Ouvi na adolescência que o coração tem uma porta que só abre por dentro. Pode ser. Mas o que faria a porta do coração se abrir? Que tipo de portas haveriam? Há diferenças entre corações e corações? Sim, creio que há muitas diferenças. Então, permita-me divagar sobre essas diferenças.
Corações com portas de madeiras, de plástico, de aço, uma cortina apenas. Cada porta com sua chave. Umas espessas fazem os sons externos menos perceptíveis, num isolamento com o mundo que se assemelha à paz, tal como a alienação. Códigos, senhas... Segredos por trás das portas. Inconfessáveis pensamentos recobertos, invisíveis e doloridos. Portas frágeis, vulneráveis às agressões externas. Portas cujas trancas são tão complexas que quem bate acaba desistindo. Portas de dobradiças enferrujadas, de tramelas abandonadas, com ou sem olho mágico, que se abrem um pouco, que ficam escancaradas ao mundo, corroídas por cupins ou apodrecidas pelo desleixo. Sim, há muitas portas e muitas trancas.
E como abrir essas portas? Que sons movem o desejo interno de se deixar entrar?
Diante dos tantos apelos do mundo, de pessoas à volta, nos vemos tentados em abrir, tentados em por mais trancas, tentados a fazer ouvidos moucos, surdos por imposição da natureza ou para proteger-se de agressões dantes sofridas. Dos que exageram na cautela àqueles que se abrem diante de meras insinuações.
O que te faz abrir a porta do coração?
Assim ouvíssemos somente o som da voz desejada, da voz doce, da voz que nos faz tremer de prazer, de toque suave como quem não quer interromper o descanso.
Quisera ouvir somente: "Amor, sou eu!"
domingo, 3 de junho de 2012
O POVO QUER LIBERDADE? (foto)
Quando publico informações que são contrárias aos interesses do Paço alguns me colocam contra o prefeito. Querem só informações que interessam? É assim que devo me conduzir? A ética tem que pender para lá ou para cá conforme as pesquisas de opinião? Se eu não for capaz de me manter numa linha de conduta correta o descrédito é meu.
Além disso, falar sobre deslizes do poder é prática minha há quase 20 anos. Não é o Clésio Salvaro, Raimundo Colombo ou a Dilma Roussef, mas o poder público (municipal, estadual e federal) o meu alvo de críticas. Enquanto eu falar de coisas públicas estarei em busca de benefícios coletivos. E assim será se a Romanna Remor, ou quem quer que seja, esteja na prefeitura. É um mínimo de dignidade como cidadão, no exercício da cidadania.
Diriam que não vejo o que há de bom. Óbvio, essas coisas estão postas, estão nas obras em si e a prefeitura tem um portal só para isso. São pessoas pagas com o nosso dinheiro para dar só as notícias favoráveis. Parece que esse detalhe escapa às análises. Sim, a prefeitura gasta uma bela soma de dinheiro para falar só do que faz de bom. Não encontrarás nenhuma postagem no portal da prefeitura que fale do que não tem feito, de ruas ruins, de bocas-de-lobo quebradas, da falta de remédios nos postos de saúde, das filas pra consultas médicas e assim por diante.
Ora, se o Paço municipal gasta do teu e do meu dinheiro para ser absolutamente parcial, como cobrar de qualquer órgão de imprensa ou deste blogueiro que noticiem o que faz de bom? Não tenho qualquer obrigação senão de apontar os erros. No dia em que eu ficar jogando flores na administração pública, sem ligar para seus erros, joguei minha moral no lixo.
Além disso, falar sobre deslizes do poder é prática minha há quase 20 anos. Não é o Clésio Salvaro, Raimundo Colombo ou a Dilma Roussef, mas o poder público (municipal, estadual e federal) o meu alvo de críticas. Enquanto eu falar de coisas públicas estarei em busca de benefícios coletivos. E assim será se a Romanna Remor, ou quem quer que seja, esteja na prefeitura. É um mínimo de dignidade como cidadão, no exercício da cidadania.
