quinta-feira, 31 de março de 2016

REITOR GILDO VOLPATO E AS MANIFESTAÇÕES DE PROFESSORES DA UNESC

Solicitei ao professor Gildo Volpato, reitor da Unesc, que comentasse as manifestações de professores em favor da presidente Dilma, conforme publicado em meu Facebook e nas fotos a seguir:




Palavras de Volpato:

"O ato foi fora da Unesc e não devemos proibir as manifestações. Eles se representam, se manifestaram por conta própria."
O reitor teceu outros comentários, mas respeitando nossa boa relação, ficarão entre nós.

A proporção é absolutamente desigual. Dos cerca de 700 professores apenas 15 assinaram o manifesto. Para mim, não passa de um barulho isolado de quem não têm autoridade em si mesmo, daí a necessidade de colocar o nome da universidade ao lado do seu próprio. Vivem num mundo de academicismos desconectados da realidade como todos os esquerdistas, os quais prefiro classificar como esquerdopatas, vitimados por si mesmos em sua capacidade cognitiva.


Os poucos que defendem o governo, por razões partidárias, estão sentindo necessidade de se manifestar publicamente, numa clara agonia. Enquanto isso a grande maioria não faz barulho por sentir-se contemplada com a opinião da grande maioria da população, da justiça e das informações veiculadas na imprensa. Contudo, seria mais que oportuno que saíssem do armário e fizessem um contraponto. Coisa que espero, sinceramente, que aconteça. Desfarão, assim, a pecha de universidade de esquerda que se vê de forma recorrente nas muitas manifestações em redes sociais e também porque o Diretório Central de Estudantes está a serviço de partidos dessa linha ideológica.

Fica o apelo para que os demais professores deem a cara para bater como temos feito.

