29 novembro 2018

A MAÇONARIA POR UM PROFANO


Quando o editor deste informativo, meu querido amigo Pedro Barcelos, pediu-me um artigo percebi que deveria pesquisar sobre a Maçonaria. Ao mesmo tempo disse que seria um “profano falando da maçonaria”. E, confesso, a palavra “profano” me é muito mais atraente que “sacro”. Assim, decidi por escrever sobre o pouco que JÁ sei. Em momento algum haverá de minha parte qualquer desafio ou crítica maldosa. Apenas uma visão limitada, uma visão distante, misturada com o que penso dos traços de divindade.

Este texto foi publicado na revista "Entre Colunas - Informativo Maçônico"
Aos 17, em 1984, fui para São Paulo estudar teologia na Faculdade Teológica Batista de São Paulo. Não concluí porque as perguntas em minha mente foram mais fortes que o que os estudos puderam me dizer e não sabia lidar muito bem com as frustrações. Em 1987 participei da Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo e por seis meses estive dentro da favela do Parque das Américas, Mauá/SP. Casei-me em 1988 sem “um puto no bolso” e a primeira compra no mercado foi a troca de alimentos por uma máquina de etiquetar preços que achei nas tralhas da garagem de meus pais. Filhos e responsabilidades, desespero por ser o provedor, vivemos na pobreza por muitos anos. Casamento em conflito e orações intermináveis pedindo paz dentro de casa. Não pedia nada além de paz. Tais experiências foram significativas para fortalecer meu ceticismo quanto a qualquer fé que pudesse ter num Deus. Mesmo assim, movido pela dúvida e crendo que o problema era eu, segui cristão até meus 33 anos, no meio evangélico, onde maçons eram seres diabólicos.
Assim, entre tantas curiosidades a respeito da fé, por me achar o problema, li o que pude sobre as mais variadas manifestações de crença e os mais diversos deuses engendrados pela criatividade humana. Nesse sentido tenho a Maçonaria como mais uma entre milhares de crenças. Mais uma que espelha o vazio que são as expressões que colocam um Deus no centro. Contudo, havia algo mais humano na Maçonaria, diferentemente das demais expressões.
No meu raso conhecimento, e volto a dizer que sou um de fora e posso dizer bobagens dignas de desprezo ou risadas, percebi a diferença e singularidade da Maçonaria. Os maçons teriam surgido dentre o que atualmente seriam os arquitetos e engenheiros. Por isso, transitavam entre os principados, reinos e quaisquer formas de domínios tiranos ou políticos europeus, a fim de servirem na construção de fortalezas, castelos, dentre outras edificações que servissem aos interesses do poder. Para que mantivessem seus conhecimentos seguros e exclusivos teria surgido a ideia de que quem divulgasse suas informações pagaria com a própria vida. Imagino que, como vejo nas demais expressões de fé, os rituais foram surgindo até cristalizarem-se no que é hoje. Desconheço completamente como desenvolveram a ideia de que Deus seria algo como um arquiteto.
Na minha ignorância, vendo o compasso e o esquadro na imagem que usam para identificar a Maçonaria, não consigo supor Deus como um arquiteto – o Grande Arquiteto. Tal profissional estuda para propor soluções aliadas à beleza da obra: estética e funcionalidade. E Deus, me perdoem a ousadia, ao propor o mundo em que vivemos, mostra-se um desleixado, um preguiçoso, um ser totalmente desorganizado. Imaginar Deus como um arquiteto soa de tal forma ridículo que só posso reputar isso à recorrente e natural ignorância dos humanos em seus primórdios.
Na minha máxima estupidez desconheço a presença de Deus em qualquer coisa. Mas nada é tão ruim que não possa pior, dizem alguns. Não há razão alguma para existirmos, quanto mais para qualquer tipo de adoração. Deus, o Criador, se basta em si mesmo e, como tal, não precisaria de criação alguma. Aqui trava-se o mais básico dos nossos delírios existenciais. O Criador, perfeito, e o nada, são a mesma coisa, haja visto que se precisasse de algo deixaria de ser o Todo-Poderoso. Ele, por ele, para ele e só. Ou seja, a criação do mundo revela-o carente. Pior, ser cultuado revela-o carente de atenção como um bebe amamentando. Como, por tudo que possa ser sagrado, podemos supor que Ele precise de alguma coisa? Mas, como arquiteto, que remete a alguém que planeja e organiza, vem-me à mente ainda mais desespero tal a fragilidade de quaisquer crenças, sempre limitadas, com respostas humanas e explicações que servem como anestésicos à realidade. O medo da morte e a finitude da vida explicam mais que zilhões de livros.
Assim, para mim, a Maçonaria não faz sentido algum. É mais um arremedo humano sobre o que um grupo de homens gostaria que existisse, satisfazendo seus egos como mediadores de “verdades” ocultadas aos comuns. Sentir-se privilegiado em conhecimentos massageia o ego cristalizado nos estágios que cada um pode almejar, elevando-se de iniciado à mestre grau mil. Deveras todas as expressões de uma suposta divindade seguem os mesmos passos, uma mesma estrutura a refletir os homens e as hierarquias que dividem cegos, iniciados e iluminados.
Hierarquia no conhecimento divino mostra a fragilidade da coisa crida. O conhecimento Dele deveria ser pleno em todos os tempos e lugares. Afinal, é Ele que se daria a conhecer, não revelado em nossa busca em conhece-lo. É Ele que se revela, não eu que o descortino. O Superior determina o que o inferior saberá. Quando um sabe mais que outro Ele errou em revelar-se, ou desgraçadamente, foi seletivo. Um Deus sectário me parece diabólico!
É o que percebo, é o que alcancei das nossas humanidades.
Aos amigos maçons que tenho reputo qualidades de homens bons, comprometidos com valores sociais dignos. E o são como outros de outras crenças, sem privilégios que o conhecimento possa auferir.
Abraço profano!

