terça-feira, 17 de janeiro de 2012

SEXO, SEXO, SEXO... Entrevista com Rita Rostirolla


Não sei por que estou na lista de amigos da Rita Rostirolla do Facebook e ela na minha. De qualquer forma resolvi fazer contato depois de meses vendo-a online. Qualquer pessoa que se dedica a tratar do sexo de forma educada, científica e aconselhadora tem que ser ouvida. O maior dos nossos prazeres já foi maltratado demais para não nos valermos de todos os meios para que caiam preconceitos e nojos bobos. Informação é o único meio de queimar etapas e os casais desfrutarem do sexo com todas as suas nuances. Diante disso, espero que esse papo com a Rita que, confesso, foi muito breve para meu apetite, seja proveitoso para, ao menos, desnudar possibilidades. A entrevista foi feita pelo Facebook.
Conforme está em seu site, Rita Ma Rostirolla, 46 anos, é gaúcha, e consultora comportamental, especialista há cerca de 16 anos na abordagem de assuntos como autoestima, estética, comportamento feminino e masculino, repressão sexual, comunicação entre os casais, rotinas dos relacionamentos, intimidade e sensualidade.  É considerada a primeira Sex Personal Trainer do Brasil por ter sido pioneira ao desenvolver técnicas especiais de sedução e conquista. Já ajudou mais de 600 mil mulheres a mudarem a rotina do seu dia-a-dia e relacionamentos no Brasil e no exterior, com aulas que ensinam o trabalho com a autoestima, desinibição, renovação de relacionamentos e dicas diversas para a intimidade. São cerca de 2500 mulheres e casais atendidos por semana, entre cursos e palestras em empresas, associações e órgãos públicos brasileiros.

