terça-feira, 4 de março de 2014

MULHERES E SEXO

(Este arrazoado pressupõe as exceções de sempre!)

Recorrente a discussão sobre a liberdade ou não-liberdade sexual da mulher. Por que as mulheres têm que se preservarem tanto? Por que elas não "podem" usufruir como os homens?

Alguns apelam para questões meramente culturais como se a mulher ou os homens fossem resultado exclusivamente do meio. No entanto, a cultura tem origens, não é uma construção a partir de si mesma, sustentada por si mesma. Tampouco a cultura subsiste pelo simples hábito. Ela é mutante em vários aspectos, mantendo detalhes através dos tempos. Há motivos absolutamente claros, ao meu ver, para a postura histórica de homens e mulheres quanto ao sexo.

Para mim a base, a origem, é animal, instintiva, agregando valores sociais e geográficos através dos tempos. Sim, a geografia, o próprio relevo, se plano ou escarpado, faz diferença, é um dos determinantes comportamentais. Entretanto, este texto não irá a tanto.

A decisão do acasalamento é da fêmea. Em todas as relações entre mamíferos (que é a nossa espécie, devo, infelizmente, lembrar a alguns) a fêmea impõe ao macho a condição de conquistá-la através de desafios, principalmente pela capacidade de vencer outros machos. É uma seleção que visa determinar o macho mais forte, viril e, portanto, com melhores gens.

Entre humanos não é diferente. As nossas fêmeas estabelecem critérios rígidos de seleção: aspectos intelectuais, físicos, comportamentais, segurança gerada, provento e virilidade. Contudo, dentre os vários itens há alguns que se sobressaem a outros sem que a própria saiba o porquê. Esses critérios são frutos de incontáveis combinações genéticas que ultrapassam a nossa compreensão. É sabido que o homem também tem critérios, mas menos complexos que as mulheres.

Alguns exemplos sobre itens que se sobrepujam, sobressaem, a outros na escolha de algumas mulheres dá-se quando umas buscam segurança material, por conseguinte à prole, e outras buscam virilidade de tal forma que seus homens têm baixo padrão moral, como as mulheres de bandidos ou aquelas que não conseguem ter outro tipo de homem senão os cafajestes. Sim, esses caras que exalam virilidade e, portanto, não são fieis. Não raro vemos mulheres que vão de relacionamentos conturbados a relacionamentos conturbados porque seus critérios de seleção têm na segurança afetiva e para a prole um item minimizado. Nestes casos, contrapondo-se ao perfil de homem que a atrai, a sensação de posse é maximizada. Aquelas que primam em demasia pela segurança, chegam a abrir mão de uma vida sexual intensa, digamos, pelo conforto que a relação possa gerar. Citei dois casos um tanto extremos. Mas o fato é que há critérios, às vezes tão rebuscados, que a mulher acaba por não encontrar seu homem. Em suma, não há como negar a complexidade da mulher!

Ora, os tantos critérios que as mulheres têm me parecem uma das razões, senão a principal, de terem uma vida sexual menos afoita, ou mais seletiva e cuidadosa, que homens, cujo instinto de espalhar seus gens é, muitas das vezes absolutamente irresponsável para nossa sociedade. Esses condicionantes são, para mim, a base da atitude auto-reprimida das vasta maioria das mulheres, ainda mais atualmente quando a liberdade está posta e muitas delas seguem sem soltarem-se o tanto que gostariam. Essa postura é, da mesma forma, a base para comportamentos sociais. É um dos fatores que sustentam a cultura que chamam de "machista". A parte masculina na cultura me parece estar mais ligada à posse. O macho importa-se muito mais com ter a fêmea sob seu domínio do que ter nela um parceira sexual. Isso fica muito claro quando o sujeito nem comparece como deveria e não aceita em hipótese alguma que ela tenha outro, chegando às raias da violência, seja física, seja psicológica, ou ambas.

Negar estes aspectos está ligado a uma visão bem estrita, limitada à cultura que, como eu disse, precisa ser vista também pelo aspecto animal. Aliás, a fonte primeva da cultura é o comportamento animal.

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