segunda-feira, 16 de junho de 2014

PATIFARIAS VERBORRÁGICAS DE LULA

Ex-presidente Lula é um protagonista de patifarias verborrágicas. Desde sempre brincou com a lembranças do cidadão, que, diga-se de passagem, tem sido relapso neste quesito. Para nos ajudar há quem registre os percalços linguísticos do tal. Contudo, diante da defesa que fez de Dilma por ter recebido uma bela vaia na abertura da Copa, eis que surge nosso Honoris Cretinus a exalar seu mau hálito em tom ameaçador. Segue trecho de publicação de Augusto Nunes, colunista de Veja, que você lê na íntegra AQUI.

"No ótimo Viagens com o Presidente, os jornalistas Eduardo Scolese e Leonencio Nossa relatam episódios que testemunharam e histórias que colheram durante os quatro anos em que, a serviço da Folha e doEstadão, seguiram os passos do chefe de governo. Confira quatro momentos pescados no oceano de patifarias verbais. Diferentemente do livro, que expõe com crueza o estilo do grosseirão sem cura, asteriscos fazem o papel de vogais e consoantes nos palavrões cuja publicação é vetada pelas normas do site de VEJA:
INSULTANDO VIZINHOS 
O fato se dá em Tóquio, no Japão, no final de maio de 2005. Uma dose caprichada de uísque com gelo e, antes mesmo do inicio do jantar, Lula manda servir o segundo, o terceiro e o quarto copos. Visivelmente alterado:
— Tem horas, meus caros, que eu tenho vontade de mandar o Kirchner para a p*** que o pariu. É verdade. Eu tenho mesmo – afirma, aos gritos. — A verdade é que nós temos que ter saco para aturar a Argentina. E o Jorge Battle, do Uruguai? Aquele lá não é uruguaio po*** nenhuma. Foi criado nos Estados Unidos. É filhote dos americanos. O Chile é uma m****. O Chile é uma piada. Eles fazem os acordos lá deles com os americanos. Querem mais é que a gente se fo** por aqui. Eles estão cag***do para nós. (págs 270 e 271)
INSULTANDO COMPANHEIRASNuma audiência com a ministra do Meio Ambiente Marina Silva, na época em que o governo começa a discutir a transposição de parte das águas do São Francisco, o Presidente ouve opiniões contrárias dela e dos técnicos:
— Marina, essa coisa de Meio Ambiente é igual a um exame de prostata. Não dá para ficar virgem toda a vida. Uma hora eles vão ter que enfiar o dedo no ** da gente. Companheira, se é para enfiar, é melhor enfiar logo. (Pág 71).
INSULTANDO MINISTROS
Antes de uma cerimônia no palácio, Lula se aproxima do assessor para assuntos internacionais, o professor Marco Aurelio Garcia, e diz:
— Marco Aurélio, eu já mandei você tomar no ** hoje?
O professor sorri. (Pág. 71).
INSULTANDO ASSESSORES
Na suíte do hotel, recebe das mãos de assessores discurso sobre combate mundial à fome. Diante do ministro Celso Amorim e dos auxiliares do Planalto e do Itamaraty, folheia rapidamente a papelada e arremessa a metros de distância:
— Enfiem no ** esse discurso, c****ho. Não é isso que eu quero, po***. Eu não vou ler essa m****. Vai todo mundo tomar no** Mudem isso, rápido. (Pág. 249). 
Esses exemplos bastam para exibir a nudez do reizinho. Inquieto com as rachaduras no poste que instalou no Planalto, o presidente honorário do grande clube dos cafajestes tenta impedir o desabamento fantasiado de doutor honoris causa em boas maneiras. Haja cinismo."

terça-feira, 10 de junho de 2014

CASA LONDRES FECHA AS PORTAS

UM ÍCONE A MENOS

Em comunicado na capa do Jornal da Manhã desta terça, a empresária Cinéia Rocha anuncia o fechamento da Casa Londres, fundada em 1966.

O lacre representa o fim de mais um ícone do comércio na cidade. Foram-se muitos só ali no Centro nesses últimos anos. Casa Nova, Café São Paulo, Radiolândia, alguns deles.

O casarão que abrigou o estabelecimento por quase meio século há muito integra o patrimônio histórico de Criciúma. A Casa Londres, em breve, parte do passado de um cenário em franca transformação.

À Cinéia e familiares, contudo, fica o reconhecimento público à construção desse marco na economia local. Um exemplo de dedicação que honra o espírito empreendedor do "Seu" Joquinha, ausente há dois anos, sempre presente nas nossas memórias.

