sábado, 30 de julho de 2016

JURO QUE PRECISO

Juro! Me esforcei
"Eu sou mais eu"
Que tolo fui. Que tolo sou.
Para quê ligação que poderia ser desligada?

Não consegui.
Desliguei de não querer desligar.
Cabisbaixo, decaído na altivez decaída
Reconheci que preciso de outros

Preciso, principalmente, de outra.
Preciso do seu colo
Preciso como outrora
Preciso ardentemente dela...

A ELEIÇÃO DE IÇARA

SERGIO PERUCHI

Ontem, 29, acompanhei o lançamento da pré-candidatura, que será a candidatura, do médico cardiologista Sérgio Peruchi (PSB) a prefeito de Içara. O evento foi prestigiado pela pré-candidata do PP, Dalvânia Cardoso, o presidente em exercício Duka e alguns outros membros de seu partido.

Peruchi apresentou o que será sua principal obra se prefeito: um hospital-referência. A obra está detalhada em números e terá uma maquete que circulará o município. Sem dúvidas é de encher olhos. O médico, que já foi secretário da Saúde, diz ter as parcerias necessárias (três investidores) para a execução. E, creio, pela sua postura, que não está brincando.

Sem dúvidas tal ideia atrairá muitos outros serviços e empresas para Içara e região, além de pretender atender pacientes de até de fora do Estado. É de ousadia que precisamos e que sirva de inspiração.


DALVANIA CARDOSO

Se há uma candidata experiente em Içara é Dalvania Cardoso. Não somente por ter passado pela administração de várias prefeituras, mas, principalmente, por conhecer e conviver com os bastidores da política desde a adolescência. Aos 41 anos a candidata não cai na conversa de politiquinhos, tampouco se deixa deslumbrar pelo poder. Quem conviveu com ela sabe de sua postura firme e sem medo de desagradar, se preciso.

O seu desafio está em se fazer conhecida do eleitor. Sabe disso e está se dedicando em tempo integral à tarefa.


NAS RUAS

Há, contudo, um outro desafio que faz muita diferença nas eleições, mesmo não sendo garantia de vitória: a chamada militância. Nesse quesito Murialdo, leia-se Gentil da Luz, tem uma força-tarefa muito maior que os dantes citados, comum a quem está no poder, mas também pelo PMDB.

A diferença de estrutura, digamos assim, ficou visível nos lançamentos de Dalvânia e Peruchi. De um lado a tradição do PP, com muito mais gente e de peso eleitoral, e, de outro, o novo em Içara. O PSB é pequeno, com poucos filiados, sem candidatos experientes, mesmo a vereador. O médico Sérgio Peruchi tem a si e não mais que isso para a campanha. Seu grupo, mesmo que aguerrido é muito pequeno.

Sem dúvidas a eleição deste ano, com todo arranjo de partidos à volta de Murialdo Gastaldon, será muito disputada. Nenhum dos postulantes terá ampla vantagem nas urnas. É a minha impressão.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

ESCOLA SEM PARTIDO

ESCOLA SEM DOUTRINAÇÃO
Por Luciano Schimidtz
No curso de Direito que eu frequentei, principalmente nas primeiras fases, havia vários professores doutrinadores. O conteúdo das disciplinas pouco significava. O importante era convencer os alunos de que o capitalismo é um monstro. A salvação seria o socialismo. Eles também patrocinavam, em sala de aula, as campanhas “fora FHC”, “fora FMI” e “não, não, não à globalização”. Lembro especialmente de duas professoras desta categoria. Eram mulheres ressentidas, mal humoradas, feias e antipáticas. Descarregavam sua infelicidade nos alunos.
O pior não era isso. O pior é que, quando alguém tentava contestar os doutrinadores, era humilhado, ridicularizado, tratado como um idiota. Estes professores não estavam interessados em formar o “senso crítico” dos estudantes. Sua missão declarada era fazê-los críticos do capitalismo e da direita. O objetivo era formar cabeças em série, que atendessem aos delirantes anseios de uma revolução. “É preciso agir com vocês enquanto não viram burgueses de vez”, confessou certa vez um professor, com a maior cara de pau.
Trago à tona estas lembranças em razão da polêmica do momento, o projeto “Escola Sem Partido”. O “Escola Sem Partido” pretende regulamentar a atividade dos professores para impedi-los de, ostensivamente, assediar alunos impondo suas ideologias. Não se pretende acabar com o criticismo, mas sim com o criticismo unilateral existente em nossos estabelecimentos de ensino. Quando eu fiz o curso de Direito, por exemplo, nunca me apresentaram autores liberais ou conservadores. Eu os conheci depois, sozinho, abismado com a quantidade de informações que me foram sonegadas.
O “Escola Sem Partido” conta com a antipatia da maioria dos professores e intelectuais. Classe curiosa esta: exige regulamentação estatal para tudo, mas assim que a regulamentação diz respeito à sua própria profissão, começa a gritar mecanicamente a palavra “liberdade”. O meus professores doutrinadores nunca me deram real liberdade de escolha. Ou eu concordava com eles, ou seria execrado diante dos colegas, receberia notas baixas, reprovaria. Não é fácil enfrentar a sanha ideológica dos doutrinadores, principalmente quando se é um adolescente. O “Escola Sem Partido” é a luta contra a covardia e o assédio intelectual em sala de aula.
Publicado no Jornal Vanguarda.

