segunda-feira, 22 de junho de 2015

Criciúma tem ''Jô Soares"

Dadas as devidas proporções, Criciúma tem ''Jô Soares", quem só consegue pensar em expressões artísticas e cultura sob o patrocínio do poder público. Sou contra isso!

Fui muito bem recebido quando quis ajudar e ajudei no Luau Literário durante 2014, participando de várias reuniões e me dispondo em ser mais que expectador. Mas quando critiquei, quando ousei discordar, conheci a verdadeira face de quem quis diálogo com o poder. Vamos aos fatos.

Sábado na Nereu Ramos (foto) procurei conversar sobre a demanda de quem exigia espaço para as artes nas dependências do teatro Elias Angeloni, dentre outros detalhes, desalojados sem aviso por conta do incêndio no Paço. Queria me inteirar de mais detalhes, pois minha primeira fala sobre o assunto foi contrária aos organizadores da manifestação desse dia. Prudente, quis rever meus conceitos. Afinal, poderia estar errado. Infelizmente, não houve condições de diálogo por quem exigia diálogo com o poder. Mas devo dizer que os tenho apenas como jovens inexperientes nessas relações e artisticamente inexpressivos. Esse movimento não tem boa liderança e na forma como querem agir duvido que consigam alguma coisa. Perdem tempo brigando com o poder, quando deveriam se concentrar em contornar a situação com a iniciativa privada. Essa mesma que é feita de gente, de cidadãos e não de seres inescrupulosos, como reza o preconceito dessa gurizada.

Toco no assunto porque tenho obras de artes plásticas produzidas durante anos. Na mansão do pediatra Luiz Guerino de Costa há, logo na entrada, um dos meus trabalhos, por exemplo. Produzi ensaios, poesias, charges e ilustrações. Meus três filhos fazem arte. Sarah e Henrique ligados à música e Gabriel pinta quadros e faz ilustrações. Ou seja, posso falar sobre depender ou não do poder público para fazer arte. E afirmo, sem qualquer dúvidas, que não precisa.

A arte é espontânea, a cultura é igualmente espontânea e absolutamente diversa. Não está e jamais estará dependente do poder público e suas políticas. Arte deve ser feita pela arte, pelo prazer que dá. Se alguém quiser compra-la muito melhor. O poder público tem muitas e mais importantes demandas.


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