André Roldão – Quais foram tuas observações do público feminino que te levaram a optar por falar de sexo tão abertamente?
Rita Rostirolla – Falava abertamente com família e amigos. Aconteceu naturalmente. Outras pessoas começaram a me procurar por isso.
AR – Durante séculos os desejos femininos mudaram e mudaram muito, como saber se hoje, com esta abertura, não há apenas um momento, sem que a mulher tenha identificado de fato suas necessidades?
RR – Acredito que esse momento veio pra ficar. Até porque agora a mulher se preocupa com seu prazer também. Antes era parte do momento, da situação em que vivia. Hoje me parece que depois de idas e vindas, ela está conseguindo achar seu caminho. Mas tem muita coisa ainda pela frente quando se fala em "buscar prazer".
AR – Você disse em entrevistas sobre a sociedade ser machista. Fomos educados por nossas mães, com pouca, às vezes nenhuma, participação do homem. Então por que não seria uma sociedade feminista?
RR – Porque a educação que vinha delas já era submissa. Fomos educadas pra dar prazer e não pra sentir.
AR – Nessa busca do prazer há riscos. Ouvi muitas falarem que têm medo se 'machucar'. É possível mulheres buscarem o prazer sem que se envolvam emocionalmente?
RR – Ainda acho que não. Sempre nos envolvemos de alguma forma.
AR – Isso tem a ver com serem românticas? Pelo menos a maioria é...
RR – Tem sim. Em grande parte...
AR – Há desejos de todo o jeito. Inclusive mulheres que tem taras por transar com mais de um homem ou em locais exóticos. Isso também faz parte dessa conquista da liberdade?
RR – Não sei isso tem a ver com liberdade ou simplesmente desejo. Fantasiar faz parte da nossa vida, fazemos isso desde pequenos. Não vejo como uma busca por liberdade, mas sim em brincar com o imaginário. Claro que alguns trazem essa fantasia para o plano real também.
AR – No mundo do swing ou menage as mulheres dominam, só o que elas aceitam é o que acontece. Por outro lado os homens são os que mais procuram esse tipo de encontro. Mulheres te questionam sobre esse mundo onde o sexo está acima de tudo?
RR – Fantasiar nos dá prazer. Portanto não vejo mal nenhum nisso. Questionam sim, principalmente pelo desejo do parceiro. São poucas que me procuram que realmente o desejo venha da parte delas.
AR – Elas demonstram medo, curiosidade, repulsa... desse mundo?
RR – Tudo isso... O sonho número um dos homens é ter duas mulheres ou participar de um swing. A mulher tem medo, insegurança e repulsa. Mas também tem aquelas que me procuram indignadas porque o parceiro não topa.
AR – Você disse em algumas ocasiões que a estética, o corpo, a beleza tem influência da mídia. A mídia impõe ou reflete o que há? E quando não tínhamos a mídia? Mesmo assim se vê que elas tinham uma luta no aspecto estético (moda).
RR – Mídia não existia, mas moda sim, tendência sim. A mídia só mostra as tendências. Quando falo em mídia influenciar é muito no sentido do consumo. Determinado batom, creme pra celulite, cápsulas de beleza, tal marca de bolsa ou sapato... E por aí vai.
AR – O que é ser sensual? Sensual pra quem?
RR – Sensualidade tem muito a ver com atitude e não com estética. Ontem mesmo teve um exemplo disso no fantástico. A nova musa do salgueiro com 104kg. Sensualidade é sinônimo de auto-estima trabalhada e não corpo trabalhado!
AR – Você disse certa vez que mulher tem libido pela inteligência do homem. Por outro lado, nota-se claramente que homens bem trajados exercem maior desejo. São os charmosos... Como é isso?
RR – Digo porque homens são basicamente visuais e mulheres não. Homens se excitam quando olham fotos de uma mulher gostosa... mulheres acham bonito, mas pra excitar ele tem que ter o cérebro trabalhado. Porque somos muito auditivas e sinestésicas.
AR – O que é um homem de 'pegada'?
RR – É aquele sensível ao ponto de perceber quando estamos pra carícias sutis ou quando queremos alguém que nos puxe pelos cabelos... Sensibilidade é sinônimo de homem de pegada.
AR – Recebeste testemunhos de mulheres que passaram a fazer algo que não faziam na cama depois de participarem de um curso teu? O que as levou à mudança?
RR – Sempre recebo. Algumas mudaram porque passaram a ver seu corpo de maneira diferente, passaram a usá-lo como uma arma em busca do prazer e não ao contrário como acontece muitas vezes. Muitas usam o corpo como escudo por diversos motivos, como padrões de beleza, vergonha por virem de uma criação repressora. Outras mudaram porque entenderam que cama é parque de diversões. Estamos lá para nos divertir e não para divertir apenas o parceiro. Na verdade é bom brincarmos com todos os brinquedos disponíveis nesse parque, até pra vermos com qual nos identificamos mais. Outras mudaram porque perceberam que viemos de uma cultura muito repressora. Aprendemos que colocar a mão nas parte íntimas é feio. Imagina colocar a boca então? Perceberam que quando estamos entre quatro paredes, o pudor tem que ficar fora e não dentro.
AR – As igrejas sempre pregaram sexo depois do casamento. É essa a repressão de que falas?
RR – Uma delas. Além de ser depois do casamento, muitas outras práticas são condenadas... até o desejo em si.
AR – Se as igrejas, por exemplo, pregam o sexo depois do casamento incorrem no risco da incompatibilidade na cama. Como resolver isso depois?
RR – Pra resolver isso só tendo muita paciência e vontade de mudar. Isso no caso de quererem manter o casamento. Mas conheço casais que estão juntos há décadas e o sexo aconteceu apenas depois do casamento. Foi um aprendizado para ambos. Estar aberto para novas possibilidades, sem medo de aprender e descobrir o que te traz prazer... Aí pode ter jeito sim!
AR – Nesse 'parque de diversões' há confrontos também. É possível mudar o fato de uma mulher ter nojo de receber a gozada na boca, por exemplo? Ou ela desejar isso e o cara ter nojo: “como vou beijar essa boca depois?”
RR – É possível sim. Nisso também sofremos com informação deturpada.
AR – Como assim?
RR – Muitas têm nojo porque acham que o esperma é sujo. Sujo é se não conheço clinicamente meu parceiro, ponto. Nesse ponto do cara ter nojo é muito mais complicado. Até porque gozar na cara dela é gostoso, mas beijá-la na boca depois é nojento??? Então ele tem nojo do próprio corpo... Esperma é o que o homem tem de mais puro no corpo, se ele for saudável.
AR – Por que casados tendem a esfriar sexualmente ou entrar numa rotina? O que fazer pra tornar a aquecer?
RR – Têm certas coisas simples, mas que tem um efeito devastador com o tempo para homens e mulheres. Doses homeopáticas aos poucos minam a relação. Por exemplo, como homens são basicamente visuais, uma das formas de manter o interesse é procurar cuidar disso... Luz acesa! Homens gostam de ver, independente do corpo. Mulheres precisam ser escutadas, tocadas (e não nas partes óbvias). Isso por si só é um afrodisíaco pra elas.
AR – O cansaço parece ser mais forte que a libido. É possível mudar e ter desejo mesmo depois de um dia intenso de trabalho?
RR – Para um se manter sedutor para o outro é importante que tenha certo mistério. Tudo que é sedutor é misterioso. Quando desvendamos totalmente alguma coisa, podemos continuar gostando, mas que perde o entusiasmo, perde. É possível sim, se estou cansada depois de passar o dia cuidando de filhos, sem dormir direito, estresse no trabalho,  ideia de sexo pode parecer nada atraente para uma mulher, afinal precisamos relaxar pra gozar. Se meu parceiro é compreensivo e ao invés de me convidar pra ir pra cama, dizer que tá com tesão, ou simplesmente ir direto ao ponto, não será a solução. Ao invés disso, chegar e me propor uma boa massagem nos pés, afinal devo estar muito cansada, a probabilidade de relaxar é grande... até porque não associei a sexo, com certeza estarei mais pronta do que nunca pra uma noitada bem fogosa.
AR – Você falou num video que a comida caseira pode ser uma delícia, mas que às vezes se pode querer um pastel ali da esquina, mesmo que se arrependa depois... Dar uma escapada pode fazer bem pra relação?
RR – Posso dar uma escapada com meu parceiro também. Escapadas acabam acontecendo porque os casais não fantasiam juntos. Sair da rotina, não precisa necessariamente ser com outra pessoa, posso sair dela com meu parceiro.
AR – Já ouvi mulheres dizerem que depois da maternidade se sentiram diferentes sexualmente. O que há de científico, psicológico ou de cansaço nisso?
RR – Muitas coisas. Níveis de testosterona baixam, cansaço físico e mental, mudanças no corpo que podem afetar o psicológico...
AR – Um conselho pra finalizar.
RR – Que tanto homens quanto mulheres tenham mais atitude. Nenhum dos dois tem bola de cristal pra saber o que o outro deseja exatamente. Para as mulheres, que deixem o pudor do lado de fora do quarto e voltem a usar quando saírem dele, em todos os campos da vida onde é bem mais necessário... Para os homens, que usem mais o ouvido e o verbo. E para ambos, beijem muito na boca!

