segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

A SAUDADE VENCEU A RAZÃO

Não mandamos no coração porque ele se apaixona.
E a paixão não tem razão, tendo todas as razões.
Irracional, a paixão nos toma a atenção, devora os sentidos, nos desarruma.
A razão nos alerta para os enganos. O que nos engana mais que a paixão?

Enganados e absolutamente devotados. Nos entregamos.
Desarmados, ajoelhados, jogados ao vento do desejo mais intenso.
Desejamos o desejo. Desejamos desejar. Desejamos nos apaixonar.
São as armas do coração que nos rendem.

E a razão nos pega porque o coração é traiçoeiro.
Trai nossos planos, trai nossas tradições, trai nossas convenções.
Nessa briga entre o certo de antes, nos faz trair até o amor do altar da juventude.
Da decisão pelo que queremos nos libertar, A SAUDADE.

Saudade do tesão, do carinho, da paixão que nos remete à uma prisão.
Da liberdade negociada, da perda das escapadas, eis o conflito.
Nego negar, quero me libertar da negação imposta pela razão.
Nego que desejo a prisão de pertencer ao coração daquela menina.

E a saudade como fica? Sorrateira, negada e absoluta.
Que venha a paixão, perdendo-me na cama daquela que me faz muito feliz.
Que saudade!

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