quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

O CU E A CALÇA

Há muitas frases tão idiotas quanto as vezes que são citadas. Pior, travestidas de virtude. Um exemplo: "Opinião é igual a cu, todo mundo tem!". Errado! O que há em profusão são palpites e cu, além de nem sempre ser usado, é tão comum quanto sovaco. "Opinião é igual a sovaco, todo mundo tem!". Por suposto, tenho na opinião algo minimamente embasado, ao contrário do palpite.

Contudo, a desfaçatez recorrente vai além. Muito além. Opinião não pode ser contestada? Ora, e não é a opinião uma contestação? Sim, é. Mesmo que seja concordando com uma outra. Assim, por óbvio, é da natureza do "dar opinião" trazer consigo a contestação.

Afinal, se a contestação pode e deve contestada, essa nova contestação da mesma forma. É um ciclo de visões sobre o tema em questão.

E, como não custam em piorar o ruim, vêm com papo de respeito. Contestação jamais será desrespeito. A única forma que me ocorre de desrespeito à opinião é de não permitir sua expressão. "Você não pode falar isso", ou "Respeita a fé dos outros..." são comuns nesses anencéfalos. É coisa de gente que faz muito mal uso da capacidade de pensar.

Ah, sim, opinião e contestação são Cu e Calça...

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

DESCONSIDERAÇÕES SOBRE O NATAL

Bem, a fantasia sobre o Natal salta aos olhos. Aos meus, pelo menos. Então seguem algumas observações que considero como "desconsiderações", pois me terão, os cristãos, como um tolo. Coisa que estou acostumado. Antes podem ler alguma sobre Jesus AQUI. Coisas que você, provavelmente, não sabe.

DESCONSIDERAÇÃO 1

Você acreditaria se aparecesse uma menina dizendo-se grávida de um espírito?
Não, nem você nem ninguém acreditaria. Pelo contrário, os comentários seriam altamente depreciativos à ela. A tratariam como uma louca, ou como quem está a esconder a identidade do pai. Fiz a pergunta baseado em duas questões: primeiro que, se houve mesmo uma gravidez desse tipo e não é negada a possibilidade de mais alguma nos textos bíblicos, é porque persiste a possibilidade. Segundo, por que você acha que o povo da época acreditara? Por fim, o texto que afirma a concepção de Jesus é antiquíssimo, passivo de invenções as mais incríveis. Basear-se apenas na fé dá a mim o mesmo direito de não crer.

 DESCONSIDERAÇÃO 2

O NÃO-NATAL - Quer dizer que paz, amor, união, fraternidade têm época do ano. A lógica perversa disso é de que no restante do ano é momento de conflito, indiferença, desunião e umbiguismo!

DESCONSIDERAÇÃO 3

O GRUNCH SAGRADO e a seleção do que interessa - Imagine a cena de um soldado entrando na sua casa, pegando seu filho de uns dias ou meses de vida e dando uma facada. Isso sem que você tenha cometido nenhum ilícito. Apenas porque o governante achou que devia.
Afinal, vais comemorar o quê? A história toda ou só a parte bacaninha?
É Natal! Isso me faz lembrar que o Deus cristão faz uma menina ficar grávida sem relação sexual pra salvar o mundo, ao mesmo tempo permite que milhares de bebês de colo sejam mortos pela insegurança de um governante, o tal de Herodes. Milhares de famílias arrasadas. Ah, sim, pra cumprir profecia...

DESCONSIDERAÇÃO 4

Daí o sujeito vem e diz: "Que o menino Jesus...!". Tá, e na sua crença o cara não cresceu, não viveu até os 33 anos por aqui e não continua vivinho há mais de 2000 anos? Pra mim Jesus é uma invenção humana, uma figura mitológica e essas imbecilidades que criam sobre ele reforçam o que digo.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

A RAZÃO SUPERA A FORÇA

Somos o ser mais evoluídos da Terra? Depende sob que ângulo será observado. Definitivamente temos o cérebro mais complexo, nem por isso o melhor. As complicações advindas da nossa capacidade de pensar invariavelmente nos leva à infortúnios existenciais. As tais crises são recorrentes e essa máquina maravilhosa que temos acima do pescoço nem sempre dá conta de buscar alguma solução, quando não torna o enrosco ainda mais profundo.

