terça-feira, 2 de abril de 2013

ANA LUZ E A ESCALADA DO EVEREST

Leia isso, depois comento.

A pastora da Igreja Luterana de Criciúma, Ana Lúcia da Luz, viaja no domingo, junto com mulheres de outras partes do mundo, para escalar o monte Everest, no Nepal, para chamar a atenção ao problema de tráfico internacional de pessoas. Acompanhada de outras 40 mulheres – apenas ela e outra são brasileiras – vão encarar 15 dias de escalada. Desde o ano passado ela se prepara fisicamente. (Portal Engeplus)

Vou dividir meu comentário em alguns pontos.

1) O apóstolo Paulo diz que a mulher esteja calada na igreja e aprenda com o marido em casa. Então, já começa errado por ela ser 'pastora', conforme está em I Coríntios 14.35;

2) A viagem precisa da mídia, senão não passará de turismo. Isso dá mais valor para algo meramente humano que a suposta força de Deus. Parecem precisar mais de publicidade do que do Deus do impossível, como costumam chamá-lo;

3) Está claro que a oração não tem valor, pois se tivesse bastaria orarem;

4) Que traficante mudaria de rumo por causa disso?

5) Que governo ou polícias fariam algo além do que já fazem pelo assunto por causa disso?

6) Não seria muito mais útil canalizarem recursos para custear investigações paralelas às das polícias? Digo isso porque é recorrente a corrupção no meio policial. Assim, poderiam fazer um trabalho objetivo. O custo é altíssimo para uma aventura dessas. Na pesquisa que fiz ficaria em 26 mil dólares a expedição mais barata por pessoa. Ela diz que leva 10 mil dólares.

Na entrevista que deu Ana diz que por chegar ao ''teto'' do mundo estaria mais próxima de Deus. Vindo de um cristão a afirmação beira a insanidade religiosa. Afinal, nessa linha de pensamento um mineiro estaria se afastando de Deus a cada vez que descesse aos subterrâneos.

Também ela destaca que o comércio de pessoas é mais comum em países onde há mais miséria. Inclusive diz que no Nepal, para onde vai, há famílias que vendem seus filhos. Na Índia isso também ocorre. Ou seja, a raiz disso está na pobreza, na ausência de dignidade. Mas também está na falta de controle de natalidade, desafio que o governo indiano não tem conseguido vencer por conta da cultura do próprio povo. Algo que vemos no Brasil.

Outro ingrediente está na necessidade do ''mercado'' da prostituição. A demanda vem de homens que querem sexo com crianças.

O tráfico é apenas a manifestação de três problemas e não a causa. Combate-lo não muda suas causas. Isso comprova que a visão dessas mulheres está distorcida e os reflexos serão nulos. Quem vende filho por causa da sua miséria continuará vendendo. Quem vive uma cultura, inclusive religiosa, de não controlar a natalidade vai continuar gerando crianças. Quem quer transar com crianças vai continuar.

De qualquer forma tenha uma boa viagem Ana!

A entrevista de Ana Luz em vídeo você vê AQUI.

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