segunda-feira, 19 de agosto de 2013

SINDICALISMO NO BRASIL

De forma alguma a existência de sindicatos é ruim em si mesma. Como todo o sistema este depende da forma como é conduzido. E, obviamente, são seres humanos à frente dessas organizações, com sua necessidades e interações com aquilo que acham ser a realidade. Contudo, os problemas advindos dos sindicatos sobre as relações de trabalho e sobre a economia saltam aos olhos.

Historicamente todo e qualquer sindicato surge da insatisfação dos empregados com o que recebem ou não recebem de seus patrões. E dos patrões para protegerem-se dos empregados e terem representantes nas tais mesas de negociação. Isso é legítimo, é democrático e equilibrado. E onde estaria o problema, se há problema?

Ora, não é porque algo começou de forma legítima e correta que sempre será. Divorciados que o digam!

"No Brasil o sindicalismo surgiu no final do século XIX. Os operários imigrantes que trabalhavam em diversas fábricas estavam insatisfeitos com suas condições de trabalho e então começaram a se unir para questionar e lutar pelos seus direitos, formando os primeiros sindicatos no país." (InfoEscola)

A história do movimento tem seu lado obscuro. Getúlio Vargas entendeu bem a força dessas organizações para amordaçar o operário. Da mesma mesma força o presidente Lula o fez. Ambos cooptaram suas lideranças comprometendo sua representatividade através do dinheiro público. Interessante e contraditório é ver que esses dois presidentes tornaram-se altamente populares, antes e durante o poder. Lula continua em alta. Ao que parece o próprio mantenedor do sindicalismo, o trabalhador, não percebe o jogo.

Além disso, os tempos são bem outros. O que era uma luta por dignidade tornou-se um movimento político-partidário com forte envolvimento nas eleições, coisa legítima, pois não fere a Constituição. Entretanto, compromete muitíssimo a condução da relação empresa-empregado.

O que mais me chama a atenção, em tempos que as empresas lutam por conseguir melhores colaboradores, que oferecem uma série de vantagens, ao mesmo tempo que enfrentam uma legislação absurdamente restritiva ao crescimento econômico do país, está em os sindicatos não vislumbrarem que essas amarras não danosas para a categoria que representam. Há duas correntes que explicam isso, ao meu ver: os sindicatos precisam de bandeiras pelas quais lutarem e a CLT é uma delas, haja vista as supostas garantias; jamais usariam o discurso do que faz a empresa crescer é bom para o funcionário. Absorvidos pela ideia de luta de classe surgida com Marx os líderes não vislumbram a possibilidade de perderem o seu quinhão, como se fossem perder. Ao contrário, lutam por aquilo que é bom para o sindicato.

As melhores economias do mundo dão liberdade para que a empresa decida o que é melhor para si e seus colaboradores. O sindicato quer ser dono dessa relação. Numa lógica simples o que estou dizendo é que se uma empresa não dá o melhor de si teria a outra ali adiante oferecendo mais. Esses pseudolíderes não entendem que a concorrência pelos melhores trabalhadores que essa liberdade traria é altamente benéfica para o próprio trabalhador.

A lógica burra que impera hoje é de garantir 10, quando poderiam ter 100. FGTS, por exemplo, é uma tolice inominável já que o empregador tem uma responsabilidade que não é sua: a da poupança que cada um de nós deve fazer através de sua renda. INSS recolhido pelo empregador para seu funcionário é outra bobagem. Cada um que pague a sua própria previdência, quando e como quiser. E o Décimo Terceiro? Como alguém pode receber sem trabalhar? A desoneração burocrática das empresas redundaria em maior atividade econômica, melhor consumo etc.

Por fim, há um tripé odioso: trabalhador, empregador e governo. Este interfere demais e atrapalha mais que ajuda àqueles e o trabalhador acha que tem muita vantagem, que está protegido pela Lei.

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