segunda-feira, 18 de março de 2013

MENINAS, GOZEM! - Entrevista com Rita Rostirolla

Orgasmo feminino ainda carece de discussão. Sim, há alguns dias uma senhora me relatou que só descobriu o orgasmo aos 40 anos. Um testemunho desse me fez pedir à Rita Rostirolla, palestrante, sex personal trainer e professora de sensualidade, que desse algumas dicas e que trouxesse alguma luz para aquelas que ainda têm dificuldades.


André Roldão - Sabe-se que no passado orgasmo era coisa para poucas mulheres. Ainda hoje é problema entre elas?

Rita Rostirolla - Mesmo com tantas conquistas, liberdade e informação, orgasmo ainda é um problema para muitas. Pelo menos hoje ela está em busca do seu prazer sem tanta culpa, medo ou preconceito, mas mesmo assim tem dificuldade em alguns momentos.

AR - Quais são as barreiras que enfrentam para gozarem?

RR - Muitas são as barreiras, mas mesmo assim ainda conseguimos chegar lá muitas vezes com todos esses empecilhos... Nossa cultura é repressora, onde os homens “comem todas” e são garanhões por isso, e a mulher que toma a iniciativa ainda é vista como vadia e vulgar por muitos deles que exigem que ela seja mais solta na cama, mas quer uma virgem na hora de casar. Muitas ainda sofrem com a síndrome da “boa moça” por conta disso. Também somos auditivas e sinestésicas, isso por si só pode atrapalhar na hora H. Não adianta o cara ir direto ao ponto G se não houver um bom chalala antes... Falta de preliminares ou mal feitas também atrapalham. Não somos objetivas e visuais como o homem, coisa que facilita, e muito, ir direto ao ponto pra eles. Somos subjetivas. Adicione a tudo isso o fato da mulher usar a visão periférica, ou seja, por conta disso faz inúmeras coisas ao mesmo tempo, como estar transando e pensar na conta negativa, no sapato que viu numa vitrine, prestar atenção no que está passando na TV, se tem pó em cima da cômoda, na posição que está tão excitante, mas que não a favorece esteticamente... e muita vezes ainda consegue ter o tal do orgasmo em meio a isso tudo!

AR - A mulher muda sua forma ou intensidade do orgasmo com o tempo?

RR - Podemos dizer que sim, quando o tempo é um aliado para o autoconhecimento e experiência. Ela aproveita mais, se liberta mais e o orgasmo acontece com mais facilidade e intensidade.

AR - Conhecer o próprio corpo é um fator determinante?

RR - Com certeza. Como disse o sexólogo chinês Jolan Chang, muitas vezes terminamos uma relação sexual decepcionados porque a maioria de nós possuí um precioso violino Stradivarius que nunca aprendeu a tocar. Autoconhecimento, a masturbação, é essencial para descobrirmos nosso prazer. Só assim poderemos ter prazer com outra pessoa de forma satisfatória.

AR - A diversidade de parceiros contribui de alguma forma para elas se conhecerem?

RR - Em alguns casos sim, mas muitas vezes é uma busca inútil se não tiver conhecimento do próprio corpo. Podemos ter uma vida de prazer ao lado de um único homem, assim como podemos ter uma vida sexual medíocre mudando de parceiro todo o final de semana, e vice e versa.

AR - Qual o limiar entre experimentar e sentir-se segura com o parceiro que conhece há anos?

RR - Em primeiro lugar não depende apenas dela. Sensibilidade da parte do parceiro é meio caminho para que uma mulher experimente e se permita sentir mais.

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Um comentário:

  1. EU ACHO Q A MULHER QUE NÃO ATINGE O ORGASMO É PORQUE NÃO CONHECE O SEU CORPO, NÃO RXPLORA, MAS O HOMEM TB TEM UM PAPEL FUNDAMENTAL NISSO TUDO, TEM QUE SER CARINHOSO, TEM Q TER PRELIMINARES, ISSO É MTO IMPORTANTE PARA UMA BOA RELAÇÃO, EXCITA E DÁ PRAZER

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