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    AS MENTIRAS SOBRE CÉLULAS NAZISTAS NO BRASIL

     A Esquerda é mestre em criar narrativas e todo o esforço para desmenti-la esbarra na própria necessidade de parte da população em desejar o engano. Mas, deixar que fale sozinha é o pior dos cenários. Então, vamos a um caso que, definitivamente, precisa ser combatido.

    Assistia ao documentário sobre os 200 anos de imigração alemã para o Brasil produzido pela DW - Deutsche Welle, TV pública alemã, apresentada pelo jornalista brasileiro Guilherme Becker. Quando ele falou que a produção agrícola familiar era responsável por 70% da produção de alimentos brasileira, fiquei espantado. Como pôde não pesquisar, replicando uma mentira há muito desmascarada? Na melhor das estimativas a agricultura familiar produz 25% dos alimentos, sendo que há itens específicos que chegam perto do 70% como o feijão e outros, como o arroz, de 10% (Censo Agropecuário de 2017). Mas quando falou das "Células nazistas", perdi o respeito por ele. Ou é canalha, ou não leva a sério sua profissão como jornalista. E é desse assunto que quero tratar.

    Algumas observações são necessárias. O uso da palavra 'célula' traz consigo a biologia, quando se subdividem (mitose) e geram a multiplicação. Este conceito infere que haja um constante crescimento. Caso existam, estão se multiplicando? Nenhuma menção a isso porque, obviamente, teria que ter ampla divulgação, militância e rostos expostos! Aqui o nazismo é crime e, portanto, ninguém se declararia nazista. Assim, como poderiam chegar à definição de números de Células? Outra observação é de que nazistas e neonazistas, atualmente, fazem parte daquela massa de gentes afetas a delírios mitológicos. Estão, na minha concepção, estão alinhados mentalmente com adoradores de seres imaginários, tais como globalistas, fascistas que se apresentam como antifascistas, orixás, espírito santo que engravida mulher pra gerar salvador, deus com corpo humano e cabeça de elefante, terraplanistas, ufólogos de quintal, terapeutas holísticos, cartomantes, astrólogos, "o universo conspira", que Lula é inocente e demais crenças que não comprovam nada além de sua própria fé. Ideias subvertidas por suspeitas de conluios, forças ocultas e o uso da palavra "mistério", como se, uma vez conhecido, permaneceria um "mistério", validando o discurso pela suspeita hipotética e não pelo fato. Todos do perfil de quem sempre afirma que quando uma empresa pega fogo é para receber o seguro! Gente que não sabe quantas calorias ingerir por dia, mas entende que há poderes que trabalham nas sombras e que a história foi inventada, como quem supõe que Adolf Hitler foi injustiçado.

    Todos os supostos dados sobre o tema são baseados em afirmações totalmente superficiais, como neste exemplo da APUFSC - Sindicato dos Professores das Universidades Federais de Santa Catarina, cujos links estão inacessíveis:


    Outro detalhe é a ligação com o governo Bolsonaro. Houve uma avalanche de publicações a partir de 2019, culminando com uma denúncia na Comissão dos Direitos Humanos da ONU baseada em "reportagens". Ou seja, feita a publicação de uma hipótese (FAKE NEWS), sendo em veículo de informação, tem-se a prova material. O que houve nesse governo para que surgissem ou aumentassem os grupos nazistas, quando a exaltação à Israel era constante? NADA. Outra mentira esfarrapada é de que o Brasil sediou a maior filial do partido nazista fora da Alemanha. A Argentina foi o maior destino nazista do mundo e onde teve o único banco daquele período fora da Alemanha.

    Neste caso da reportagem de O Globo (e enfie o teu #globolixo no rabo porque o veículo reportou o assunto, não o criou) vemos a clara contradição e UMA fonte. A contradição está no trecho "Ashwini pontuou que 'o maior problema em Santa Catarina é a falta de dados desagregados'". Ora, que relatora é essa que aponta um dado impossível? Outro registro importante é que a antropóloga Adriana Dias era intimamente ligada ao Partido dos Trabalhadores, feminista, e participou do segundo governo de Lula. Ou seja, fã de um político que estimulava a criação de narrativas. Feita a pesquisa sem dados, mera suposição, a publicação como sendo fato, eis a prova para uma denúncia na ONU.



