segunda-feira, 17 de outubro de 2011

AS CONTAS DE CAMPANHA DE SALVARO (Atualizado)

No dia 15 de outubro de 2011 ouvi, juntamente com os petistas Cunha e Luiz Dal Farra, o prefeito Clésio Salvaro afirmar que uma campanha modesta para prefeito gastaria 2,5 milhões de reais. Isso mesmo: modesta. Por outro lado sua prestação de contas, publicada na imprensa local, consta que gastou 650 mil reais na eleição de 2008, se não me falha a memória. Campanha modesta por certo. Nessa eleição, de 2012, Salvaro declarou que gastou R$ 526.599,51, conforme site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Um caixa dois na campanha de Salvaro foi aventado num processo judicial. Porém, arquivado porque as provas de acusação foram insustentáveis, fracas, inconclusivas como demonstra o TER/SC (http://www.tre-sc.gov.br/site/fileadmin/arquivos/legjurisp/acordaos/2009/23521_.pdf). Ou seja, nada foi provado. Porém, segundo o Acórdão, mencionando o artigo 18 do Código de Processo Penal, se a autoridade policial souber de novas provas poderá reabrir o inquérito. Seria a fala do próprio Clésio Salvaro uma prova?

Diante de uma afirmação tão objetiva do que seria o custo de campanha de quem almeja a cadeira de prefeito de Criciúma, não há como negar que, no mínimo, levanta uma suspeita. Como alguém com a vasta experiência de, pelo menos, seis campanhas, poderia afirmar coisa tão absurda? Absurda se os 650 mil são verdadeiros. Salvaro passou por duas campanhas para vereador, três para deputado estadual e uma para prefeito. Além disso, atuou intensamente em campanhas de cooperativas da região em todo esse tempo. Conhecimento de causa não lhe falta.

Enfim, a Justiça deve ser provocada para agir. Sem os tais “autos” nada poderá julgar. Neste caso, fica o desafio das provas que jamais surgirão e a política continuará como dantes.

Nesta mesma linha fica claro que o financiamento público de campanha não eliminará o financiamento privado, pois este corre à margem da Lei, à margem da fiscalização, sem rastros, sem provas, com a proteção dos envolvidos e beneficiados.

sábado, 8 de outubro de 2011

HOMOSSEXUALISMO NAS FORÇAS ARMADAS

Reproduzo o texto de Ricardo Montedo por considerá-lo absolutamente equilibrado.

Alguns militares não aprendem nunca! A maioria dos altos coturnos já entendeu há muito tempo que a verdade deve ser relativizada, preferencialmente dando-se a ela uma maquilagem que agrade ao chefe de plantão ou, se necessário for, mentir com a maior cara-de-pau. Só assim se obtém sucesso junto aos mandantes da hora, que gostam de escutar apenas o que lhes é agradável aos ouvidos.

Nas Forças Armadas, carreiras às dúzias tem sido construídas assim; militares às pencas sobem na profissão abrindo mão da verdade e da franqueza, sinais inequívocos da mais pura lealdade, em prol de alguns pontos a mais na ficha de conceito. Espinhas dobráveis são vistas por muitos como equipamentos básicos para o sucesso na carreira. Assim, fala-se o que o chefe quer ouvir e não o que a consciência e o dever profissional exigem que seja dito. Notem que não estou falando da disciplina consciente, aquela que obriga todo militar a seguir a decisão tomada pelo superior, mesmo discordando. Refiro-me às instâncias de discussão que devem ser percorridas antes da deliberação final.

Feito o intróito, volto à frase inicial: alguns militares não aprendem nunca! É o caso do General Cerqueira, indicado por Lula para o cargo de Ministro do STM. Pois não é que, durante a sabatina de praxe na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (cujos membros demonstraram no episódio muito mais presteza e fervor cívico do que no questionamento do notório saber jurídico do atual Ministro do STF, Dias Toffoli), ao ser instado a dar sua opinião sobre a presença de homossexuais nas Forças Armadas, o general ousou ser sincero?!?!

