O CAMINHO DA DESTRUIÇÃO
Ao longo dos anos observei muitas alternativas de atividade física com danças e até imitando lutas nas academias. Veio crossfit, Gympass, funcional, pilates e isso e aquilo. As modinhas, todas, baseadas no público feminino. Não me surpreenderia se os "beach" acabassem. Mas uma coisa não mudou: quem quer desempenho fica no básico de erguer peso ou no aeróbico. E essa exposição toda, mero exibicionismo vazio, dura menos que as 24 horas do story.
Entretanto, há algo ainda mais terrível e com efeitos do curto ao longo prazo: pessoas com alto nível de neuroticismo (sentimentos ruins sobre si mesmas como traço de personalidade) ou baixa autoestima (que pode ser momentâneo) podem usar a internet como meio de buscar validação social; e, a comparação social nas redes (comparar seus posts com os dos outros) é associada à profunda necessidade de adequar-se ao coletivo. Assim, a corrida não é por si, mas pelos outros, para mostrar que é alguma coisa. Isso no mundo da aparência. Eis porque enfatizei o "público feminino", mesmo que esteja disseminado entre homens Beta (escravocetas, dependentes emocionais e com baixa testosterona).
A ansiedade por exposição é suprida pelo tempo de um flash. Mais um e mais um, num dia e no outro também. E, a pergunta que não interessa responder para quem vive o momento: para onde levará?. A resposta cabe aos estudiosos da mente e das estruturas sociais. Contudo, como observador dos comportamentos, assim como os pais fazem intuitivamente a fim de orientar seus filhos, posso inferir naquilo que minha visão alcança.
Entretanto, há algo ainda mais terrível e com efeitos do curto ao longo prazo: pessoas com alto nível de neuroticismo (sentimentos ruins sobre si mesmas como traço de personalidade) ou baixa autoestima (que pode ser momentâneo) podem usar a internet como meio de buscar validação social; e, a comparação social nas redes (comparar seus posts com os dos outros) é associada à profunda necessidade de adequar-se ao coletivo. Assim, a corrida não é por si, mas pelos outros, para mostrar que é alguma coisa. Isso no mundo da aparência. Eis porque enfatizei o "público feminino", mesmo que esteja disseminado entre homens Beta (escravocetas, dependentes emocionais e com baixa testosterona).
A ansiedade por exposição é suprida pelo tempo de um flash. Mais um e mais um, num dia e no outro também. E, a pergunta que não interessa responder para quem vive o momento: para onde levará?. A resposta cabe aos estudiosos da mente e das estruturas sociais. Contudo, como observador dos comportamentos, assim como os pais fazem intuitivamente a fim de orientar seus filhos, posso inferir naquilo que minha visão alcança.
Parece-me óbvio que, quando a exposição é o foco, e com ela a validação alheia, o aplauso, a curtida, enfim, ser vista por mais e mais pessoas, a diminuição progressiva trará somente angústia. Junto a isso a natureza se impõe. A beleza da juventude se vai e o peso da idade não perdoa. Outras mais belas surgem a caba segundo. Ao contrário das mulheres que hoje são as avós ao estilo antigo, que fazem bolo, que servem aquele café maravilhoso, as novas investem no totalmente superficial e dependente de estranhos. Aquele apego à família, que sustenta emocionalmente a todos nós, se perde a passos largos.
Notemos que as redes sociais potencializaram a visualização que era na calçada. Porém, são tantas a todo momento que, tão rápido quanto surgem, somem. A ilusão de ser vista aparece quando, por algum acaso a pessoa fica off, numa doença, por exemplo. Quem estará ao seu lado? Seus pais, talvez irmãos, avós, um ou outro amigo... Somente os laços firmados nos relacionamentos reais se manterão.
A corrida pela imagem é a de 100m, mas é na maratona, sob calor, frio, chuva e vento, que vemos a construção de uma família. Homens e mulheres não estão investindo no que é perpétuo, mas no temporário, gerando filhos que não terão suporte, fracos e dependentes. Cada vez mais, menos estabilidade.
Da mesma forma que me vejo pessimista, há outro aspecto que a história reforça: os ciclos. Toda opressão sexual, leva à devassidão, que leva à opressão. Até a geração dos meus pais a vida era absolutamente dura (ainda é para países e comunidades que não experimentaram a libertação do consumo que só o capitalismo proporciona). Com as facilidades advindas da produção em larga escala, barateando tudo, fomos impelidos a evitar todos os tipos de aparentes sofrimentos (aquilo que bens evitam) para os filhos. Desde as redes socias vimos essa loucura pela imagem. Virá o tempo que mais pessoas reagirão a isso e um novo ciclo se forma. Após gerações de gente fraca, e vendo que os fortes estão ligados à família (e quanto maior, melhor), um novo ciclo se inicia de homens e mulheres gerando muitos filhos, aos moldes de famílias de loiros de olhos azuis de algumas regiões dos Estados Unidos com 8, 10, 12 filhos entre os 20 e 35 anos.
Bem, é uma cogitação alimentada, também, pelo desejo uterino de gerar vida. Não se trata de previsão de futuro, mas de imaginar que o que é ruim seja substituído pelo que é melhor. A liberdade que se vê, onde as meninas se perderam em tours de picas a esmo, ora julgado por elas como muito bom, onde casar virgem se tornou absurdo, receba uma igual reação em contrário.
Nada na sociedade se forma pelo equilíbrio somente. O equilíbrio vem por evitar os erros evidentes de gerações anteriores. Em se tratando de equilíbrio, o melhor e maior investimento é na família. E ninguém forma uma família bem estruturada esfregando a bunda e peitões na cara de outros através de postagens!
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