Respondi que não havia motivos para temer, pois a vida em nada fazia diferença. Ressaltei que fazia diferença para o cidadão comum. O sujeito bovino, aquele que vive à mercê dos mandos da sociedade, da família, de convenções e não é capaz de arrazoar sobre o óbvio. Enfim, a maioria. Mas não fica só nisso.
Há um grupo bem interessante que usa este medo a favor de si ou de suas ideias de dominação. Os políticos, líderes religiosos e os que fizeram da guerra um meio de vida ao longo dos séculos. Homens que, em nome de Deus, seja lá qual for o Deus, impuseram o que quiseram, promovendo a devastação da paz, genocídios, fome, migrações desesperadas e toda a sorte de infortúnios.
Não precisaria dizer. Porém, faz-se necessário pela pouca observação do óbvio que noto: Ele, o Eterno, nada faz para proteger os inocentes. E se seguem os mesmos inocentes a dizer que respeita o livre arbítrio, que não impõe Sua vontade etc etc etc. Parece que falam da Madre Tereza de Calcutá, como se Deus tivesse que respeitar umas vontades em detrimento de outras vontades. Quiçá houvesse respeito pelo desejo de se viver em paz.
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