Da Agência Senado: “A vida militar se reveste de determinadas características, de tipo de atividade, inclusive em combate, que pode não se ajustar ao comportamento desse indivíduo. A maior parte dos Exércitos do mundo não admite. Não é que o indivíduo seja um criminoso. Não sou contra o indivíduo ser [homossexual], cada um toma sua decisão. Se ele é assim, talvez haja outro ramo de atividade que ele possa desempenhar - acrescentou Raymundo Nonato, para quem o homossexual comprovadamente não consegue comandar a tropa.”

Pronto! Caiu o mundo na cabeça do pobre general! A patrulha caiu de pau em cima de suas declarações, desvirtuou-as num piscar de olhos, aplicou-lhe a pecha de homofóbico, exigiu, via Eduardo Calcinha Vermelha Suplicy, uma retratação por escrito e... pimba! Criou-se artificialmente uma área de atrito, destinada, mais uma vez, a tentar desacreditar as instituições fardadas junto à opinião pública, algo que as esquerdas vêm perseguindo, sem sucesso, há muito tempo.

As Forças Armadas tem em suas fileiras representantes de todo o extrato social tupiniquim, de A à Z. A caserna proporciona possibilidades de ascensão profissional e social como nenhuma outra instituição consegue. Um recruta semi-analfabeto, com inteligência, perseverança e vontade suficientes, poderá chegar ao generalato, se souber aproveitar as oportunidades que surgirem à sua frente. E isso é um fato e não conversa pra boi dormir!

Sendo uma amostragem muito aproximada do brasileiro médio, não é de estranhar que os cidadãos fardados pensem de forma semelhante aos civis sobre a maioria dos assuntos e o homossexualismo é apenas um deles.

De há muito foram suprimidos da legislação castrense as citações à “pederastia”. Porém, uma simples alteração na letra da lei não transforma um sentimento arraigado desde sempre na sociedade e, por consequência, nos quartéis.

Nas quase três décadas em que servi ao Exército, convivi com diversos companheiros homossexuais, muitos deles profissionais exemplares, cumpridores de suas obrigações. Sua postura e competência inibiam, no mais das vezes, a segregação ostensiva por parte da maioria. Embora o preconceito latente, os militares gays convivem civilizadamente com seus colegas, na maior parte dos casos.

A discriminação se exacerba quando entra em cena a promiscuidade. O assédio a colegas de farda, as relações sexuais dentro dos quartéis, estes sim, são fatores que causam sérios problemas, geram falta de respeito, fomentam a indisciplina.

O assédio sexual é praticado na caserna por oficiais e graduados que, aproveitando-se da função, tentam seduzir os subordinados. É um procedimento nefasto, danoso à moral, à ética, ao pundonor militar e como tal deve ser abordado, sejam seus autores hetero ou homossexuais. Ponto. Essa é a visão das instituições militares, mas não de seus integrantes.

É evidente que, mercê do preconceito e apesar da isonomia legal, o tratamento da questão não é linear ou simples. No meio militar se aceita com certa naturalidade o cerco de um superior a uma subordinada, mas reage-se com indignação quando ambos são do mesmo sexo. Tal atitude reflete a realidade do mundo civil, acrescida e agravada pelas características específicas da profissão militar, que envolve aspectos como virilidade, coragem física, convivência íntima em confinamentos prolongados, etc.

Em suma, não se pode cobrar dos integrantes das Forças Armadas uma postura que é inversa ao que pensa a maioria da sociedade, por mais que se negue. Mudem-se os conceitos, cultive-se o respeito à dignidade humana, estimule-se a salutar convivência entre pessoas de orientação sexual diferente e isso se refletirá atrás dos muros dos quartéis.