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| De um lado a rampa para cadeirantes, de outro o meio fio. Rua Joaquim Nabuco, ao lado do Montalccino. |
Diriam que não vejo o que há de bom. Óbvio, essas coisas estão postas, estão nas obras em si e a prefeitura tem um portal só para isso. São pessoas pagas com o nosso dinheiro para dar só as notícias favoráveis. Parece que esse detalhe escapa às análises. Sim, a prefeitura gasta uma bela soma de dinheiro para falar só do que faz de bom. Não encontrarás nenhuma postagem no portal da prefeitura que fale do que não tem feito, de ruas ruins, de bocas-de-lobo quebradas, da falta de remédios nos postos de saúde, das filas pra consultas médicas e assim por diante.
Ora, se o Paço municipal gasta do teu e do meu dinheiro para ser absolutamente parcial, como cobrar de qualquer órgão de imprensa ou deste blogueiro que noticiem o que faz de bom? Não tenho qualquer obrigação senão de apontar os erros. No dia em que eu ficar jogando flores na administração pública, sem ligar para seus erros, joguei minha moral no lixo.
SINDICÂNCIA NA PREFEITURA
Não tenho razões para dar qualquer crédito para sindicância interna de prefeitura, mesmo sendo conduzida por servidores efetivos. Digo isso por duas razões: os membros da comissão são escolhidos pelo próprio prefeito; e, os servidores podem ter os mesmos vínculos partidários que quaisquer outros em cargo comissionado.
Logo no início do governo Décio Góes um servidor efetivo foi flagrando pedindo jabá pra ajeitar as dívidas de uma grande empresa de Criciúma. (Gostaria muito de dar os nomes, pois sei de todos, mas você ficaria com a informações e eu com um processo, provavelmente). A coisa foi descoberta porque o secretário de Finanças foi abordado num evento, conversa de pé-de-orelha, por um dos diretores da empresa, pedindo para baixar um pouco o valor pedido. Isso por considerar que o servidor agia a mando de seu superior. O secretário ficou surpreso e chamou o servidor que confessou o caso, mas não assumiria uma dessas. Enfim, foi instaurada a sindicância que, obviamente, deu em nada. A única coisa que restou ao secretário foi afastar o servidor, que passou a curtir a vida, recebendo seu salário em dia e fofocando na praça Nereu Ramos.
Isso se dá porque os servidores, muitos deles, têm vínculos partidários ou também fizeram das suas. Como um sabe do outro as forças se anulam: "eu não te denuncio e você fica me devendo essa." É isso que ocorre quando grupos recorrentes no poder se alternam. Ora, seria óbvio que até a reeleição de Luiz Henrique da Silveira, que tínhamos mudanças radicais no eixo político a cada quatro anos, houvesse uma depuração. Porém, não vimos muita coisa, ou nada. De um lado e outro, rabinhos bem presos.
E agora vemos o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, instaurar uma sindicância dadas as denúncias do Ministério Público do Estado. Essa sindicância está suspensa à espera de uma auditoria nas obras feita peça Unesc. Ou seja, além de dar mais grana para a universidade e, assim, molhar o bico da direção daquela instituição, ganha mais tempo e não se tem certeza de que isso seja encaminhado de forma idônea.
Em suma. Não vejo razão alguma para acreditar que chegarão a algum lugar com isso.
Logo no início do governo Décio Góes um servidor efetivo foi flagrando pedindo jabá pra ajeitar as dívidas de uma grande empresa de Criciúma. (Gostaria muito de dar os nomes, pois sei de todos, mas você ficaria com a informações e eu com um processo, provavelmente). A coisa foi descoberta porque o secretário de Finanças foi abordado num evento, conversa de pé-de-orelha, por um dos diretores da empresa, pedindo para baixar um pouco o valor pedido. Isso por considerar que o servidor agia a mando de seu superior. O secretário ficou surpreso e chamou o servidor que confessou o caso, mas não assumiria uma dessas. Enfim, foi instaurada a sindicância que, obviamente, deu em nada. A única coisa que restou ao secretário foi afastar o servidor, que passou a curtir a vida, recebendo seu salário em dia e fofocando na praça Nereu Ramos.
