domingo, 17 de novembro de 2013

SOBRE A SUPOSTA CONSPIRAÇÃO CONTRA O CRICIÚMA

Durante semanas li recorrentes manifestações sobre uma suposta conspiração para impedir que o Criciúma permanecesse na Série A. O principal argumento recaíra sobre a atuação dos árbitros. Contra o Cruzeiro isso se repetiu, principalmente porque o Criciúma vencia o primeiro tempo por 3X2 em pleno Mineirão. Ora, que cartola perderia tempo armando uma conspiração contra um time da zona de rebaixamento, naquele momento, contra o líder do campeonato na casa deste? Que dúvida que os mineiros venceriam? Se a arbitragem errou? É evidente que pode ter errado, mas levar isso ao nível de conspiração é achar-se valioso demais. O quê se vê é a busca desmedida pra justificar a condição de time em vias de sair do campeonato. Mas vamos a algumas considerações óbvias.

A melhor maneira de impedir que um time politicamente fraco como o Tigre, diante de uma suposta fúria da CBF, seria impedi-lo de chegar à competição, mantendo-o na B. Por que correr riscos depois? Para impedir que três times catarinenses ocupassem espaços na Serie A, como vi destilarem, bastava impedir que outros dois subissem. Se houvesse conspiração muito mais fácil de executar na B do que na A.

Contudo, fiquei cá imaginando o que estariam pensando as marcas patrocinadoras da competição? Qualquer empresário do ramo sabe que a lisura do campeonato é o melhor caminho. Tampouco que diferença faria para uma Nike quem ganha senão quem é mais visto? Os grandes times continuam sendo muito bem vistos na série que estiverem.

Quanto às estrelas que precisa manter na mídia, devo dizer aos prezados torcedores, inaptos mentalmente, que a cada campeonato surgem vários nomes que precisarão manter-se em alta, ganhar a admiração de qualquer torcedor e ser alvo de muitos comentários em todo o tempo. Além disso, observem os que estão na mídia: Luiz Felipe Scolari e Neymar Jr., principalmente. No que esses dois precisam do campeonato brasileiro para fazerem as marcas venderem?

Na mesma linha da avidez das marcas de venderem seus produtos, suponho que a renda per capta catarinense coloque qualquer time do estado em ampla vantagem sobre estados do Norte/Nordeste. Falaram-me da venda das camisetas que uma torcida do Vitória (BA) geraria a mais que uma do Criciúma. Ora, meus caros colegas... O que ganha a marca com a venda de camisetas no comércio paralelo? Precisa que explique que só compra camiseta oficial quem tem renda alta?

Sob todos os aspectos que vejo a situação, ainda mais agora que o time afasta-se da degola, espanta-me a insanidade do pensamento dessa gente. E porque comento isso? É que o modo de pensar do coletivo afeta o individual e dele resulta. Se não consegue pensar com equilíbrio sobre uma questão tão irrelevante, de um time de futebol, como encaram as maiores questões da vida? Não encaram!

Nenhum comentário:

Postar um comentário