quinta-feira, 5 de novembro de 2015

ENOQUE E SEU NÃO-EXEMPLO

Fui a um culto da Luterana Renovada, ali no Pio Correa. Uma erva daninha em meio a uma plantação de rosas? Poderia ser o joio no meio do trigo? Não porque o joio representa o membro da  comunidade que está ali para fazer mal. Não seria, também, um lobo vestido de pele de ovelha, pois entro como lobo mesmo, sem qualquer cerimônia.

Na pregação o pastor falou em sermos perfeitos como Deus é. Citou textos para embasar essa ideia, entre eles o que tratava de Enoque, o qual não teria passado pela morte física tal sua conduta. Entre os exemplos de tal virtude semelhante ao próprio Deus, está o desapego da matéria, citando o que Jesus disse: ''Ajuntai tesouros no céu''. Evidente que ser perfeito como Deus só poderia vir de um delírio como no caso da Bíblia. Mas o que mais me chamou a atenção foram as condições do templo, com cadeiras bem confortáveis, ar-condicionado, aparelhagem de som, projeção dos cânticos via computador, e demais salas aos fundos. Muito estranho para quem falou em desapego da matéria.

Voltando à Enoque. De sua idade a Bíblia diz: "E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos" (Gênesis 5:23). Porém, o mais significativo foi que "andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou" (Gênesis 5:24). O cara não morreu. E neste aspecto, dendo sido citado dessa forma e supostamente elevado em carne ao santuário divino, é bom que se ressalte que foi antes dos 10 Mandamentos, antes de qualquer texto sagrado e, muitíssimo antes de Jesus. Assim, posso arrazoar que não se precisaria de nada dessas ''verdades'' para agradar o Criador bíblico. O mais incrível é que não dá a sua receita de sucesso. Sequer menciona se foi desapegado à matéria, coisa que duvido já que teve família, gerou filhos e, portanto, deu suas ''matadas''. O cara foi "O Cara" sem uma única pista para nos guiar.

Voltando à igreja. Como o discurso do desapego não se revelou interessante nem para quem o defende, concluo que devamos seguir com nossas vidas bem apegadas ao conforto e deixar que o Eterno entenda que é assim que desejamos viver e aceite sem restrições que seus pupilos tenham vontade própria.

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