Antes mesmo de qualquer aprofundamento no assunto é fácil notar nossa limitação já que não voamos ou ficamos seis meses sem comer como a baleia Azul. Contudo, sugiro analisarmos alguns outros membros dessa comunidade global.

Visão

Na revista Mundo Estranho consta que "não existe nenhum ranking oficial, porque os cientistas nunca fizeram um estudo comparando a capacidade visual dos animais. Mas, tomando por base os diversos estudos isolados sobre a visão dos bichos, dá para apostar com bastante certeza: as aves de rapina são quem enxerga melhor no planeta. Isso, claro, levando em conta o alcance da visão. Para esses animais, a precisão visual é um requisito básico para conseguir o almoço de cada dia. No pódio dos bons de olho, a medalha de bronze vai para o falcão. Quando está caçando, ele enxerga presas pequenas a 1.500 metros de altitude. O segundo lugar é do abutre-de-rüppel (Gyps rueppellii), o pássaro que voa mais alto no mundo, atingindo mais de 11 mil metros. Em suas viagens estratosféricas pelo continente africano, o abutre identifica um coelho a 2.500 metros de distância." A matéria completa você lê AQUI. Quanto à nossa visão você mesmo ''vê''.

Velocidade

Não há dúvidas, o Guepardo, felino africano, é o mais rápido. Este velocista pode chegar a 105 quilômetros por horas. Sendo que os mais lentos entre eles não baixam de 90 quilômetros por hora. Entretanto, sua capacidade aeróbica é limitada e por isso percorre pouca distância. Isso se dá na mais objetiva necessidade de alimentar-se. Não pode competir com seus pares mais fortes da cadeia alimentar como o leão ou leopardo. Em sendo assim foi preciso buscar alternativas: alimentar-se daquilo que a concorrência tem dificuldade, a gazela. Ou seja, precisou ser mais rápido que sua comida. O atual recordista mundial dos 100 metros rasos, o jamaicano Usain Bolt, bateu o recorde com 37,5 Km/h. No entanto, entre os metros 60 e 80, atingiu os 44,27, com todo o treinamento que tem. Somos presa fácil.

Frio

O maior carnívora terrestre é o urso polar. Um animal absolutamente adaptado ao seu meio ambiente. Segundo publicação do UOL Educação "seu corpo é coberto por duas espessas camadas de pelos brancos, e uma camada de gordura sob a pele, o que permite ao urso polar suportar as baixas temperaturas do Ártico. Para se ter uma ideia, a temperatura média de inverno é de -30°C." Ainda mais resistente está o pinguim Imperador que suporta até -40ºC no outro extremo polar. Nós morremos antes da temperatura chegar ao 0ºC sem a cobertura das roupas.

Teríamos outros exemplos. Porém, estes já dão a dimensão da nossa situação na natureza. O fato é que só chegamos até aqui, nas condições atuais, pelo uso de ferramentas. Coisa que alguns símios, como os Bonobos, começam a utilizar. Sim, estão evoluindo, já que não o faziam há algumas décadas.

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

SEIS POR MEIA DÚZIA

Algumas considerações sobre o que tenho lido nas manifestações dos internautas me assusta pela burrice. Ou, sendo mais leve, pela falta de análise de alguns aspectos bem básicos para qualquer pensamento. Deixou de ser mera impressão para ser convicção plena de que é impossível para a vasta maioria das pessoas aprofundar-se em qualquer coisa. É gente ''receita de bolo'': só sabe pensar de um jeito. O "bolo" não pode ser diferente, não pode ser feito numa outra sequência de ingredientes, não pode ter um grau a mais ou a menos na temperatura que deixará de ser um bolo. Por outro lado, há os que querem um bolo lindo e delicioso sem seguir receitas. Vamos aos fatos.

