quarta-feira, 27 de novembro de 2013

ROMANNA FALA DE SUA EXPERIÊNCIA NA CPI QUE LEVOU O MP A INDICIAR MEMBROS DO GOVERNO SALVARO


Romanna Remor deu seu testemunho, a meu pedido, sobre sua experiência na condução da CPI do Esgoto, quando esteve na Câmara de Vereadores de Criciúma. Fiz isso porque estávamos na discussão sobre o poder do Paço dentro de uma comissão dessas. Há interesses os mais diversos nesse meio. De um lado a oposição pode ir além da investigação e usar indícios como fatos absolutos. De outro a situação barrando tudo e todos para que a verdade não venha à tona. Romanna sentiu na pele a pressão do Executivo e que, quase todos, sabem no que deu. Segue o que ela escreveu em meu perfil no Facebook.

"Nossa, muitos dos requerimentos de solicitação de informações e convocação para depoimentos (principalmente a convocação para aqueles que "trabalhavam" na prefeitura) eram contestados pela situação. E quando conseguíamos aprovar a convocação, os convocados não vinham, ou os documentos não eram mandados. Sem falar que iniciávamos cada sessão da CPI com o receio de o Salvaro chegar com algum artificio jurídico para encerrá-la antes de terminarmos o relatório final. Ele tentou 4 vezes na Justiça, até a última sessão. Foi difícil, mas depois de concluirmos entendemos porque queriam tanto evitar a CPI...

Eu já me coloquei à disposição do Mello para, como voluntária, ajudar a "dissecar" os documentos e informações recebidas. A CPI do esgoto foi uma escola. Viramos e reviramos 10 mil páginas de prestações de contas (superfaturadas!), licitações (fraudadas), medições (forjadas)... Aprendi a sentir o (mau) cheiro da corrupção. Quero ajudar. Desta vez, como cidadã."

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