quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

MAIS VELHOS QUE DESRESPEITAM IDOSOS E DEFICIENTES

Fui surpreendido por uma atendente de estacionamento do Giassi Supermercado ao ouvir dela que os mais velhos são os que mais desrespeitam as vagas de estacionamento para deficientes e idosos. Ela admitiu o que para mim parecia ser óbvio, que os mais novos seriam os mais desrespeitadores. Mas porque isso é assim? Parei para pensar e me surgiram algumas hipóteses, diante de que, de forma recorrente, se diz sobre a educação de antigamente ser melhor, mais rigorosa e mais benéfica que a de hoje.

Primeira condição que me ocorreu é de que antigamente, eu diria de uns 30 anos para trás, a vida de deficiente físico e idoso era a de ficar em casa. A tal da "acessibilidade" é coisa recente, é coisa dos nossos dias. Não havia nenhuma preocupação para com cadeirantes, se poderiam se locomover pela cidade, porque simplesmente eles não se locomoviam pela cidade. No máximo iam à missa levados pelos familiares.

Admitamos que a educação de antigamente era melhor e mais adequada. Contudo, não havia a consciência de criar estrutura para portadores de necessidades especiais como vemos hoje, também porque o volume de carros aumentou muito, tornando-se acessível à grande parte da população, inclusive adaptados, possibilitando serem levados a todos os lugares. Da mesma forma é bom que notemos o desenvolver das vias: eram de paralelepípedos ou de terra e poucas passeios públicos pavimentados, com a exceção das capitais e grandes cidades e, ainda assim, a periferia das tais em nada ajudam portadores de necessidades especiais.

Enfim conclui-se que é uma questão de condicionamento desde a mais tenra idade. Os mais velhos simplesmente vão no piloto automático, agindo como agiam seus pais. Eis o desafio das mudanças de hábito. A aposta, novamente, está nas novas gerações, como a própria atendente verificou.

O que mudou se filho replica pai e pronto? Ora, uns poucos lutaram por mudanças via legislação, via difusão de informações e coisas do tipo.

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