terça-feira, 19 de julho de 2016

DEUS TE ABENÇOE

Bênção ou abençoar, são palavras repetidas à exaustão diariamente. Geralmente uma manifestação de um desejo altamente positivo, ou mera expressão semelhante ao ''graças à Deus'', cujo significado se perdeu no tempo e no próprio significado. E por falar em significado, vamos a ele.

Significado de Bênção no Dicio:
Ação de benzer, de abençoar, de invocar a graça divina sobre: o padre fazia a bênção do pão e do vinho; o sacerdote deu sua bênção aos fiéis.Invocação dessa graça divina, através do sinal da cruz feito no ar com os dedos ou por aspersão de água benta.Desejo de felicidade, de proteção de Deus a alguém.A graça concedida e atribuída a Deus: aquele trabalho foi uma bênção. [Por Extensão] Bem; o que acarreta o bem e felicidade: as férias foram uma bênção para ela.
Não há texto bíblico que trate claramente como anjos nos ajudam
Um dos decretos do Concílio Ecumênico Vaticano II, que trata de rituais ou celebrações de bênçãos, reformado pelo Papa João Paulo II, tem 734 páginas. Isso torna evidente que a Bíblia não é suficiente para tratar do assunto. E, sem medo de errar, dada a quantidade de textos, a fantasia tomou conta das cabeças. Nesse documento, que detalha quem faz o quê, diz que a bênção desce "pelo homem, mas não do homem". Ou seja, um ser humano é meio pelo qual o Deus católico ajuda alguém. Ora, que Deus mais fuinha que não age por si mesmo!

Num dos cultos que fui na CENJ - Comunidade Evangélica Nova Jerusalém, de Criciúma, um rapaz de uns 20 anos faz uma oração durante o louvor e diz em alto e bom som: "Pai, eu te autorizo a abençoar...". Autoriza Deus? Sim, ele disse essa heresia.

No Islã a saudação mais comum, que é abençoadora, é As-Salamu `Alaykum (السلام عليكم). A tradução é "A paz de Allah esteja convosco.". Além disso, wa RaḥmatulLahi wa BarakatuHu (ورحمة الله وبركاته) significa "A misericórdia de Deus e a Sua bênção." A resposta a esta saudação é Wa Alaykum As-Salam Wa RahmatulLahi wa BarakatuHu (و عليكم السلام ورحمة الله وبركاته), que significa "E a paz e a misericórdia de Deus e a Sua bênção esteja sobre você." (glossário completo do Islã AQUI)

No Candomblé, outro exemplo, o ato de dar e tomar benção tem relação com o Inkis’i/Orisá/Vodun alheio. Como um poder personalizado.

Duas considerações básicas me vem à mente para começar. Primeira, que, suponho, Deus não se deixa manipular ou influenciar a ponto de fazer o bem a quem não quer; segunda, que autoridade um ser humano tem para invocar uma ação divina? Além disso, tradicionalmente patriarcal a bênção está ligada à autoridade do progenitor ou à autoridade eclesiástica, ou à autoridade que um acha que o outro tem.

