Longe de responder todas as estas perguntas gostaria que nos reportássemos a um mundo no qual há comunicação sem a complexidade da fala humana: o reino animal.
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| O Polvo é um mestre na mentira. Engana para sobreviver |
Nas relações humanas não vejo outra coisa senão a mesma coisa: autoproteção e ataque. Os discursos contrários são meros romantismos desprovidos de senso de conveniência. Ou seja, sendo necessário, estando qualquer um de nós acuado, mentiremos para nos proteger. Além disso, na competitividade pelo acasalamento ou nos negócios, a mentira é uma arma legítima, segundo se pode conferir na própria Natureza. No caso do acasalamento entre humanos em poucos momentos somos tão mentirosos como quando queremos conquistar uma(o) parceira(o). O que seria a paixão senão um momento dos mais mentirosos? Não fosse isso não teríamos separações conjugais.
O exemplo da natureza é contundente porque não há o ingrediente da mente desenvolvida que temos. Seria um mundo de pureza, de ausência de maldade como entendemos que seja a maldade - fruto de desejo meramente ruim, sem amparo moral ou ético. Entre os animais há a pureza da vida em si, sem condicionamentos das tradições que vemos entre nós. Se neste mundo paralelo ao nosso a mentira é fundamental para a perpetuação das espécies por que não seria entre nós?
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| Na guerra a mentira é estratégia absolutamente necessária |
Depois do fim da Guerra Fria o mundo se viu mergulhado na espionagem industrial. Ora, pesquisadores e empresas que investem em pesquisas precisaram se proteger e, via de regra, mentir para ludibriar quem queira expropriar seus conhecimentos.
Casamentos são preservados por mentiras. Ora, imagine que bem traria à sua relação se você mesmo contasse que transou com outra pessoa num momento de "só sexo"? Nenhum. Muito melhor sossegar, tocar a vida, e deixar aquele instante no esquecimento para manter a paz dentro de casa. "Mas foi traição" - inegável. Ocultar um fato não é o mesmo que dar a ele o status de verdade.
Mais que reclamar da mentira sugiro que façamos como os animais e nos adaptemos às regras do jogo. Se um animal não vê o outro que está camuflado pode usar do olfato para detectar sua presença, por exemplo. Para não cairmos nalguma mentira precisamos de faro, de observação, de atenção aos detalhes.
Por fim, não reclame quando é a sua (in)capacidade de perceber mentiras que está em jogo.
Abração do Roldão.

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Muito bom o texto! A comparação com o reino animal é perfeita.
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