    Mas temos algo que mostra a canalhice dessas ideias. No Brasil nazismo é crime (Artigo 20 da Lei nº 7.716/1989). Ora, se conseguem contar o número de grupos/células, conseguem identificar, ao menos, um certo número de pessoas que possam ser indiciadas e condenadas. Não tenho outra forma de pesquisa sobre condenações por nazismo, senão Google e ChatGPT. O maior número de inquéritos da Polícia Federal, entre 2019 e 2023 (que surpresa!) foi de 67, sendo que 41 foram arquivados e nenhuma condenação até o momento. Entre 2020 e 2024 foram registradas 198 denúncias por apologia ao nazismo pela PF. Ora, num país campeão em denúncias falsas contra homens por abusos e agressões à mulher e, com denúncias apenas pela palavra, não necessitando de comprovação, gera um número como sendo um fato em si. É comum a condenação pública apenas pela denúncia, sem provas, sem inquérito, sem julgamento, sem condenação.

    E por falar em condenações, temos outro desafio. Não há qualquer levantamento oficial de condenações por nazismo. Não te parece óbvio que se houvesse, de fato, um movimento dessa ideologia, agindo contra pessoas, não teríamos números exatos de condenações? Nem o JusBrasil traz esse dado.

    Porém, a pergunta que não quer calar: QUAL A INFLUÊNCIA NA CULTURA E NA CONDUÇÃO DO PAÍS A PRESENÇA DE NAZISTAS? Eu mesmo posso responder: NENHUMA, ZERO, INEXISTENTE. Um povo que ignora sua própria história, saberia o que um alemão, morto há 80 anos, queria ou defendia? Xingar de nazista revela o quê? O mesmo que xingar de fascista, coisa que a Esquerda adora, demonstra: a de total ignorância sobre o conceito das palavras. Além disso, resta muito claro que a Esquerda tem uma estratégia claríssima no Brasil. Reiteradamente critica aquilo que apoia. Na pandemia revelaram-se apoiadores dos grande grupos farmacêuticos que criticavam anos antes; apoia flagrantemente os banqueiros bilionários, quando achincalhavam-nos por anos; até o início do século 21 hasteavam bandeiras contra a ALCA, hoje comemoram o acordo do Mercosul e União Europeia; quer taxar grandes fortunas, quando seus líderes estão nos 2% de ricos do país. Esta semana surgiu o Dias Toffoli, ministro do Supremo, que teria enviado R$30 milhões para paraíso fiscal. Não sendo ilegal, mas mostra o que super ricos fazem diante das taxações brasileiras... Nem esfregando os fatos na cara essa gente aprende alguma coisa!

    Enfim, o que a Esquerda condena, é o que defende, o que faz. Assim, sendo o nazismo e fascismo, vertentes do comunismo, não me surpreenderia que surja a defesa pública do nazismo em alguns anos. Não é ignorância da liderança, é estratégia. Ignorante é aquele bando com bandeiras do MST e PT na avenida Paulista que não sabe o que é o Foro de São Paulo, não sabe o que é Mais Valia, não sabe o que foi a Cortina de Ferro e não percebe a incoerência das defesas ideológicas de grupos minoritários.

    E a narrativa segue!

    5 comentários:

    1. Os impostores se multiplicam como ratos e se fantasiam de tal forma que impregnam grande parte da sociedade. Uns escandalosos, outros discretos.
      O objetivo é o Poder.
      Dispensam qualquer critério ao lançar suas narrativas.
      Show Roldão

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    2. Indispensável seu trabalho...

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    3. Interessante a perspectiva do autor, texto bem elaborado.

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    4. Excelente análise. Como a esquerda domina as instituições, fica fácil pra eles criarem narrativas e depois replicar essas narrativas pelos idiotas úteis que se prestam a esse serviço.

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