Texto do jornalista Nei Manique.

Ainda mais antiga e que permanece firme, a Loja Santo Antonio segue nas mãos da empresária Mariangela Frassetto Góes, nora do fundador Antonio Caldeira Goes, em 1943.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O DESABAFO DE UM MÉDICO

Artigo| Adeus, pediatras

13 de julho de 201312
Um plano de carreira resolveria tudo. Mais dinheiro no SUS resolveria a infraestrutura.
Melhor gestão melhoraria o resto
FERNANDO LUCCHESE*
Pediatria é uma especialidade médica em desaparecimento. Exigem-se, ao final dos seis anos de curso médico, mais dois para o jovem tornar-se um pediatra geral. Mais dois se ele quiser dedicar-se à cardiologia. Mais dois se ele pretender ser intensivista e dedicar-se ao cuidado de neonatos em UTI. A formação do pediatra pode durar tanto quanto o próprio curso de medicina. Para quê? Para receber a pior remuneração das especialidades médicas. Por isso os hospitais não conseguem contratar pediatras, emergencistas, intensivistas. Eles simplesmente não existem mais. Mudaram para outras áreas, deixaram de escolher essa especialidade sacrificada. As UTIs e a as emergências estão lotadas. Mas não adianta ampliá-las porque não existem médicos para assisti-las. E a solução dada pelo governo: aumentar mais dois anos o curso médico, já o mais longo de todos os cursos universitários, e agora, por decreto, sem consulta a quem entende, se tornará o mais longo curso de medicina do mundo. Surpreendentemente, ao contrário de Cuba, que forma “médicos” em três anos. Adeus, pediatras. Adeus, ginecologistas e obstetras. Adeus, cardiologistas intensivistas, outra espécie em extinção. Muitas outras especialidades farão falta neste país. Há alguns anos sumiram os candidatos para cirurgia cardiovascular, pois o MEC estabeleceu uma formação de seis anos após o curso de seis.

A desinformação do governo é chocante. Não existem médicos nas periferias das cidades e do país porque não existe perspectiva futura para eles. Um plano de carreira resolveria tudo. Mais dinheiro no SUS resolveria a infraestrutura de atuação destes médicos em locais nos quais hoje nem estetoscópio existe. Melhor gestão do sistema de saúde melhoraria o resto. A legislação do SUS é quase perfeita. Faltam gestores competentes para colocá-la em prática.

O ministro Mercadante, prometendo um curso de medicina voltado para as necessidades da população, ou não conhece a população ou desconhece nossos cursos de medicina. Acredita ele que estamos formando médicos para a Bélgica ou Suíça? Nossos alunos saem conhecendo a realidade mas menos da metade deles consegue ingressar em um programa de residência médica. Os demais, simplesmente, não têm opção de uma carreira progressiva, que inicia na periferia com a perspectiva de chegar ao centro no futuro. Como os juízes.
O que me consola é que não estarei aqui para assistir o desastre.  As “novas” faculdades de medicina de oito anos iniciarão em 2015. Os primeiros médicos se formarão em 2023. Os que decidirem ser pediatras ou intensivistas ou emergencistas estarão prontos em 2029 iniciando suas carreiras aos 35 anos, até aí sustentados por uma bolsa. Os sobreviventes dessa longa carreira serão muito poucos. Infelizmente, quem pagará as inconsequências desse governo serão os meus netos e os do ministro Padilha. Eu estarei em outra dimensão, testemunha impotente, mas com a consciência de ter me rebelado.

* Médico
Publicado no ClicRBS

sexta-feira, 6 de junho de 2014

PALMADA NA LEI

A tal da Lei da Palmada é coisa de gente muito sem noção ou de gente que acha que sabe o que é melhor para as demais pessoas. Ora, é evidente que a criança, ainda bebê, quando a educação começa, só sabe de seus limites através da linguagem física, da dor, da repreensão firme, do tom de autoridade, não das palavras em si. Os significados são apreendidos com o tempo e ainda dependendo da capacidade cognitiva da mesma. Até que entenda a linguagem falada é assim. Contudo, é bom que se diga, pra respeitar a linguagem falada terá que, antes, respeitar a linguagem da dor física, da privação pelo castigo etc. É evidente que algumas crianças, por sua docilidade, não precisarão de muita repreensão. Os pais mais experientes, e tive três filhos, sabem muito bem que é impossível ter um padrão de disciplina. O filho, por sua natureza, exigirá ser tratado individualmente. Portanto, pode ser que um filho necessite de disciplina física e outro não.