Pedir a Deus que abençoe alguém sugere um Deus passivo, à espera de movimentações humanas para agir. É, definitivamente, um Deus projetado pela mente humana, tão arrogante que se arvora ter tal poder. Ou, ao invocar a bênção o sujeito diz, indiretamente, que não pode fazer algo de bom para o outro. Transfere, assim, suas obrigações, caso as tenha. O "Bênça tia!" só não é pior que o que vem depois, "Deus te abençoe!". Qual a dificuldade de ensinar a criança a buscar por si? Trata-se apenas de vínculos familiares de autoridade sem valor em si mesmo, pois são precedidas, justamente, dessa relação entre parentes. É como se para ter autoridade eu tenho que ter, primeiro, autoridade.

Outro aspecto é a ideia de que a bênção é resultado de comportamentos ditados pela religião, seja lá qual for. Ao me comportar como sugerem os dogmas da igreja serei digno de que Deus me faça algo de bom, me dê isso, resolva aquilo. E, caso isso não aconteça, Ele está me provando porque vai me dar coisa ainda maior e mais significativa. (Esse povo tem explicação para tudo). Fora da igreja não há quem especifique o funcionamento de bênçãos e nem sequer se elas existem. O máximo que podemos transigir é de que precisamos nos comportar socialmente bem para ter uma vida sossegada, com todos os riscos de estar vivo.

Abençoar é desejo. Um desejo aparentemente bom. Mas não um fato, não uma energia que faça mudar alguma coisa, mesmo que o abençoado se sinta bem. E, se ele se sente bem seu mal e seu bem é de sua mente. Na prática um "Deus te abençoe", ao sair para uma viagem, não garante o retorno.

PREFEITO DE IÇARA ACIONADO POR DÍVIDA DE CAMPANHA

Murialdo Canto Gastaldon, atual prefeito de Içara, nos últimos dias de campanha de 2012, assinou duas promissórias no valor de R$72.000,00, cada uma, avalizadas por seu vice, Sandro Giassi Serafim. As promissórias foram para Silvino Pizzetti, pai do ex-vereador e ex-secretário de sua gestão, Wagner Pizzetti. Seu Silvino, por sua vez, passou-as adiante, para Rodrigo Ribeiro de Souza, de Tubarão. Como não recebeu o dinheiro correspondente, Souza entrou com ação para reaver seu "investimento".

Gastaldon sequer valeu-se de advogado, assumindo a dívida que está em mais de R$ 179.539,97. Ou seja, em quatro anos teve um acréscimo de R$35.000,00. Porém, apresentou bens para saldar essa pendência. Até esta data o credor não se manifestou, podendo rejeitar, aceitar o leilão ou apenas passá-los para seu nome. Em caso de leilão é sabido que a venda se dá por muito menos que o valor de mercado e ainda ter algum valor a saldar.

Declaração de bens de Gastaldon ao TSE em 2012

Dados do processo:
Número: 0300945-25.2016.8.24.0028
Classe: Execução de Título Extrajudicial
Assunto: Nota Promissória
Distribuição: 02/05/2016 às 19:33 - Sorteio
Juiz: Fernando de Medeiros Ritter

quinta-feira, 14 de julho de 2016

MORAL E FÉ

A moral é relativa. Negar isso é negar as muitas culturas, cada uma com seu entendimento sobre o certo e errado, suas leis e costumes. Mas haveria uma moral superior, transcendente, uma pela qual todos, em qualquer tempo e local, poderiam seguir?

Os religiosos tem a moral como absoluta - a sua. Cada um com sua moral absoluta e divergente dentro da própria fé que possui. Ao apontar para o seu Deus, como fonte moral e ética, o religioso aponta para o vazio. Afinal, de que entendimento sobre Deus fala? Da sua concepção pessoal. Conforme o Deus é a moral. Conforme entende o Deus de sua fé, é a moral. Senão vejamos.

Não há moral única dentro de qualquer concepção de fé em Deus. Lamentavelmente não admitem isso ou, nas mais das vezes, cada um atribui ao outro a divergência recorrente. Ora, e não é que estejam errados. Seus fundamentos são parcos, não tratam das muitas variações dos nossos problemas e muito menos apontam em direções claras. Não está nas pessoas a origem das muitas divergências morais afetas à religião, seja qual for. Os exemplos são muito claros entre sunitas e xiitas, entre pentecostais e ortodoxos.

A suma da discussão é que nossa moral é influenciada de várias maneiras. A religião é uma das mais importantes. Contudo, ela também sofre influências. Haja visto a relação com pecados que se vê. Um exemplo é a televisão que, apenas por ser vista, não importando o conteúdo do que era visto, trouxe punições severas a crentes dentro da Assembléia de Deus. Essa mesma Igreja passou a usar este meio de comunicação para seu proselitismo. Enfim, até a tecnologia trouxe sua contribuição.