Isso se dá porque os servidores, muitos deles, têm vínculos partidários ou também fizeram das suas. Como um sabe do outro as forças se anulam: "eu não te denuncio e você fica me devendo essa." É isso que ocorre quando grupos recorrentes no poder se alternam. Ora, seria óbvio que até a reeleição de Luiz Henrique da Silveira, que tínhamos mudanças radicais no eixo político a cada quatro anos, houvesse uma depuração. Porém, não vimos muita coisa, ou nada. De um lado e outro, rabinhos bem presos.
E agora vemos o prefeito de Criciúma, Clésio Salvaro, instaurar uma sindicância dadas as denúncias do Ministério Público do Estado. Essa sindicância está suspensa à espera de uma auditoria nas obras feita peça Unesc. Ou seja, além de dar mais grana para a universidade e, assim, molhar o bico da direção daquela instituição, ganha mais tempo e não se tem certeza de que isso seja encaminhado de forma idônea.
Em suma. Não vejo razão alguma para acreditar que chegarão a algum lugar com isso.
sábado, 2 de junho de 2012
CRICIÚMA: MARCO NA BOTÂNICA
Segundo o engenheiro agrônomo César Augusto Borges de Souza Criciúma é um marco botânico muito interessante. Isso se dá pela presença do guarapuvu, uma árvore cujos exemplares naturais começam na Paraíba e terminam ali no morro Estevão, limite austral. Há seis deles bem na praça Nereu Ramos, centro de Criciúma, como mostra a foto, sendo uma delas a árvore mais alta do local. O guarapuvu é árvore símbolo de Florianópolis e frequentemente usada para confecção de embarcações de pescadores da ilha.
Segundo publicação na Wikipédia: o guapuruvu (Schizolobium parahyba) é uma árvore da família das fabáceas, notável pela sua velocidade de crescimento que pode atingir 3 metros por ano. A árvore é também conhecida como guarapuvu,garapuvu, guapiruvu, garapivu, guaburuvu, ficheira, bacurubu,badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, pataqueira, pau-de-tamanco ou umbela. Foi inicialmente descrita por J. M.C. Vellozo em 1825 sob o nome de Cassia parahyba.
Características
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| Foto de exemplares da praça Nereu Ramos |
Segundo publicação na Wikipédia: o guapuruvu (Schizolobium parahyba) é uma árvore da família das fabáceas, notável pela sua velocidade de crescimento que pode atingir 3 metros por ano. A árvore é também conhecida como guarapuvu,garapuvu, guapiruvu, garapivu, guaburuvu, ficheira, bacurubu,badarra, bacuruva, birosca, faveira, pau-de-vintém, pataqueira, pau-de-tamanco ou umbela. Foi inicialmente descrita por J. M.C. Vellozo em 1825 sob o nome de Cassia parahyba.
Características
Árvore de 20 a 30 metros de altura, 60 a 80 centímetros de diâmetro na altura do peito. Flores grandes, vistosas, amarelas. Tronco elegante, majestoso, reto, alto e cilíndrico, casca quase lisa, de cor cinzenta muito característica. Floresce durante os meses de outubro, novembro e dezembro. Folhas compostas bipinadas de 80 a 100 cm de comprimento com 30 a 50 pinas opostas. Quarenta a sessenta folíolos por pina, de dois a três cm de comprimento.
Planta pioneira e seletiva higrófita, exclusiva da Mata Atlântica. Dispersão irregular e descontínua, prefere matas abertas e capoeiras, muito rara na floresta primária densa. Floresce a partir de agosto até outubro, após a queda da folhagem. Os frutos amadurecem de abril a julho. Guapuruvu é o simbolo do vale do Paraíba.
