quarta-feira, 24 de abril de 2013

O QUE O Pe ANTONIO DISSE

Leia com ATENÇÃO as palavras do Padre Antonio, que conduzia a celebração na catedral São José quando das multas efetuadas por agentes de trânsito na noite dessa terça-feira. Esse texto foi-me enviado por ele em mensagem via Facebook.

''Caro André Roldão eu não lhe conheço contudo lhe peço sua atenção. André em momento algum eu seria capaz de afirmar o que você colocou em seu comentário no facebook dizendo que eu havia dito que os demônios estão lá fora, isso não é verdade. O que eu disse é que o demônio procura maneiras para derrubar as ações de Deus, as obras de Deus. Eu jamais seria capaz de dizer tal sandice, creio que você não me conheça, pois se me conhecesse saberia que eu seria incapaz de acusar os guardas no uso legal de sua função e cumprindo ordens. Se tem algo pelo qual eu prezo é o respeito ao outro. Sou o primeiro a querer que as leis sejam cumpridas, leis justas que tragam o bem comum. Por isso André não me acuse, pois no ano passado eu fui um dos primeiros lideres religiosos, que atendem o centro da cidade, a orientar o povo para não mais estacionar sobre a praça, haja vista que esse é um costume antigo no centro de Criciúma. Peço a gentileza de você rever o seu comentário, pois ele falta com a verdade.''

Então vamos ao ponto. Parece estar claro que ele não falou exatamente "Os demônios estão lá fora!" como me foi passado e como ouvintes da rádio Eldorado falaram ao vivo no programa do Denis Luciano, enquanto entrevistava o presidente da ASTC, Giovanni Zapellini. Contudo, destaco o que ele escreveu a mim e postou na rede social: "O que eu disse é que o demônio procura maneiras para derrubar as ações de Deus, as obras de Deus."

A despeito de ser uma missa considerada ou não ''obra'' de Deus é preciso atentar para esta frase e seu contexto. E o contexto era o das multas. Quando percebeu que os AT estavam agindo manifestou-se dessa forma. Ora, a quem ele se referia? Não poderia ser aos fiéis infratores, pois teria dito isso antes, provavelmente ao iniciar a reunião. A única possibilidade de encaixar-se no contexto do ''demônio (que) procura maneiras para derrubar as ações de Deus" é a ação dos agentes. Não houve nenhum outro evento naquela noite para tal. Não faltou luz, ninguém caiu encapetado dentro do templo, não explodiram bombas, os ''esqueitistas'' não estavam zoando, nem teve um fanático qualquer gritando ''em nome de Deus'' para perturbá-lo. Sim, somente encaixa-se nalguma ação do Diabo o que os agentes de trânsito estavam fazendo.

Ora, entre o que foi dito literalmente e o que quis dizer temos exatamente "Os demônios estão lá fora!" ou ''pessoas a serviço do Demônio". Seria, de minha parte, uma distorção do que o padre falou? Bem, aproveite o espaço do comentário para explicar.

Podemos entender como uma força de expressão. Porém, naquele momento a coisa toda foi considerada pelo líder religioso como algo do demônio. O que aconteceu foi fruto da ação deliberada dos envolvidos e, portanto, a ação considerada como fruto da vontade do Mal foi a dos agentes.

Muito mais digno, inclusive, seria dizer do púlpito: "Vejam o que vocês fizeram ao não cumprir a Lei. Transtornaram um momento de culto. Nós vamos parar agora e cada um de vocês que desrespeitaram as regras de convivência em sociedade farão fila e vão se confessar, fazer penitência e pedir desculpas aos servidores que estavam cumprindo com seu dever".

As manifestações que se seguiram atestam a incapacidade dos cristãos infratores de analisarem qual seria a forma correta ao não reconhecerem que erraram, segundo sua própria fé. E não me culpem por isso. Cada um que assuma sua ações.


3 comentários:

  1. Parece-me coerente, a leitura do André. O padre precisa se decidir, sobre quem é "o demônio" e quem são "os demônios". Quanto à ATSC, as leis devem ser cumpridas; mas os exageros, contidos! - isso em todos os lugares!

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