sexta-feira, 5 de abril de 2013

O PP DE IÇARA E O CABIDE DE EMPREGO

Os efusivos protestos do pessoal do PP contra a criação de cargo de diretor executivo do Núcleo de Transporte e Circulação de Içara têm vários aspectos a serem observados e é muito bom que tenham se manifestado. Afinal, para se pisar num rabo é preciso que estejam bem estendido.

Primeiro esse partido parte da sua própria experiência: acomodação de aliados. Público e notório que usaram desse artifício para acomodarem afiliados e cabos eleitorais por décadas. Por isso entendem perfeitamente o que seja isso. Entretanto, como supor que a criação de um cargo seja para cabide se a estrutura que já existe propicia isso? Basta um canetaço do prefeito que imediatamente um paletó repousará cândido numa cadeira. O salário é ótimo, mas do ponto de vista de acomodação vários pequenos salários para vários cabos eleitorais daria muito maior resultado. Vê-se que a lógica de quem quer apenas pegar no pé é burra.

Segundo, eu disse várias vezes e repito: se eu fosse prefeito a folha de pagamento aumentaria. A razão é óbvia. É pressuposto básico de Executivo a prestação de serviços e para tanto pessoas precisam realizá-lo.

Terceiro, os progressistas ignoram (ou fazem de conta que ignoram) o avanço das cidades e esse cargo é dos mais necessários. Em São Paulo e Curitiba há empresas públicas que cuidam exclusivamente do trânsito. Içara é mínima, mas se não tratar do assunto agora o município chegará ao tamanho de Criciúma e passará pelo mesmo problema, sem solução para o tráfego.

Por fim, eles têm razão de pensar assim, em se tornar um cabide de emprego. Mais ou menos como foi o seu candidato a prefeito Zé Zanolli em 2012, que passou mais de um ano recebendo salário sem nem por os pés no Paço. Ora, se apoiaram tal comportamento como podem agora falar em cabide de emprego?

Progressistas, o que progride mesmo é o rabo de vocês para ser pisado.

De minha parte ficarei atento para ver se o tal diretor executivo vai de fato dizer a que veio. Porque, se não for, faço coro com os protestos.

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