domingo, 12 de janeiro de 2014

OS CARAS-DE-PAU E O ÓLEO DE PEROBA

Vez ou outra alguém diz algo como "tá faltando é óleo de Peroba pra passar na cara de umas pessoas!". Muito bem, acho que isso dá um bom tema para uma filosofada sem compromisso num dia como hoje: domingo chuvoso.

O contexto é de chamar o outro de um 'cara-de-pau' - o outro! Um falso jamais vai achar de si mesmo ser falso, hipócrita, mentiroso etc. Ou, como entendo que seja, um cara sem vergonha, que age a despeito do que os outros possam comentar. A expressão tem sido usada como algo altamente negativo. O cara-de-pau é do mal, é um ser ruim, alguém que não serve para estar em sociedade.

Ora, e há quem não seja? Quem poderá afirmar que é o 'super sincero' o tempo todo? Eu não! Se tem uma coisa que necessitamos é de sermos caras-de-pau em muitos momentos e até em atividades. Você concebe um vendedor que não seja? Um político ou aquele que procura um político pra conseguir um remédio, gasolina ou o pagamento da conta de energia? Não seria um cara-de-pau alguém que usa de formalidade quando gostaria de mandar o outro tomar no cu?

Mas recomendar o uso de óleo de peroba é um contra censo à crítica. Como posso indicar algo que seja bom para um status que condeno? Ora, é como se estivesse dizendo: "Olha, seu falso, continue sendo falso e aprimore-se na falsidade". Não seria mais interessante, se é que tem que dizer algo, ser mais assertivo: "Ah, um cupim nessa cara!?"

Vou ali comprar um frasco de óleo de peroba e já volto!

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