27 novembro 2018

PROVOCAÇÃO! A inconveniência dos fatos.

Vou te provocar à meditação...
Primeiro, posso resumir minha postura sobre as mulheres da seguinte forma: eduquei minha filha para não depender financeiramente de homem. Ponto!
A provocação é a seguinte:
Em tese, com as exceções que confirmam a regra, numa empresa todas as atividades exercidas por mulheres podem ser exercidas por homens e vice-versa. Numa universidade, por exemplo, da administração à docência, dos controles à limpeza. Há mão-de-obra no mercado para tal? Num caso meramente hipotético, se fora necessário, a empresa não pararia na ausência de mulheres ou de homens. Contudo, a realidade atrapalha, como sempre. Quantas mulheres há no mercado capazes de fazer a manutenção elétrica predial? E ficar dependuradas lavando paredes ou consertando telhado, encanamento, máquinas, pegando animal no pasto, etc? Quantas estão interessadas em chegar no final do dia fedidas e sujas? Quantas desejam a vida competitiva do mercado e da política?
Dizem que a política é machista. Ela é masculina e poucas mulheres se dispõe a um ambiente tão competitivo. A competição não é um desejo das mulheres de um mode geral. Homens gostam! Não reconhecer isso é inviabilizar qualquer discussão produtiva.

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Débora Rodrigues (@deboratruck7), a primeira mulher na F-Truck brasileira
Porque digo isso? Porque noto o foco na exaltação feminina. Ora, essa exaltação mostra apenas que a mulher está inferiorizada. E não é em relação ao homem, mas para consigo mesma. Se entendessem a igualdade como resultado de capacidades, responsabilidades e resultados efetivos, não haveriam porque fazer promoções tão recorrentes. Estariam apenas vivendo em sociedade. Caso aceitem que ainda há conquistas para terem igualdade, muito mais reforça a inferioridade ou um "pedido de permissão ao homem". Se pudessem sem restrições não haveria o que discutir.
Se as mulheres dependessem apenas de si mesmas tudo seria diferente. Culpar o machismo é reforçar a ideia da superioridade do macho. Se a sociedade é machista mostra a incapacidade da mulher de mudar isso, esperando que o homem abra-mão dessa condição. A realidade é dura, mas continua sendo a realidade.
Entendo que a liberdade da mulher é uma concessão do homem. Agressivo isso? Sim, é. Mas verdadeiro. Caso homens decidam que as mulheres fiquem restritas ao lar, elas ficarão. Como ainda vemos em algumas culturas. Nalgumas elas nem podem mostram o rosto, não praticam esportes e não dirigem carros. É a força bruta e armas que decidem liberdades. Assim, fica desconstruída a "conquista", pois conquistar é opor-se à vontade alheia. Concessão é antagônico à conquista. Sem idealismos, as mulheres têm o que homens permitiram.
Vai pensando...
O caso a seguir, publicado pela revista Donna, em abril de 2017, parece-me bem interessante em se tratando de "mundos", masculinos e femininos:
Elton Luís Pereira Anselmo teve a ideia de montar uma oficina mecânica para o público feminino em Porto Alegre. Uma pesquisa de mercado confirmou que havia demanda, e Elton tirou o negócio da prancheta: construiu um ambiente convidativo, asseado, até destinou um espaço para beleza e investiu pesado em divulgação. Nascia assim, no bairro Santa Cecília, a Carro de Mulher.
— Em São Paulo e Brasília, há espaço para esse tipo de oficina. Aqui, não — reflete o microempresário.
O que resta da Carro de Mulher, hoje, é o inusitado piso cor-de-rosa da Emec Centro Automotivo, novo nome da oficina desde maio do ano passado. E o que Elton relata sobre a empreitada é bastante simbólico sobre a relação das mulheres com os seus veículos.

