sábado, 31 de dezembro de 2016

FIDELIDADE, A FALSIDADE DO CASAMENTO

Sim, cobrar fidelidade conjugal, em nome dos fundamentos sociais para o casamento, é fruto de uma mente insegura. Homens e mulheres, cônjuges, que têm noção das liberdades e possibilidades dos nossos corações, sabem que ninguém pertence a ninguém. Os sentimentos são livres, as paixões são livres, os desejos são livres.

Prender o corpo é possível, mas jamais prender-se-á o coração.

Quem pode prender o outro sob si? O desejo de ser de apenas uma pessoa cabe somente ao indivíduo por entender que é o melhor para si mesmo. Casamento é a união de dois egoístas que alinharam seus egoísmos. Jamais por ser simplesmente melhor para o outro. Isso mesmo. Por mais aterrador que possa parecer.

Casamento é uma troca. Ao manter-se fiel (mesmo que a palavra não exprima o todo da questão) o indivíduo vê vantagens pessoais. Ou está momentaneamente satisfeito, ou não quer a incomodação do flagrante, ou o cônjuge tem algum tipo de poder, acomodou-se e assim por diante. O medo do pulo de cerca dar errado reforça o que digo.

Àqueles que impõe a condição de exclusividade sexual pela coerção apenas reforçam o desejo do outro por liberdade. Reforçam o desejo do outro por aventura. Se você impõe a fidelidade já está traído.

A fidelidade no casamento é falsa porque restringe-se ao sexo, quando não pode manter-se no âmbito dos sentimentos, os quais são a sustentação da relação. Quando os sentimentos estão fixos em alguém o sexo será exclusivo. A tal da traição é apenas resultado, não causa.

Porém, nada disso faz sentido para quem tem pavor da cornitude. O medo de ser chifrado(a) tem tal força que argumentos são inúteis para aplacar sua intensidade. Tampouco saberá manter o coração fiel. E permanecemos no mundo da fantasia...

Sexo é foda!!!

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