Ao impedirem, pela força da Lei, que a educação passe pelo estágio da dor física estarão comprometendo os demais estágios. O que se vê, e se vê com facilidade, são filhos absolutamente indisciplinados pela omissão dos pais, falta de sensibilidade e desinformação. Uma criança que ergue a voz para a mãe deve receber punição física, porque a falada, percebe-se, não surte efeito. Evidente que pais que não agem com sabedoria numa forma, não agirão de outra. Ou, terão que receber a Super Nanny em casa!!!

O problema vai além, já que o próprio texto da Lei deixa margem para muitas interpretações. O que é, por exemplo, humilhar ou envergonhar uma criança? O medo é um educador. Se uma criança começa a gritar no supermercado porque quer um iogurte eu não teria dúvidas em disciplina-la ali mesmo, como fiz. Ela precisa saber que em público nosso comportamento é diferente do de casa, sendo que gritar com os pais JAMAIS! Além disso, vergonha pública faz parte do processo de vida em sociedade. As crianças que se deixam abater pelo bullying são fracas e serão fracas pela vida. Eu sofri, como qualquer outro, perseguição e humilhação na escola e não me abati. Pelo contrário, encontrei meios de me impor. Assim ensinei aos meus filhos.

Eis que nossos legisladores, influenciados por organizações de pseudo-educadores e suas psicologias de consultório, fizeram por surgir mais demandas para o Judiciário. Como disse Reinado Azevedo em Veja, "Essa lei tem a idade mental do “Xou da Xuxa” e a idade moral do stalinismo e do fascismo".

Assista o comentário do filósofo Luiz Felipe Pondé, na TV Cultura, sobre o assunto AQUI.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Sobre o Decreto 8243 da Dilma

Está claro que o PT quer dar força aos ''seus'' movimentos populares organizados através do Decreto 8243. Talvez a única coisa que manteve do discurso de oposição que tinha é esse papo de "movimentos populares".

De vários lados vejo pipocar que seja um golpe na democracia e na representatividade institucional (Congresso, Assembleias e Câmaras). Por conta da ausência estratégica de parte da população o PT estaria certo. Estaria! Sim, se fizesse o todo da sociedade organizada ser representado, o que não fez. Afinal, políticos há muito não nos representam. Contudo, a base dessa inciativa contém a idiossincrática e burra ''luta de classes'' e que o pobre é pobre porque é oprimido, nunca porque não quer ter mais que sua pobreza ou ser preguiçoso mesmo.

Isso me fez lembrar do Orçamento Participativo desse mesmo partido. Logo que comecei a acompanhar o OP no governo Décio Góes (2001-2004) percebi que não se coloca grupos humanos contra grupos humanos. Nesse caso comunidades e seus membros entre si. Não cabe ao poder público criar, espontaneamente, conflitos. E que resultou à época nisso, em conflitos, sem atender às necessidades reivindicadas. Em Criciúma, espero que seja o mesmo no Brasil, o povo não quis mais o PT e suas ideias tresloucadas.

Mais uma vez o PT, na cisma de estar certo, sem ser honesto com a realidade do povo, na qual um homem pode ser empresário e sua esposa servidora pública, ou a esposa empresária e o marido funcionário numa empresa, não percebe onde vão parar suas ações. Não cabe ao poder público criar, espontaneamente, conflitos e ninguém vai aceitar que membros de sua família sejam aviltados em seus direitos individuais porque um governo acha que tem que ser.

Ora, ao editar a Política Nacional de Participação Social - PNPS, o que supõe-se senão que uns grupos estejam em vantagem sobre outros grupos no que tange às ações do governo? Isso vê-se com iniciativas como a das cotas. Ao privilegiar uns, provoca outros. A reação só será sentida quando, de forma recorrente e constante, houver perdas de uns para benefícios de outros. Quanto a isso espero que jamais ocorra. Seria tolice achar que o Brasil de hoje precise de uma ouvidoria como esta diante de tudo que temos. Não é de ser ouvidos que precisamos, mas de sermos atendidos! E neste quesito, ao ser rotulado como não-popular ou de classe média, parte considerável da população não será, sequer, ouvida, quanto mais atendida. Em seu blog no portal da Veja, Reinaldo Azevedo faz uma alerta contundente: "Para juristas ouvidos pelo site de VEJA, contudo, o texto presidencial não apenas usurpa atribuições do Congresso Nacional, como ainda ataca um dos pilares da democracia representativa, a igualdade ("um homem, um voto"), ao criar um acesso privilegiado ao governo para integrantes de movimentos sociais."

Espero que o Decreto seja uma daquelas coisas que não saem do papel...