— Mesmo entre as mulheres que se tornavam clientes, com o tempo eu acabava lidando com os maridos ou irmãos delas. Elas pediam para eles virem consertar o carro. Por um lado foi bom, porque troquei (a oficina) de nome e não as perdi como clientes — conta.

PERON, GETÚLIO, JANGO E O NAZISMO

Há várias teorias sobre o nazismo, ora baseadas nos escritos oficiais do Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (ativo entre 1920 e 1945) de época, ora nos descaminhos da Alemanha com o holocausto judeu (que também matou não-judeus apenas pela ascendência, além de outros grupos minoritários). Mas nada como a sucessão de fatos que transcendem a Segunda Guerra para elucidar algumas coisas. Antes, porém, é bom lembrar que a preparação nazista para a militarização da Alemanha, e posterior invasão da Polônia, se deu em terras da União Soviética, sem a qual Hitler não teria como esconder suas intenções do resto da Europa. Além disso, tão logo ascendeu ao poder o partido alemão começou a receber recursos de Joseph Stalin, o genocida bolchevique. A propalada perseguição nazista aos comunistas está no espectro do desejo absoluto de poder e é, obviamente, posterior ao abraço fraternal entre ambos.
Mesmo durante o conflito os nazistas encontraram na Argentina de Juan Domingo Perón (1946-1952) um belo refúgio para espólios de guerra. Findo o conflito fugitivos foram recebidos de braços abertos. Inclusive com cargos no governo peronista. Algo incontestável, tais os documentos e imagens da época. Perón era inegavelmente de esquerda. Financiou Getúlio Vargas, amicíssimo do fascismo (parceiro do nazismo) na campanha de 1950, por exemplo.


Em 10 de abril de 1938, Buenos Aires, a maior celebração nazista fora da Europa

Uma coisa leva a outra se conectadas por laços fortes. Nazistas acolhidos por Perón, Perón financia Getúlio, que financia Brizola, que financia Jânio Quadros e João Goulart. Estes condecoram o assassino esquerdopata Chê Guevara e dão as mãos ao partido Comunista chinês. Assim, numa cronologia perfeita, num alinhamento de posturas incontestável, temos mais um forte argumento contra os tais que insistem em dizer que o Nazismo é de Direta.
Sei bem que quem quer que uma coisa seja de um jeito, a despeito das comprovações, não verá o óbvio. Contudo, fiz este texto na ânsia de alertar os indecisos.

22 novembro 2018

O DIA MARIELLE FRANCO E O DESPREZO ÀS OUTRAS

Está no Globo de hoje: "RIO — O Governador do Rio, Luiz Fernando Pezão, sancionou nesta terça-feira a lei que cria o "Dia Marielle Franco - dia de luta contra o genocídio da mulher negra" no estado. A Lei 8.054/18 determina que o dia 14 de março, data em que a vereadora e seu motorista, Anderson Gomes, foram assassinados, seja incluído no calendário oficial do Rio. A medida foi publicada no Diário Oficial desta quarta. O texto é de autoria da deputada estadual Enfermeira Rejane (PCdoB)."

Dia 14 de março será Dia Marielle Franco contra o genocídio da mulher negra Foto: Guilherme Pinto 08-06-2018 / Agência O Globo

Ora, de imediato salta aos olhos que, no mesmo episódio, o motorista foi morto. Nada sobre ele, pois é homem. A morte de uma mulher negra é mais importante. Diriam alguns que isso se dá porque ela, e não ele, era militante social e política, ou coisa que o valha. Isso só seria possível afirmar se o crime fosse desvendado. Como não há autoria, não há motivação. Há várias hipóteses para um caso assim: ela morreu, mas o alvo era ele; mataram a pessoa errada; envolvida com o crime, foi queima de arquivo; e assim por diante. Há muitas possibilidades e por ora fica impossível apontar causas.

Além disso, fica outra questão absurda: e as demais mulheres? Qual o princípio moral para privilegiar a cor da pele por conta da morte de uma mulher? O que teria para dizer às demais mulheres, de diferentes cores de pele, a deputada estadual Enfermeira Rejane? Que são menos importantes?

E o uso da palavra "genocídio" fica completamente desvinculada da realidade. Seis milhões de ucranianos mortos de fome pelo regime stanilista entre 1931 e 1933 é genocídio; seis milhões de judeus mortos em campos de concentração nazistas é genocídio. 20 milhões de chineses mortos por Mao Tsé-Tung é genocídio. Adiante argumentar com quem muda até o significado das palavras? Resta lamentar.