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

UMA PROPOSTA PARA A EDUCAÇÃO ESCOLAR

São recorrentes as discussões em que se ouve que os governos precisam investir em educação. Porém, não vejo que tipo de educação se quer. Pelo contexto parece-me que falam do conhecimento acadêmico, técnico ou científico. E seria isso mesmo o que precisamos?

Toda a forma de educação é uma coerção, pois ignora o aprendiz e impõe o que o educador entende por ser o correto ou melhor. Esse educador, em se tratando de escola, tem uma cartilha a seguir. Isso não é necessariamente ruim. Entretanto, sem a visão da práxis do conteúdo chegamos ao clímax do saber ‘o quê’ sem o ‘pra quê’. Sem muito esforço vemos isso nas nossas escolas. É um mundo de conhecimento por horas, dias e meses, que se perde tão logo é feita a ‘prova’. O que de fato fica? Algo muito próximo do nada.

Segundo o psicoterapeuta Renato Dias Martino, “a origem da palavra (educação), dentro da perspectiva semântica, de alguma forma, sempre nos mostra o caminho, tornando mais claro alguns pontos obscuros na pesquisa dos conceitos que utilizamos em nosso funcionamento mental e também em nossas ligações afetivas. A palavra educar deriva do latim educare, ligada a educere, que é um verbo composto do prefixo ex, relativo a fora, mais ducere, referente a conduzir, ou levar. Significa literalmente 'conduzir para fora'. Dentro dessa perspectiva a educação desloca o sujeito de si mesmo indicando o desejo do outro. E se estamos de acordo até aqui, já podemos olhar para a proposta de se educar alguém, de maneira atenta.” O educando não tem como dar a si mesmo o caminho e me insurjo contra teorias de liberdade em que o estudante não é remetido à disciplina. Por outro lado, assim é imposta a responsabilidade sobre essa vida em formação.