ANDRIW LOCH - A RESPOSTA AO DCE DA UNESC

Nota sobre os reais motivos da minha saída do DCE:
Resumo:
• Os créditos solicitados por mim, tem a finalidade de cobrir mensalidade de quem se dedica exclusivamente ao DCE;
• Assinei um ofício (por equívoco) como presidente e outro como vice (mas este eles não citam, pois prejudicaria seu argumento);
• Não infringi nenhum artigo, não sei o que dizer desta acusação porque nem faz sentido;
• O dinheiro retirado por mim, foi informado e consentido pelo presidente do DCE;
• Não abandonei a gestão, fui coagido a sair (apesar de reconhecer que foi a melhor coisa que aconteceu);
• Irresponsabilidade com o caixa da sinuca ( só tenho a dizer que achei isso engraçado);
• O DCE hoje é coordenado pela UJS (União da Juventude Socialista), que apesar de não haver uma filiação formal, está diretamente vinculada ao PCdoB (Partido Comunista do Brasil);
• Os membros da Diretoria Executiva, não filiados à UJS, saíram do DCE;
• O Presidente do DCE quer convocar uma Assembleia Geral e nomear, vice presidente, tesoureiro, vice e vice secretária, para ele a eleição é dispensável;
• Por fim, apenas lembro que no período em que fui presidente, ele era vice, me parece bem conveniente ele se eximir de responsabilidades agora.
Quem não estiver a fim de ler tudo, é isso, quem quiser saber mais detalhadamente.
Segue o textão:
Como algumas pessoas sabem, não faço mais parte do DCE da Unesc, entidade que representei como presidente até o final do ano passado. Estava esperando o melhor momento para falar sobre isso, mas considerando algumas falácias apontadas por alguns membros do Diretório, acredito que não haja melhor momento. Uma nota foi publicada sob o argumento de “esclarecer” as coisas, porém citando apenas as partes convenientes ao grupo político dominante hoje lá dentro. Tratarei de falar as coisas da forma mais ampla possível.
Trabalhei desde o início da faculdade, porém fui “obrigado” a parar quando fui presidente do DCE, em função dos compromissos seria impossível conciliar as duas coisas. Para que pudesse me manter na Universidade, utilizei uma bolsa de Créditos, que tem como finalidade o pagamento da mensalidade de estudantes que se dedicam ao DCE, que evidentemente era o meu caso. No início de 2016, enquanto vice-presidente, fiz pedido da mesma bolsa perante os órgãos competentes na Universidade (CPAE e Departamento Financeiro). De forma equivocada e até por falta de atenção, o ofício destinado à CPAE, assinei como presidente, porém o ofício destinado ao financeiro (que é quem realmente faz a liberação do repasse) foi assinado como Vice-Presidente. Se eu fosse querer agir de má fé, não utilizaria meu nome, pediria para alguém. Todo mundo na CPAE sabia que eu não era mais presidente e eu não iria querer fazer algo errado colocando meu nome e em algo que possui prestação de contas. É questionável, também, que o ofício que assinei como Vice-Presidente, nem foi citado. A intenção é esclarecer ou “vender uma verdade”?
Pois bem, após realizar o pedido, tentei contatar o Presidente do DCE, pois este pediu para cancelar o pedido. Informei que estava preocupado porquê perderia minha matrícula, já que não dispunha de meios para pagar. Fui ignorado em todas as tentativas. Quando o encontrei pessoalmente ele só me disse para “relaxar”. Na sexta-feira (antes do início das aulas) haveria uma reunião do DCE à noite e ele me pediu para conversar a tarde, o que aceitei. Durante o caminho fomos conversando normalmente como amigos. Ao chegar na sala, fui surpreendido pelo fato de que a conversa não seria só entre nós dois, mas sim entre nós e dois membros da executiva da UJS (União da Juventude Socialista) lê-se, juventude do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), eles disseram que o que eu tinha feito (um pedido de bolsa que era meu por direito) justificaria a minha expulsão do DCE, e coisas afins. Saí da sala, pois não tenho nem nunca tive nada com o PCdoB e também não sei por que eles foram chamados para aquela conversa, afinal o DCE é apartidário (risos).
Aqui é importante fazer um recorte. As pessoas próximas a mim e ao DCE, sabem que meu problema com a UJS é antigo, pois não concordo com a política utilizada (um exemplo: na eleição que fui presidente, alguém da diretoria da UCE (depois descobri também ser da UJS) que estava aqui para “garantir o andamento do processo correto” quis fraudar uma urna, o que não aconteceu porque não permiti e fui xingado por isso). Este problema fez com que ao longo de um ano tivéssemos várias dificuldades. Ao fim da gestão, discutimos sobre a presidência, em reunião havia ficado o meu nome ou o do atual presidente para a chapa. Em conversa particular, falei com ele sobre a minha preocupação em o DCE virar um “polo da UJS” o que ele me garantiu que não aconteceria. Porém assim que eleitos, iniciou a filiação massiva à UJS e quem não fosse parte do grupo era retaliado por qualquer opinião contrária (o que acontecia comigo e outras pessoas), a convivência foi se tornando cada vez mais difícil, pois infelizmente o DCE estava dividido em dois grupos os “pró-UJS” e os “contra UJS”. Eu, evidentemente estava no segundo grupo, o que era um grande incômodo para eles. Afinal, como concordar com um DCE que se diz apartidário e antes das reuniões do Diretório reúne a juventude do partido para discutir o que vai acontecer na reunião. Claro, isso é um resumo de N coisas que aconteceram.
Voltando ao dia da minha saída... após a nossa conversa, houve reunião do DCE (em que estavam presentes quase que só membros da UJS). Ao final da reunião, foi dito que: eu havia tentado roubar dinheiro do DCE (utilizar uma bolsa criada com a finalidade de quitar mensalidade de quem se dedica exclusivamente ao DCE) e assinar como presidente propositalmente (o ofício que fiz para o financeiro diz o contrário). Tiraram cópia do ofício que assinei como presidente e distribuíram para quem estava presente na reunião, além de estarem como uma carta de renúncia já digitada. Fiquei praticamente 2h sendo acusado pelos “companheiros” (como adoram se chamar) de coisas que não havia feito. Ao final, foi dito que se eu não assinasse a carta iriam expor tudo (tudo o que?) que eu havia feito. Ou seja, não abandonei a gestão fui coagido (apesar de hoje ver que foi a melhor coisa que fiz).
Após a minha saída, outros membros começaram a sair (não por minha causa, mas porque viram que a política lá está cada vez mais suja), principalmente em função do claro recebimento de diretriz partidária que o DCE recebe. Em função de toda essa situação (e razões pessoais), hoje os únicos membros que continuaram na executiva do DCE são as duas pessoas filiadas à UJS. Devido a renúncia dos membros o Diretório não tem como se gerir, pois para saque de dinheiro é necessária à assinatura do tesoureiro, que também renunciou. Não existe hoje, maneira de sanar essa situação, a não ser uma nova eleição. Evidente que não há nesse grupo (UJS), dignidade o suficiente para fazer isso. Para que realizar eleição, se o presidente (na cabeça dele) pode convocar uma Assembleia Geral e nomear os cargos? Afinal, estudantes, ao que parece o voto de vocês é apenas um teatro.
Importante lembrar, também, sobre o “dinheiro que peguei sem autorização”. Tínhamos uma viagem para fazer e era comum o DCE usar uma verba de contingência, especialmente eu e o atual presidente, pela função que desenvolvemos no DCE. Às vésperas da viagem (em um sábado) e já em época de férias, não conseguíamos falar com o presidente e o DCE iria fechar. Como já havia passado a data do repasse e o CA ainda não havia ido buscar, peguei o dinheiro do envelope e a secretária enviou mensagem. A tarde ele me ligou, confirmei isso e ele disse “ok”. Se o CA voltasse a cobrar, era só sacar, simples.
Por fim, peço desculpas novamente pelo texto gigante, mas não se esclarece uma situação tão complexa com um ofício de menos de uma página. Faria isso se quisesse omitir informações ou falar apenas do que me é conveniente. E quanto às acusação, vale lembrar que o atual presidente era vice-presidente o ano passado. Fica evidente a irresponsabilidade quando uma pessoa que esteve o ano todo nessa função, tente se eximir como se estivesse alheio ao que aconteceu.

sábado, 26 de março de 2016

JUDAS: TRAIDOR OU OBEDIENTE?

