quinta-feira, 21 de novembro de 2013

POLÍTICA DO "PÃO E CIRCO"

A "política do pão e circo'' foi dada como de iniciativa do império romano para proporcionar diversão e alimento "de graça" para entreter o povo. Contudo, nem de longe foi criada por ele. É algo que vê-se em culturas anteriores, como a do gregos. Talvez não com tanta ênfase. Mas não é exatamente disso que pretendo discorrer.

Para mim a tradução do "pão e circo" poder-se-ia estender à vida como um todo. O que queremos senão alimento e diversão? Ou alguém, em são consciência, desejaria ter responsabilidades que tornassem-no escravo de tarefas? Não, queremos "pão e circo". O circo do shopping, do futebol, da balada, do carro, das viagens, dos churrascos com amigos regados com cerveja, do hobby e por aí vai. Queremos o pão das festas, também dos churrascos com amigos regados com cerveja, das tortas, dos chocolates e por aí vai.

Mas onde estaria o problema? Em nenhum e em todos os lugares. O "pão e circo" vindo dos governos, bancados com o erário na forma de bandas famosas e das festas culturais podem anestesiar o senso crítico. Nada que um qualquer não suponha. Pode estar na própria ânsia de não encarar as adversidade da vida em sociedade e da própria sobrevivência. Pode estar em não aceitar que pode viver bem sem aquele tênis, sem aquele carro, sem aquela casa ou sem aquela viagem. Ou seja, não aceitar que seu circo seja um pouco ou muito diferente do circo do outro, do pão do outro.

Há conflitos que envolvem o tema, além da pecha da dominação das consciências de que falam muitos. Da mesma forma se enganam redondamente que são os governos que fomentam o desejo de consumo, ou o desejo da festa pela festa. Ao contrário, está em nós. Não há cultura sem festa, sem danças, sem música. Que "consumismo" ou indolência há numa tribo do Xingu com suas festas? Ora, eles têm seu "pão e circo" sem que isso seja uma forma de dominação.

Concluindo, se um governo promove o "pão e circo" é porque o povo deseja receber.

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