Ora, o que é necessário às crianças para serem pessoas socialmente aceitas, minimamente aptas para o futuro e com conhecimento básico para avançar, além de estimuladas no desejo de avançar?

Ouso focar no conteúdo e a partir dele propor a pedagogia do que está ao alcance das mãos. Para mim perdemos de vista o básico da vida hodierna, levando em consideração o estilo de vida que nossa sociedade desenvolve, porque saber Equação de Segundo Grau tem maior relevância do que saber cozinhar – sou contra isso. Proponho uma mudança ao que de fato seria o ensino fundamental. (Parte disso se inspira no filme Ao Mestre Com Carinho, de 1966, com Sidney Poitier).

Para mim o currículo do Ensino Fundamental deveria começar e se desenvolver com os seguintes temas ou matérias:
Culinária e nutrição;
Primeiros Socorros, anatomia e afins;
Mecânica, eletrônica, elétrica, marcenaria e hidráulica;
História, filosofia (é preciso aprender a pensar) e sociologia (é preciso saber quem somos, como nos formamos);
Biologia (ecologia) restrita à fauna e flora locais, avançando para o restante;
Constituição, Código de Trânsito Brasileiro, Código Civil etc;
Voluntariado e cooperativismo.

A cada ensino prático a base para o acadêmico. Ora, ao ensinar a cozinhar e aproveitar melhor os alimentos o professor levaria os alunos a viajar no conhecimento dos nutrientes, perigos da alimentação desordenada, as muitas e variadas gostronomias etc. Ao ensinar a instalar uma lâmpada o professor levaria o estudante a conhecer amperagem e a lidar com medidores. Ao falar dos primeiros socorros e anatomia o aprendiz saberia lidar melhor com seu corpo, as fases da vida e como ser mais saudável com exercícios. Ao aprender de mecânica ou eletrônica saberia olhar a dimensão das máquinas ao seu redor e pequenos consertos deixariam de ser um mistério. Com nossos códigos, nossas Leis, nossa Justiça seria melhor entendida e a formação do cidadão, enfim, algo palpável. É óbvio que aquele aluno indisciplinado e bagunceiro se identificaria com alguma coisa e, quiçá, descobriria seus talentos.

Tudo isso permeado pela História, não como uma matéria, mas como parte de cada ensinamento. Ao entrar num laboratório saberia como a eletricidade foi conquistada pela humanidade e seus atores. Ao aprender a lidar com alimentos saberia como se desenvolveu a agricultura ao longo dos tempos.

Como está estamos desperdiçando tempo, dinheiro e pouco contribuindo na formação, na construção do conhecimento. Como está é certo que mais crianças deixarão de gostar das aulas porque como são ministradas qualquer um detesta mesmo.

Muito bem, a discussão está aí. Façamo-la ir adiante.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

AMOR, EGOISMO E SEXO

“Fazer amor” é a pior das denominações para sexo que conheço. Nem “trepada” e “foda” são tão idiotas. As razões são óbvias, mas em se tratando de romantismo as mulheres são exímias em fugir da realidade. Sim, as mulheres. O homem romântico está apenas negociando a transa, mesmo que isso não esteja claro em sua mente. Evidente que nos apaixonamos, choramos pela mulher que nos encanta, adoramos seu cheiro, seus beijos, curvas, pele e carinho. Quando estamos apaixonados nada mais importa, a vida parece se resumir naquela pessoa. Entretanto, envolto nesses apelos emotivos o sexo jamais será “fazer amor”.

Sexo é o momento mais egoísta da nossa vida. Queremos e, não raro, exigimos prazer. No sexo não há amor, às vezes nem há a troca. Os dois se sentem o centro. Nos momentos em que supostamente somos altruístas na cama e buscamos o prazer do outro, ainda assim há uma carga de sentir-se aceito e agradar para manter quem se quer conosco. Esse ter ao lado tem outras tantas facetas e complexidade que livros têm sido publicados para dar luz ao assunto.

