segunda-feira, 24 de junho de 2013

MANIFESTAÇÕES - A HISTÓRIA DÁ SEU AVISO

Ser colônia portuguesa era o mal. Rompemos, nos declaramos um país.

A monarquia era o problema e declaramos a República num golpe na surdina. Estava tudo resolvido.

Cinquenta anos de paralisia e veio Vargas para revolucionar. Golpe daqui, golpe dali. O cara fica 18 anos e meio no poder.

Nova fase com a construção de Brasília e Jucelino muda a cara do país... Mais tensão, mais votações e Jânio renuncia. Jango assume e acha que o que falta é a revolução das bases como se a elite fosse descartável, que seria jogada às traças, assim, pela sua vontade.

O Regime se instala para proteger o país da esquerda burra que se avizinhava. Livrou-nos dessa corja e fica décadas no poder. Militares não dão conta da economia e chegam ao colapso, saindo sob a pressão do ''povo''.

Quando estávamos sob o Regime Militar o ''povo'' (leia-se grupos) pedia eleições diretas. Essa era a solução para os problemas do país. Vieram e nos acomodamos, pois a solução estava dada. Alguém resolveria por nós.

Collor se perde e as ruas ficam tomadas de defensores da pátria. A solução era a saída do corrupto. E ele saiu! Tudo resolvido!

Enfim, de tanto resolvermos os problemas deste país a coisa chegou a tal ponto que não lembramos em quem votamos na eleição passada.

Agora berramos e o que vejo são, novamente, soluções simplistas como ''reforma política'' e ''transparência''. Ou seja, caso viesse a tal reforma entraríamos em novo ciclo de acomodação.

Não está no sistema o problema, mas em como as pessoas encaram o poder quando ascendem a ele. Os exemplos pelo mundo apontam para qualquer sistema de governo ser bom ou ruim, conforma a sociedade conduz a si mesma. Temos monarquias, democracias e até o famigerado comunismo.

O problema e solução está basicamente no interesse ou não de servir à Nação. Não vejo outra forma de contornar senão pela mão forte do judiciário. Mas dizem que este está corrompido também... Não creio nisso, mesmo que um ou outro juiz esteja corrompido. Aposto no judiciário porque o medo, a coerção do poder, faz muita gente andar na linha. Os melhores países o são porque seus judiciários agem e não há a personificação, não há heróis, não há aclamações populares.

É o que penso (por enquanto).

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