Por fim, como combater um crime que não escolhe etnia, escolhendo uma etnia para ser defendida?
Este caso é mais um, dentre tantos, da vitimização grosseira em descompasso com a realidade. Desprezo e valorização da mulher conforme sua cor não cabe mais num mundo que deseja ardentemente livrar-se das amarras da divisão burra da sociedade.

01 novembro 2018

AUXÍLIO SAÚDE DOS DEPUTADOS CATARINENSES

Deputados da Assembleia Legislativa de Santa Catarina usufruíam de reembolso ilimitado para gastos com saúde desde 1992 até o mês de setembro deste ano, quando encerraram este benefício. Na tabela abaixo, segundo publicação do Notícias do Dia, confira o que gastaram os deputados, em destaque os do Sul do Estado, este ano.

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Fernando Mendes/Arquivo/ND

(Matéria completa no ND Online)

"Gastos com auxílio saúde passaram dos R$ 4 milhões na Assembleia Legislativa Dos 40 parlamentares, 21 votaram pelo fim do auxílio. Entre os 19 que não compareceram à sessão, pelo menos 11 usaram o saúde.

Foi no fim da legislatura de 1992 que os deputados catarinenses aprovaram, em uma tramitação relâmpago de seis dias, a resolução 90/92. A partir da data, todos os parlamentares poderiam reembolsar, em valor ilimitado, qualquer tipo de gasto médico. Ao longo de 26 anos, o reembolso com o chamado auxílio saúde na Alesc (Assembleia Legislativa de Santa Catarina) foi um mistério.
No momento que deputados catarinenses votavam a suspensão do auxílio saúde, os gastos da casa com base na resolução já passavam dos R$ 4 milhões —um aumento de quase R$ 400 mil em dois meses. Na tribuna, não teve parlamentar que se opôs à matéria, mas quase metade dos deputados não compareceu à sessão.

A equipe do Notícias do Dia só conseguiu compilar e analisar os gastos com saúde dos deputados com a utilização de técnicas da computação acessar os dados, algo praticamente impossível de ser feito manualmente. A falta de transparência a Alesc sobre os gastos públicos, já evidenciado pelo TCE (Tribunal de Contas do Estado) e amplamente noticiado parece algo mais antigo do que se imagina."

Como foi a votação e os gastos de cada em 2018:

DEPUTADOPARTIDOCOMO VOTOU?PEDIU REEMBOLSO?
Ada De Luca (MDB) SimNão
Ana Paula Lima (PT) SimNão
Antonio Aguiar (PSD) AusenteNão
Carlos Chiodini (MDB) AusenteNão
Cesar Valduga (PCdoB) AusenteSim, R$ 4.720,00
Cleiton Salvaro (PSB) AusenteSim, R$ 18.728,00
Darci de Matos (PSD) AusenteNão
Dirce Heiderscheidt (MDB) SimSim, R$ 26.788,29
Dirceu Dresch (PT) SimNão
Dr. Vicente Caropreso (PSDB) AusenteNão
Fernando Coruja (PODE) SimNão
Gabriel Ribeiro (PSD)AusenteSim, R$ 60.869,72
Gelson Merisio(PSD)SimNão
Ismael dos Santos (PSD) AusenteSim, R$ 4.720,00
Jean Kuhlmann (PSD) SimNão
João Amin (PP) SimSim, R$ 3.750,00
José Milton Scheffer (PP) AusenteSim, R$ 4.420,00
Kennedy Nunes (PSD) SimSim, R$ 7.440,82
Leonel Pavan (PSDB) SimSim, R$ 11.580,00
Luciane Carminatti (PT) SimNão
Luiz Fernando Vampiro (MDB) AusenteNão
Manoel Mota (MDB) SimNão
Marcos Vieira (PSDB) AusenteNão
Mario Marcondes (MDB) AusenteNão
Maurício Eskudlark (PR) AusenteSim, R$ 11.470,00
Mauro de Nadal (MDB) AusenteSim, R$ 7.591,00
Milton Hobus (PSD) SimSim, R$ 2.199,00
Moacir Sopelsa (MDB) AusenteNão
Narcizo Parisotto (PSC) AusenteSim, R$ 3.820,00
Natalino Lázare (PODE) SimSim, R$ 73.228,07
Neodi Saretta (PT) SimSim, R$ 4.420,00
Padre Pedro Baldissera (PT) SimNão
Patrício Destro (PSB) SimNão
Ricardo Guidi (PSD) AusenteSim, R$ 11.947,81
Rodrigo Minotto (PDT) AusenteSim, R$ 65.648,34
Romildo Titon (MDB) SimSim, R$ 4.420,00
Serafim Venzon (PSDB) SimNão
Silvio Dreveck (PP) SimNão
Valdir Cobalchini (MDB) AusenteSim, R$ 4.420,00
Valmir Comin (PP) SimNão
Aldo Schneider(MDB)Morreu em 19/8Sim, R$ 3.694.762,44