Planta pioneira e seletiva higrófita, exclusiva da Mata Atlântica. Dispersão irregular e descontínua, prefere matas abertas e capoeiras, muito rara na floresta primária densa. Floresce a partir de agosto até outubro, após a queda da folhagem. Os frutos amadurecem de abril a julho. Guapuruvu é o simbolo do vale do Paraíba.
Ocorrência
Nativa do Brasil, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Equador, Panamá, Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Belize e México.
Nativa do Brasil, Bolívia, Paraguai, Venezuela, Equador, Panamá, Nicarágua, Honduras, Guatemala, El Salvador, Costa Rica, Belize e México.
Usos
A madeira do guapuruvu é pouco resistente, mas presta-se à confecção de embarcações tipo canoas exatamente pela leveza e facilidade de entalhe. A madeira é muito leve, com a densidade de 0,32 g/cm cúbico. Indicada para miolo de painéís e portas, brinquedos, saltos de sapato, formas de concreto, compensado e caixotaria. Suas sementes são usadas contra os efeitos lesivos de acidentes ofídicos (picadas de serpentes). Também são usadas no artesanato tradicional para colares e botões.
A madeira do guapuruvu é pouco resistente, mas presta-se à confecção de embarcações tipo canoas exatamente pela leveza e facilidade de entalhe. A madeira é muito leve, com a densidade de 0,32 g/cm cúbico. Indicada para miolo de painéís e portas, brinquedos, saltos de sapato, formas de concreto, compensado e caixotaria. Suas sementes são usadas contra os efeitos lesivos de acidentes ofídicos (picadas de serpentes). Também são usadas no artesanato tradicional para colares e botões.
sexta-feira, 1 de junho de 2012
GRAMPO TELEFÔNICO FLAGRA ESQUEMA
Advogado Augusto Althoff (PP) foi pego em gravações autorizadas pela Justiça nas quais orienta o ex-secretário Abrahão de Souza a dar sumiço em documentos comprometedores do Paço. Nenhuma novidade, pois isso é coisa muito antiga nessas paragens. O fato relevante é o registro oficial da disposição de burlar a Justiça. Ou seja, enfim alguém foi pego.
Quando Altair Guidi assumiu pela primeira vez o Paço teve um caso interessante. Havia numa sala promissórias, coisa de muito antes da informatização de hoje, que seriam de dívidas de empresários para com a prefeitura. No dia da posse o local amanheceu arrombado.
Eduardo Moreira disse certa vez na Eldorado que fez vista grossa ao verificar o sumiço de equipamentos do gabinete, como TV e vídeo cassete, quando recebeu as chaves de seu antecessor Altair Guidi. Essa confissão se deu quando de uma discussão entre ambos, ao vivo. Adelor Lessa era o apresentador e eu era o produtor do programa. Coisa pequena. Apenas pra ilustrar as possibilidades.
Em se tratando desse advogado, que cunhou o processo que cassou a diplomação de Décio Góes, há outras tantas histórias que ele mesmo conta. Como a infiltração de olheiros nos diretórios de adversários em campanha. Quem faz isso também sabe como se defender e, portanto, seu passe é valorizado na política local. O que ele não contava era com um grampo telefônico. E, convenhamos, um erro pra lá de primário.
E a vida segue...
Em se tratando desse advogado, que cunhou o processo que cassou a diplomação de Décio Góes, há outras tantas histórias que ele mesmo conta. Como a infiltração de olheiros nos diretórios de adversários em campanha. Quem faz isso também sabe como se defender e, portanto, seu passe é valorizado na política local. O que ele não contava era com um grampo telefônico. E, convenhamos, um erro pra lá de primário.
E a vida segue...
ORANGE OBSCURITY FUCKING COMPANY
O mundo passa por transformações e surgem novos desafios. Novas oportunidades num mercado emergente e em constante mutação. Revelam-se, assim, empreendedores de fato. Homens e mulheres capazes de buscar alternativas para contornar obstáculos. Porém, há coisas que não mudam. Necessidades que a cada dia se consolidam como perenes, numa constante que jamais demover-se-á, por mais que tentem alguns pensadores e articulistas conjecturando novos quadros. É o status quo indelével.
