terça-feira, 30 de junho de 2015

HOLOCAUSTO SÓ DE JUDEU?

O PL 987/2007, do deputado Marcelo Itagiba (PMDB/RJ), apensado ao PL 6418/2005, visa penalizar quem "negar a ocorrência do Holocausto ou de outros crimes contra a humanidade, com a finalidade de incentivar ou induzir a prática de atos discriminatórios ou de segregação racial". Note a lambança, como se o holocausto judeu fosse racial. E negar um caso é incentivar outro? Ou como seria colocar as mortes de judeus sem a pecha de ''holocausto''? Por que holocausto refere-se apenas a judeus? Mas vamos ao ponto, partindo dessa proposta.

Li algumas coisas, dentre elas o repúdio a este tipo de censura. Na Europa há países que criminalizam qualquer dúvida sobre o holocausto de judeus na Segunda Guerra como o propagado 6 milhões, que dá 5,4 mil mortes por dia entre 1942 e 1945. Você imagina o que envolve matar tanta gente assim em algumas dezenas de locais? Como descendente de judeus posso afirmar: tudo na história pode ser revisto. E, se o Holocausto é verdadeiro, não há como temer que alguém, ou grupos, possam coloca-lo em dúvida. Isso, na minha avaliação, somente reforçaria a verdade.

É justamente esse tipo de Lei que me faz ter dúvidas sobre a história contada. E mais, o número de russos mortos foi de 20 milhões, assim como Testemunhas de Jeová, homossexuais e ciganos. Por que evidenciar apenas judeus? Não cabe a mim dizer o que é verdade nisso. Mas entendo que proibir questionamentos é, no mínimo, uma confissão de estar mentindo, total ou parcialmente.

Por outro lado, tenho como claro que há assuntos que, mesmo com todos as evidências, haverá quem duvide, como a ida do homem à Lua, por exemplo. Ora, se consegue ficar em órbita não iria ao satélite? Por óbvio que iria. E em se tratando de religião a credulidade extrapola qualquer fagulha de bom senso. Assim, mesmo com todas as provas haverá sempre quem duvide apenas por duvidar.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Criciúma tem ''Jô Soares"

Dadas as devidas proporções, Criciúma tem ''Jô Soares", quem só consegue pensar em expressões artísticas e cultura sob o patrocínio do poder público. Sou contra isso!

Fui muito bem recebido quando quis ajudar e ajudei no Luau Literário durante 2014, participando de várias reuniões e me dispondo em ser mais que expectador. Mas quando critiquei, quando ousei discordar, conheci a verdadeira face de quem quis diálogo com o poder. Vamos aos fatos.

Sábado na Nereu Ramos (foto) procurei conversar sobre a demanda de quem exigia espaço para as artes nas dependências do teatro Elias Angeloni, dentre outros detalhes, desalojados sem aviso por conta do incêndio no Paço. Queria me inteirar de mais detalhes, pois minha primeira fala sobre o assunto foi contrária aos organizadores da manifestação desse dia. Prudente, quis rever meus conceitos. Afinal, poderia estar errado. Infelizmente, não houve condições de diálogo por quem exigia diálogo com o poder. Mas devo dizer que os tenho apenas como jovens inexperientes nessas relações e artisticamente inexpressivos. Esse movimento não tem boa liderança e na forma como querem agir duvido que consigam alguma coisa. Perdem tempo brigando com o poder, quando deveriam se concentrar em contornar a situação com a iniciativa privada. Essa mesma que é feita de gente, de cidadãos e não de seres inescrupulosos, como reza o preconceito dessa gurizada.

Toco no assunto porque tenho obras de artes plásticas produzidas durante anos. Na mansão do pediatra Luiz Guerino de Costa há, logo na entrada, um dos meus trabalhos, por exemplo. Produzi ensaios, poesias, charges e ilustrações. Meus três filhos fazem arte. Sarah e Henrique ligados à música e Gabriel pinta quadros e faz ilustrações. Ou seja, posso falar sobre depender ou não do poder público para fazer arte. E afirmo, sem qualquer dúvidas, que não precisa.

A arte é espontânea, a cultura é igualmente espontânea e absolutamente diversa. Não está e jamais estará dependente do poder público e suas políticas. Arte deve ser feita pela arte, pelo prazer que dá. Se alguém quiser compra-la muito melhor. O poder público tem muitas e mais importantes demandas.


quarta-feira, 17 de junho de 2015

POLITEÍSMO - POSSÍVEIS ORIGENS

Estive pensando no porquê de surgir o politeísmo e ainda hoje manter-se em algumas culturas. Porém, devo lembrá-los que Deus é uma expressão cultural, porquanto houvesse uma manifestação Dele seria a todos, de igual forma, em todos os tempos e lugares. Coisa que jamais existiu. A única semelhança entre as várias correntes é ver pela criação que há um criador. Nem mais nem menos.

Poseidon, na mitologia grega, é o deus dos mares.

Vamos ao que observei analisei.

Na antiguidade a única fonte que fazia pensar na existência de uma divindade era a natureza e seus fenômenos. Isso fica claro no politeísmo, pois cada deus tinha a sua relação com aspectos da natureza, sol, vento, mar etc.

Assim, o homem, ao observar o constante conflito entre os elementos, como uma inundação sobre a terra, por exemplo, suponha que os deuses estariam em briga. Ora, por que atribuir a um deus cada elemento ou parte da Terra? Justamente por conta de sua força e vontade própria aos olhos desses mesmos homens. Não havia quaisquer informações sobre as leis da Natureza e do porquê do vento ventar.

Além disso, ou principalmente, por causa da colheita, principal fonte de subsistência, estar sujeita às condições do clima o homem supôs haver conflitos de interesse entre a água, o ar e a terra.

É o que me parece.