Porém, o repúdio à promiscuidade e aos desregramentos de toda ordem continuarão sendo, como devem ser, características das instituições militares, sem as quais a classe fardada perderia muito de seu valor perante a sociedade.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

UM TEXTO HONESTO DE UMA MULHER SOBRE TRAIÇÃO


Depois de ler a listagem de motivos da traição masculina citados por Arnaldo Jabor, resolvi, eu, uma mulher entre tantas, escrever aos homens revelações sobre a traição feminina.
Sei que não estarei relatando uma opinião unicamente minha, pois converso com outras mulheres e partilhamos de ideias semelhantes.
Primeiro: A mulher comprometida, diferente do homem, demora mais a começar a trair. Um dos motivos é o amor que sente pelo namorado, noivo, marido, o que for. Outro motivo é “o que os outros vão pensar?”. É, a sociedade, mulher também é racional, apesar de vocês acharem que vivemos sob a influência de hormônios, mas somos sim racionais (em alguns dias do mês) e, quando racionalizamos, levamos vantagem, somos melhores estrategistas!
As que têm filhos demoram ainda mais para trair, pensam nos filhos, em como “isso” poderá afeta-los, na verdade, pensam mais nos filhos do que nos cônjuges, afinal, marido não é parente!
Segundo: É bem verdade que traímos nossos homens, com homens pelos quais sentimos alguma admiração, como professores (esses são ótimos), homens mais velhos (o que eles sabem?), homens casados (por que a fulana casou com ele?) e também têm aquelas que gostam dos novinhos (para dar umas aulinhas e se sentir uma loba dominadora).
Mas, também traímos pelo sexo, (pasmem! homens!). Traímos pelo prazer da carne. Mulheres, também, gostam de sexo, e aí estái o erro do homem comprometido, mas disso falo depois.
Pairam em nossas fantasias os mais diversos fetiches: sentimos tesão pelos policiais (algemas...ui!), pelos bombeiros (apaga meu fogo!), o dentista, o médico, o músico, o segurança, o lutador, o personal...ufah!
Terceiro: Assim como o homem adora bunda grande, seios fartos e coxas grossas, nós, mulheres, adoramos uma barriga de tanquinho, braços fortes, coxas de ciclista, bumbum durinho, mãos grandes e um...você sabe!!!
Pois é, não é só um bom papo, vinho caro e bens materiais que levam uma mulher para a cama. Também somos fúteis nesse aspecto.
Quarto: Mulheres, também, gostam de selvagerias. É. Gostam sim. Bom, nem todas, sempre têm as “cu doce”, mas, se não quer ser corno, não espere sua esposa te dar as dicas de onde beijar, onde morder e mais importante, onde chupar!!!!
Se você não pegar ela de jeito, ela vai ser pegar por outro e, não pense que ela traiu porque está apaixonada por outro. Não, são os hormônios e eles são incontroláveis, até para nós. Somos como animais, entramos no cio.
Mas mesmo que ela sinta necessidade hormonal de te trair, perdoe-a, pois ela ainda te ama, afinal, assim como você, não pode controlar a natureza.
Quinto: com o advento da internet ficou mais fácil trair, tudo tem senha e nós até sabemos apagar cookies. Os chats são um prato cheio, entramos com Nicks bem distintos: Ksadinha_carente, Noiva-Safada, M_afimDeSacanagem, etc..., somos criativas, bom, homem não pode ver mulher entrando no chat, ainda melhor se for comprometida (menos chances de compromisso). Do chat pulamos para o msn, lá podemos ver fotos e até uns showzinhos na webcam. Se valer a pena, marcamos algo, sempre em horários fora de suspeita, de preferencia durante o dia, no intervalo do trabalho ou no horário da academia, ou ate matando uma aula de culinária.
Sexto: Mulher quando conhece um cara bom de cama, aquele que vira ela do avesso, gosta de manter as escapadelas com o mesmo gostosão por um bom tempo. Alguns duram anos, mas não porque estamos apaixonadas, mas sim porque gostamos de qualidade e, achar um homem que faz tudo na cama está difícil. A maioria são amadores e não falam o que gostamos de ouvir na hora “H” e não falo do “eu te amo”, ou “você é linda”, falo dos nomes sujos mesmo.
Então, acho que é isso, escreveria mais, mas acho que daria tudo de bandeja para os marmanjões, mas uma coisa vocês têm que saber: abram seus olhos, nós também traímos!

PS: Esse texto não é de minha autoria. Foi cedido, gentilmente, para publicação no Blog.