De minha parte estou convicto que faço amor com minha mulher quando a acolho em meu peito e acaricio seus cabelos, beijo sua testa, olho nos seus olhos com um sorriso e a vejo dormir tranquila. Faço amor quando preparo um lanche e levo na cama. Faço amor quando massageio seus ombros e pés. Sim, isso é fazer amor. E principalmente quando renuncio meu desejo imediato para que ela tenha todas essas coisas. Alguns diriam que isso faz parte do sexo. Ora, estou aqui me referindo à cópula, ao acasalamento, à penetração e seus acessórios como oral, anal e todo o resto que a criatividade humana possa engendrar.

Não! Sexo jamais será amor. Sexo se faz com uma desconhecida e, em alguns casos, pode ser muito melhor do que com a parceira habitual. Sexo com uma estranha pode ser (digo que pode, não que seja) muito mais interessante e louco do que com a mulher que amamos.

Opa, mas se amamos uma mulher não transamos com outra. Os casais praticantes do swing pensam doutra forma. Hummm... Isso é outra discussão.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

ROMANNA E O BANCO DE LEITE DO HMISC

E maio de 2010 a então vereadora Romanna Remor liderou, com o seu partido à época, o Democratas, campanha para arrecadar fundos para equipar o Banco de Leite do Hospital Materno Infantil Santa Catarina. Esse feito levantou 25 mil reais, dos quais 9.500 reais foram entregues ao Hospital São José, gestor do HMISC, e o restante depositado para receber reajustes financeiros até que a obra esteja pronta. “O Hospital recebeu R$ 9.000,00 (nove mil reais) em data de 21/05/2010, além de ter recebido R$ 500,00 (quinhentos reais), depositados através de diversos cheques nominais à instituição”, disse a diretora do HSJ, Cecília Martinello, em correspondência enviada à Câmara de Vereadores, no dia oito de dezembro de 2011.

O São José informou ainda que a “área física do Hospital Materno Infantil Santa Catarina não foi liberada até o presente momento, razão pela qual o Hospital não teria condições de receber qualquer equipamento, seja pelas questões relativas à segurança, seja pelas questões relativas à depreciação dos equipamentos.”

Segundo Romanna me disse pelo Twitter os recursos “foram aplicados para entregar em equipamentos, pois alguns colaboradores tinham receio de o dinheiro entrar no caixa único do HSJ”. Ou seja, o HSJ não desfruta de credibilidade suficiente e eu entendo isso perfeitamente.

A deputada federal vai além e denuncia que “como passou o prazo previsto no contrato entre PMC e HSJ para instalação do Banco de Leite (2010), oficiamos o Hospital perguntando quando e onde poderíamos entregar os equipamentos. Eles orientaram que aguardássemos, pois não adiantaria colocar Banco Leite para funcionar sem maternidade.”

Questionei do secretário do Sistema da Saúde, Sílvio Ávila Júnior, sobre o que faltaria para o funcionamento do Banco de Leite e maternidade. “Terminarmos a obra! Licitação ocorre a partir da primeira semana se janeiro! Previsão de término 90 dias!”, disse via Twitter.

Esse assunto surgiu para mim depois que recebi link do blog Portal Transparência em que dizia “Romanna Remor é Suspeita de Desvio de Recursos Banco de Leite.” O próprio portal coloca imagens dos documentos citados. Esse portal configura-se, também por outras postagens, num caso de polícia. Tem feito postagens sem qualquer credibilidade. Manipulou recentemente as declarações de Romanna na CPI das ONGs pinçando frases e ajustando-as a seu bel prazer. Nada além de um lixo eletrônico de extrema má fé, mas que sempre terá um ou outro desavisado que dará crédito.

A estratégia desse blog é a seguinte: coloca a suspeita na manchete, faz um texto que lança dúvidas no ar, inclusive com erros de ortografia, e depois disponibiliza os fatos. Vale-se da recorrente indisposição brasileira pela leitura e pesquisa. Tanto se comprova isso que o link me foi passado por um empresário formado em Direito. O que torna a coisa ainda mais assustadora, pois não se deu ao trabalho de fazer o que eu fiz: perguntar às pessoas envolvidas.

Quanto ao Banco de Leite, resta-nos aguardar o término da obra.