apagar-se? Espírito sentiria dor? Solidão? Há algum muro que impeça de ir onde quer? E se está vagando e não acha ruim onde estaria o problema? Em achando ruim toma outro rumo.

Contudo, os dessa doutrina, que creem que é ruim vagar e tornaram a evolução um fim em si mesma, têm uma necessidade existencial para a vida terrena, a missão, refletindo na outra. Evolui-se aqui para ser evoluído lá. A conta não fecha: ou vivemos num modo terreno ou vivemos num modo espiritual. No máximo, me parece razoável, que o de lá faça alguma diferença aqui e não o contrário. Se bem que pensar é coisa um tanto difícil para seres evoluídos...

A pergunta que jamais me responderam é "para quê evoluir?". Eu não quero evoluir. Não quero esse compromisso e por não querer serei punido com algo semelhante ao desterro desta vida? Ainda não vi a menor necessidade do processo que dizem passarem os melhores seres espirituais. Baseiam-se em livros de Kardec que, por sua vez, narra as conversas que teve com os evoluídos. Ora, em não havendo a menor garantia de que tenha mesmo falado com espíritos e muito menor garantia de que esses espíritos sejam os evoluídos e ainda menos comprovação de que tenham falado verdades, ter esses pensamentos humanos como absolutos é, no mínimo, temerário. Além disso, limitam o acesso aos médiuns. Coisa de charlatanismo, pois que verdade existencial dependeria de intermediários? E tem as experiências que podem ser perfeitamente autossugestões e até neuropatias.

Enfim, cá estamos no vazio dessa porcaria toda. Qualquer coisa que se diga sobre aquilo, ao qual não temos acesso, encontra guarida nos corações fracos que povoam a Terra.

O que me resta senão abrir uma congregação qualquer, com ares de bondade suprema, e ser seguido por uma multidão?

sábado, 1 de fevereiro de 2014

O ECA E O VOTO

É recorrente a relação entre menores infratores, criminosos para ser mais realista, com o voto aos 16 anos. Comenta-se como ares de verdade profunda: "Não pode ir pra cadeia, mas pode escolher um presidente". Bobagem, tolice pura.

Um garoto que rouba ou mata vai perder tempo numa fila, num domingo, pra votar? É evidente que não. Tenho como certo que essa gurizada, a parte boa, com algumas poucas exceções, não está nem um pouco interessada nisso. Se adultos reclamam da obrigatoriedade da ida à seção de votação vamos considerar que voto de adolescente seja algo que o valha?

Novamente me deparo com clichês burros que permeiam as mentes rasas de nossa sociedade.

NOTA OFICIAL DA PREFEITURA DE CRICIÚMA SOBRE O CONCURSO PÚBLICO

NOTA OFICIAL – CONCURSO PÚBLICO

A Prefeitura Municipal de Criciúma faz saber a todos que o Concurso Público 2014, lançado oficialmente no dia 20 de janeiro, segue com as inscrições abertas dentro da normalidade até o dia 6 de março.

A respeito das especulações acerca da possível suspensão do certame, informamos que nenhuma notificação judicial sobre o tema chegou ao Paço Municipal. O processo, portanto, continua com 622 vagas abertas para cargos técnicos em nível fundamental, médio e superior.

A Administração Municipal salienta que o edital do Concurso Público 2014 foi construído com a participação de uma comissão especial e a assessoria da Fundação de Estudos e Pesquisas Sócio-Econômicos (FEPESE), órgão vinculado à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) que tem a responsabilidade de realizar o certame. A comunhão de esforços atua no propósito de conduzir todo o processo em conformidade com os princípios da Constituição Federal e as decisões da Justiça.