DILMA X TEMER: Seis por meia dúzia, dizem muitos.

Primeiro que ''6'' nem sempre será meia dúzia. Por exemplo, sou o número 6 de 10 (dezena). Quanto a provável mudança de governo devo dizer duas coisas: não esqueçam do TSE e jamais será seis por meia dúzia. Não será a troca de clones. Pessoas são diferentes. Só nisso morre o discurso de uns e outros. Se será melhor ou pior... Ao menos mostraremos que o governo não é de um grupo. E o próximo grupo terá que ser menos pior, ao menos. Ou vamos cruzar os braços?

Na base de tudo isso está a nominata partidária e o voto - aquele ato de escolha propiciado pela democracia, através do qual escolhemos quem será o gestor e quais serão os fiscais da coisa pública. Na base essa mesma falta de capacidade de analisar, de ponderar sobre o que seria melhor para o todo da sociedade. Os partidos escolhem sob condições escusas e o eleitor vota também sob condições escusas.

Pensemos!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

A CARTA DE TEMER PARA DILMA

São Paulo, 07 de Dezembro de 2.015.
Senhora Presidente,
"Verba volant, scripta manent" (As palavras voam, os escritos permanecem)
Por isso lhe escrevo. Muito a propósito do intenso noticiário destes últimos dias e de tudo que me chega aos ouvidos das conversas no Palácio.
Esta é uma carta pessoal. É um desabafo que já deveria ter feito há muito tempo.
Desde logo lhe digo que não é preciso alardear publicamente a necessidade da minha lealdade. Tenho-a revelado ao longo destes cinco anos.
Lealdade institucional pautada pelo art. 79 da Constituição Federal. Sei quais são as funções do Vice. À minha natural discrição conectei aquela derivada daquele dispositivo constitucional.
Entretanto, sempre tive ciência da absoluta desconfiança da senhora e do seu entorno em relação a mim e ao PMDB. Desconfiança incompatível com o que fizemos para manter o apoio pessoal e partidário ao seu governo.
Basta ressaltar que na última convenção apenas 59,9% votaram pela aliança. E só o fizeram, ouso registrar, por que era eu o candidato à reeleição à Vice.
Tenho mantido a unidade do PMDB apoiando seu governo usando o prestígio político que tenho advindo da credibilidade e do respeito que granjeei no partido. Isso tudo não gerou confiança em mim. Gera desconfiança e menosprezo do governo.
Vamos aos fatos. Exemplifico alguns deles.
1. Passei os quatro primeiros anos de governo como vice decorativo. A Senhora sabe disso. Perdi todo protagonismo político que tivera no passado e que poderia ter sido usado pelo governo. Só era chamado para resolver as votações do PMDB e as crises políticas.
2. Jamais eu ou o PMDB fomos chamados para discutir formulações econômicas ou políticas do país; éramos meros acessórios, secundários, subsidiários.
3. A senhora, no segundo mandato, à última hora, não renovou o Ministério da Aviação Civil onde o Moreira Franco fez belíssimo trabalho elogiado durante a Copa do Mundo. Sabia que ele era uma indicação minha. Quis, portanto, desvalorizar-me. Cheguei a registrar este fato no dia seguinte, ao telefone.
4. No episódio Eliseu Padilha, mais recente, ele deixou o Ministério em razão de muitas "desfeitas", culminando com o que o governo fez a ele, Ministro, retirando sem nenhum aviso prévio, nome com perfil técnico que ele, Ministro da área, indicara para a ANAC. Alardeou-se a) que fora retaliação a mim; b) que ele saiu porque faz parte de uma suposta "conspiração".