Em sendo assim lançamos a ORANGE OBSCURITY FUCKING COMPANY. Uma holding composta por várias empresas desde empreiteiras de mão-de-obra com a Big Hand Incorporadora, agências de publicidade com Pick Advertiser & Associados e consultoria financeira através da Vested Financial, a melhor thick skin do mercado. Tudo para que o Caixa 2 seja muito bem encaminhado. Dispomos ainda de uma vasta gama de RGs e CPFs para registros de empresas fantasmas e ONGs de fachada. Nosso corpo técnico está apto para pagamentos de cabos eleitorais em espécie, distribuição de ordens de gasolina, subfaturamentos/superfaturamentos, notas fiscais frias e todo um arranjo contábil que atende às mais variadas necessidades de agentes públicos.
Damos tratamento especial para licitações. Caso sejam necessário providenciamos empresas dos mais variados seguimentos para que a abertura de propostas em obras públicas, compra de remédios e equipamentos atenda aos ditames do mundo das megas eleições, que a cada dois anos exigem mais e mais recursos.
Enrabamos seus clientes proporcionando-lhes enorme prazer.
Entre em contato já. Atendemos das 18h às 8h em postos de gasolina e em carros, seja lá qual for a esquina.
Em sendo assim lançamos a ORANGE OBSCURITY FUCKING COMPANY. Uma holding composta por várias empresas desde empreiteiras de mão-de-obra com a Big Hand Incorporadora, agências de publicidade com Pick Advertiser & Associados e consultoria financeira através da Vested Financial, a melhor thick skin do mercado. Tudo para que o Caixa 2 seja muito bem encaminhado. Dispomos ainda de uma vasta gama de RGs e CPFs para registros de empresas fantasmas e ONGs de fachada. Nosso corpo técnico está apto para pagamentos de cabos eleitorais em espécie, distribuição de ordens de gasolina, subfaturamentos/superfaturamentos, notas fiscais frias e todo um arranjo contábil que atende às mais variadas necessidades de agentes públicos.
Damos tratamento especial para licitações. Caso sejam necessário providenciamos empresas dos mais variados seguimentos para que a abertura de propostas em obras públicas, compra de remédios e equipamentos atenda aos ditames do mundo das megas eleições, que a cada dois anos exigem mais e mais recursos.
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Entre em contato já. Atendemos das 18h às 8h em postos de gasolina e em carros, seja lá qual for a esquina.
quinta-feira, 31 de maio de 2012
DOS DISCURSOS POLÍTICOS
Uma coisa está muito clara: a mudança nos discursos dos políticos. Enquanto ouvia Paulo Meller, Valdir Cobalchini, Clésio Salvaro, Eduardo Moreira e Raimundo Colombo falarem, hoje, relembrei de Leonel Brizola, Tancredo Neves e Ulysses Guimarães.
Os antigos falavam longamente, movidos pela paixão ou querendo provocá-la. Buscavam demover o povo da letargia para uma cruzada de lutas contra inimigos da Nação. Falavam de conquistas, de justiça e injustiças, da luta de classes, das disputas contra grupos que só queriam o mal do povo. E a turba reagia positivamente, enchia-se de energia, e gritava entusiasmada.
O que vemos hoje são falações pautadas na informação. Dão números, falam de projetos, relembram obras e seus desafios. Sim, muito melhor hoje que aquela papagaiada ala Getúlio Vargas.
Não há problemas nos discursos de hoje. São honestos dado o nível de informação e heterogeneidade da platéia (a oposição está ali também). Tampouco são ovacionados. No máximo aplausos contidos. A política vai muito além dos discursos e eles não ameaçam, apenas mostram uma mudança significativa para melhor, na minha avaliação.
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