Em se tratando de Páscoa resta estranho que Deus precise de enviar um Salvador. Mas a questão transcende esse detalhe quando olhamos com um pouquinho mais de atenção para a Bíblia e sua narração do que seria o sacrifício vicário de Cristo. Vamos a uma parte desse mito.

Judas Iscariotes, citado 12 vezes no Novo Testamento, é, para mim, a figura mais enigmática do livro. Traiu ou obedeceu? Como alguém que cumpriu seu papel pode ser tido como traidor? Como alguém pode ser escolhido para cumprir um papel macabro em se tratando de Deus? Judas teve respeitada a sua própria vontade?

Há uma clara ambiguidade sobre ele nos textos do Novo Testamento. Vamos a alguns exemplos:

E Judas, irmão de Tiago, e Judas Iscariotes, que foi o traidor. Lucas 6:16
Entrou, porém, Satanás em Judas, que tinha por sobrenome Iscariotes, o qual era do número dos doze. Lucas 22:3
E, após o bocado, entrou nele Satanás. Disse, pois, Jesus: O que fazes, faze-o depressa. João 13:27

 Notemos alguns detalhes:

1. Ele foi escolhido por Jesus. Isso significa que sabia sobre sua natureza;
2. A despeito de uma possível ''natureza'', Satanás entrou nele. Ora, quem passou a ser o responsável por suas ações?;
3. Não há qualquer registro de Jesus tentando salvá-lo, resgatá-lo de sua ''natureza''. Ao contrário, mandou que fizesse;
4. O sacrifício de Jesus precisaria de um traidor? Sejamos honestos: NÃO!;
5. Os sacerdotes precisavam de um traidor para pega-lo em local público? Sejamos honestos: NÃO!;
6. O que faz de alguém um traidor? Um acordo. Que acordo foi feito além de um convite para seguir Jesus? Nenhum;
7. Se havia uma determinação para entregar Jesus, Judas apenas cumpriu o seu papel e não poderia ser traidor. Pelo contrário, foi obediente;
8. Em cumprindo esse papel pré determinado não houve de Judas escolha e não exerceu o livre arbítrio;

Assim, fica bem difícil crer que haja alguma veracidade nesse história.
 discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
João 12:4-
Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
João 12:4-6
Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
João 12:4-6
Então, um dos seus discípulos, Judas Iscariotes, filho de Simão, o que havia de traí-lo, disse:
Por que não se vendeu este ungüento por trezentos dinheiros e não se deu aos pobres?
Ora, ele disse isto, não pelo cuidado que tivesse dos pobres, mas porque era ladrão e tinha a bolsa, e tirava o que ali se lançava.
João 12:4-6

sexta-feira, 18 de março de 2016

PREFEITO DE IÇARA MUDA DE PARTIDO

Nota Oficial
Confirmo a minha saída do PT e esclareço o que me motivou a isso. Como estamos em ano eleitoral, não acho justo com a população de Içara que as discussões sobre o futuro da nossa cidade sejam pautadas pelo cenário nacional. O momento político brasileiro exige serenidade. A revolta popular é compreensível e deve ser entendida pelos gestores públicos. É impossível manter as mesmas regras da velha política brasileira, que contribuem com a corrupção generalizada e afastam cada vez mais o povo da política. Só com uma Reforma Política, que modifique o atual sistema, haverá um resgate da credibilidade de todos os partidos políticos junto à população. Mas o que precisa ser discutido neste momento é a realidade local. O que o nosso governo realizou e se a população aprova o nosso jeito de governar ou quer voltar a ser governada pelos antigos líderes municipais.
Deixo o PT com a gratidão de quem governou uma cidade que recebeu milhares de investimentos federais para transformar a sua realidade. Com o aporte do Governo Federal pavimentamos uma rua por semana em Içara nos últimos três anos, chegaremos a 1000 novas vagas nas creches até o final do ano e estamos realizando o maior repasse financeiro da história de Içara ao Hospital São Donato. São apenas três exemplos, dos inúmeros avanços que conquistamos.
Anuncio a minha entrada no PMDB. Um partido com seus problemas e contradições, como todos os outros, mas capaz de dar sustentação às mudanças históricas que estão acontecendo em Içara. Pesou também nesta decisão a gratidão pela parceria do PMDB no sucesso desses três anos de governo, na pessoa do vice-prefeito Sandro Giassi Serafin, dos vereadores, secretários e de todos os servidores.
Entro para o PMDB com a motivação de seguir fazendo de Içara uma nova cidade a cada dia.
Obrigado, Murialdo Canto Gastaldon Prefeito Municipal de Içara