5. Quando a senhora fez um apelo para que eu assumisse a coordenação política, no momento em que o governo estava muito desprestigiado, atendi e fizemos, eu e o Padilha, aprovar o ajuste fiscal. Tema difícil porque dizia respeito aos trabalhadores e aos empresários. Não titubeamos. Estava em jogo o país. Quando se aprovou o ajuste, nada mais do que fazíamos tinha sequência no governo. Os acordos assumidos no Parlamento não foram cumpridos. Realizamos mais de 60 reuniões de lideres e bancadas ao longo do tempo solicitando apoio com a nossa credibilidade. Fomos obrigados a deixar aquela coordenação.
6. De qualquer forma, sou Presidente do PMDB e a senhora resolveu ignorar-me chamando o líder Picciani e seu pai para fazer um acordo sem nenhuma comunicação ao seu Vice e Presidente do Partido. Os dois ministros, sabe a senhora, foram nomeados por ele. E a senhora não teve a menor preocupação em eliminar do governo o Deputado Edinho Araújo, deputado de São Paulo e a mim ligado.
7. Democrata que sou, converso, sim, senhora Presidente, com a oposição. Sempre o fiz, pelos 24 anos que passei no Parlamento. Aliás, a primeira medida provisória do ajuste foi aprovada graças aos 8 (oito) votos do DEM, 6 (seis) do PSB e 3 do PV, recordando que foi aprovado por apenas 22 votos. Sou criticado por isso, numa visão equivocada do nosso sistema. E não foi sem razão que em duas oportunidades ressaltei que deveríamos reunificar o país. O Palácio resolveu difundir e criticar.
8. Recordo, ainda, que a senhora, na posse, manteve reunião de duas horas com o Vice Presidente Joe Biden - com quem construí boa amizade - sem convidar-me o que gerou em seus assessores a pergunta: o que é que houve que numa reunião com o Vice Presidente dos Estados Unidos, o do Brasil não se faz presente? Antes, no episódio da "espionagem" americana, quando as conversar começaram a ser retomadas, a senhora mandava o Ministro da Justiça, para conversar com o Vice Presidente dos Estados Unidos. Tudo isso tem significado absoluta falta de confiança;
9. Mais recentemente, conversa nossa (das duas maiores autoridades do país) foi divulgada e de maneira inverídica sem nenhuma conexão com o teor da conversa.
10. Até o programa "Uma Ponte para o Futuro", aplaudido pela sociedade, cujas propostas poderiam ser utilizadas para recuperar a economia e resgatar a confiança foi tido como manobra desleal.
11. PMDB tem ciência de que o governo busca promover a sua divisão, o que já tentou no passado, sem sucesso. A senhora sabe que, como Presidente do PMDB, devo manter cauteloso silencio com o objetivo de procurar o que sempre fiz: a unidade partidária.
Passados estes momentos críticos, tenho certeza de que o País terá tranquilidade para crescer e consolidar as conquistas sociais.
Finalmente, sei que a senhora não tem confiança em mim e no PMDB, hoje, e não terá amanhã. Lamento, mas esta é a minha convicção.
Respeitosamente,
\ L TEMER
A Sua Excelência a Senhora
Doutora DILMA ROUSSEFF
DO. Presidente da República do Brasil
Palácio do Planalto

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A SAUDADE VENCEU A RAZÃO

Não mandamos no coração porque ele se apaixona.
E a paixão não tem razão, tendo todas as razões.
Irracional, a paixão nos toma a atenção, devora os sentidos, nos desarruma.
A razão nos alerta para os enganos. O que nos engana mais que a paixão?

Enganados e absolutamente devotados. Nos entregamos.
Desarmados, ajoelhados, jogados ao vento do desejo mais intenso.
Desejamos o desejo. Desejamos desejar. Desejamos nos apaixonar.
São as armas do coração que nos rendem.

E a razão nos pega porque o coração é traiçoeiro.
Trai nossos planos, trai nossas tradições, trai nossas convenções.
Nessa briga entre o certo de antes, nos faz trair até o amor do altar da juventude.
Da decisão pelo que queremos nos libertar, A SAUDADE.