Não vejo como possa haver uma moral acima da nossa. E não há de fato, mesmo que haja quem aponte para UMA sem, ao menos, retirar todas as possibilidades de sua aplicação. É uma, genericamente, e, na vida, muitas.

PS.: Não confunda moral e ética, que também é relativa. Moral é a ética aplicada. Ética é a concepção social do que é certo ou errado. Todos temos moral, mesmo um criminoso a possui, pois é como vivemos.

MORAL VEM DE DEUS?

Veja o vídeo postado AQUI do filósofo Peter Kreeft, professor de filosofia no Boston College e Prager University. Em seguida comento.

Eis minhas considerações sobre o quê ele diz:

1. Ao mencionar a escravidão ele assentiu com a evolução. Era moral e hoje vemos como imoral;

2. É esse mesmo raciocínio que nos faz perceber o que podemos ou não. Um criminoso usa assim como quem quer fazer o bem. A moral muda porque pensamos sobre ela;

3. Consciência é apenas saber de algo. Sabemos porque ou nos foi informado ou ponderamos sobre algo e chegamos a uma determinada consciência;

4. A natureza humana é exatamente essa: consciência, raciocínio... e uma moral, seja lá qual for;

5. Ora, descobrimos que é mais vantajoso (útil) termos consumidores que escravos. Foi a Revolução Industrial que pôs fim à escravidão;

6. Origem divina. Bem, ele parte do princípio de que moral é boa e não é. É apenas a manifestação do modo de vida de um grupo humano ou de um humano. A moral de um bandido é cometer crime.

MEDO E DESRESPEITO

Dia desses minha companheira perguntou se eu não tinha medo por desdenhar das coisas relativas a Deus. Sim, desdenho! Quem quer respeito, imagino, que faça por merecer. Não é o caso dele, haja visto a notória omissão nos casos mais básicos. Aqueles em que usam do livre arbítrio humano para, até, justificarem atos criminosos contra indefesos. Mas vamos à pergunta dela.

Respondi que não havia motivos para temer, pois a vida em nada fazia diferença. Ressaltei que fazia diferença para o cidadão comum. O sujeito bovino, aquele que vive à mercê dos mandos da sociedade, da família, de convenções e não é capaz de arrazoar sobre o óbvio. Enfim, a maioria. Mas não fica só nisso.

Há um grupo bem interessante que usa este medo a favor de si ou de suas ideias de dominação. Os políticos, líderes religiosos e os que fizeram da guerra um meio de vida ao longo dos séculos. Homens que, em nome de Deus, seja lá qual for o Deus, impuseram o que quiseram, promovendo a devastação da paz, genocídios, fome, migrações desesperadas e toda a sorte de infortúnios.

Não precisaria dizer. Porém, faz-se necessário pela pouca observação do óbvio que noto: Ele, o Eterno, nada faz para proteger os inocentes. E se seguem os mesmos inocentes a dizer que respeita o livre arbítrio, que não impõe Sua vontade etc etc etc. Parece que falam da Madre Tereza de Calcutá, como se Deus tivesse que respeitar umas vontades em detrimento de outras vontades. Quiçá houvesse respeito pelo desejo de se viver em paz.

sexta-feira, 8 de julho de 2016

CONDUTORES DA TOCHA OLÍMPICA EM CRICIÚMA

A Fundação Municipal de Esportes (FME) de Criciúma divulgou hoje a lista oficial com 25 condutores da tocha olímpica por seis quilômetros, neste sábado, em Criciúma.
São eles:

Ruy Hülse
Leticia Araújo
Almir de Souza
Romulo Fisch de Berredo Menezes
Fernando Marcelino
Renam Francisco Meinen
Jean Padilha
Henrique Brezola
Josué Borges
Albertino Colombo
Elaine Matos
Fernando Santana Ferrari
Cristiane Rossi
Francisco Domingos
Santiago Mendonça
Rafaela Cardoso
Tiago Araújo
Ricardo Silva
Leonardo Vieira
Sofia Serrano Scheibler
Guilherme Longo Triches
Sidnei Castagneti
Emanuely De Oliveira
Hellen De Souza
Marcelo Greuel