No momento em que decidi romper com isso, dada a frustração pela distância entre o crido e o vivido, entre o lido e o presenciado, entre um Deus presente e o ausente, a mente viu-se livre para questionar. As questões se avolumaram e acabaram por concretizarem-se em convicções. Uma delas divido com os leitores, que contrapõe-se ao dito controle divino de tudo.
A natureza impôs à mulher ovular uma vez a cada 28 dias, mais ou menos. Passada a gestação ovula novamente. Isso começa, em geral aos 12 anos e termina aos 50 com a menopausa. Minha avó paterna teve seu caçula aos 52 anos. Bem, esse Deus que controla tudo determinou à mulher que fosse mãe aos 12 ou 13 anos e passasse a vida parindo um filho por ano. Em média seria, segundo a Natureza, 38 filhos, pelo menos.
Ao homem essa mesma natureza impôs a produção de milhões de espermatozoides diariamente. O homem pode fecundar duas ou três mulheres por dia. Isso mesmo! Além disso, são milhões dessas células para um fecundar.
Onde está a perfeição e o controle? Ora, não te parece óbvio que se Ele estivesse no controle o homem ejacularia apenas um espermatozoide à mesma época da fertilidade da mulher? Da mesma forma a mulher estaria fértil algumas vezes na vida. Sim, seria exatamente assim. O restante do tempo seria o prazer, digamos.
O que vemos é o absurdo descontrole. Tanto que homens e mulheres totalmente despreparados geram sua prole e a deixam abandonadas por aí. Houvesse um Deus sábio, cuidadoso e amoroso seres humanos viriam ao mundo em contextos muitíssimos diferentes.
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