Saudade do tesão, do carinho, da paixão que nos remete à uma prisão.
Da liberdade negociada, da perda das escapadas, eis o conflito.
Nego negar, quero me libertar da negação imposta pela razão.
Nego que desejo a prisão de pertencer ao coração daquela menina.

E a saudade como fica? Sorrateira, negada e absoluta.
Que venha a paixão, perdendo-me na cama daquela que me faz muito feliz.
Que saudade!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

DAS BURRICES DO POVO

Há anos ouço as mesmas coisas sobre políticos em ano de eleição, e fora dele também:
Que não têm ideologias e se coligam com qualquer um para ter poder;
Que não respeitam o dinheiro público;
Que deveriam trabalhar sem salário; e por aí vai.

Então vamos pensar sobre estes três itens, pra começar a tirar o limo das ideias.

DAS IDEOLOGIAS
Primeiro, o que nosso povo sabe sobre ideologias? Porra nenhuma. Não sabe e não quer saber. Aliás, não quer saber de nada que dê algum trabalho em pesquisa e meditação. Somos um amontoado de pais e mães que não tem a menor noção do que seus filhos ouvem em sala de aula, incapazes de entender textos simples. Enfim, uma Nação de analfabetos funcionais cheios de opinião sobre tudo. As exceções explicam a regra.
Além disso, o que de fato tem numa ideologia? Tem segregação e exclusão de opções. Ajuntamo-nos em grupelhos com vistas ao poder por estarmos convencidos de que tais e tais ideias, concepções, são o caminho. Ora, e qual o problema e de eu não ter um caminho com um pensamento formatado ou decidir pelo caminho diferente do teu? É a maneira de um grupo sentir-se superior ao outro e traçar um futuro de céu azul, sem trovoadas. Não vai muito além disso.
Enfim, ideologias são as muletas dos fracos que, na ausência de pensarem por si só buscam acolhimento nalguma coisa. Muitíssimo parecido, senão igual, com religiões.

DAS COLIGAÇÕES
O poder será exercido não importando se com ou sem coligações. Dispomos desse arranjo eleitoral e pronto. Fosse outro tipo mudaria em quê? Em nada em se tratando da postura do político a exercer esse poder. A gêneses da sujeira na qual nossos políticos se enlameiam está no próprio brasileiro. Político não é um "alien", é gente, cujas raízes são as mesmas de todos nós.

DO DINHEIRO PÚBLICO
Qual, afinal de contas, é a diferença entre o dinheiro público e a calçada se ambas são públicas. Sem delongas: um povo que não dá a menor bola para a calçada em frente à sua casa, se boa para o pedestre, entende de respeito ao público?
O fato é que, desde o berço, o umbiguismo é tal, que mal conseguimos dividir em paz o mesmo frasco de creme dental.

DO SALÁRIO
Bem, neste momento minha azia está quase em úlcera. Um povo, cujo trabalho voluntário é ridículo diante de uma nação como os EUA, sabe o que é trabalhar sem salário? Mas o outro deve fazer isso. O outro que se dane porque o ''bem público'' está acima do individual: o bolso. Não é mais uma questão de ''pimenta no cu dos outros é refresco''. É uma questão de pensamento básico, simples, elementar e com dose razoável de bom senso.

Afinal de contas, queremos um país com uma moral minimamente decente? Não. Quiséssemos, já teríamos.

Bem, este texto não busca soluções. Deveria, mas não busca. Trata apenas to quão a capacidade de pensar é de poucos e do quanto a massa pensa a partir de chavões curtos e superficiais. Não havendo a percepção de que encaramos as coisas de forma errada, não haverá qualquer mudança para melhor. Pelo contrário, o pouco que nos moveremos será para o mesmo.

Ou a visão muda, ou toda a reclamação será em vão.