A despeito de ser ou não uma premissa verdadeira, essa frase e o todo de seu pensamento, demonstra que ele foi absurdamente preconceituoso sob dois aspectos: coletivismo, negando ao indivíduo o ser distinto de seu meio e, por óbvio, faz uma clara e inequívoca distinção de raças (etnias).
Não vamos negar que o meio influencia o indivíduo, o qual, em geral, deixa-se conduzir pela maioria (deixar-se é muito diferente de ter que seguir por uma imposição externa). Essa, por sua vez, é o resultado da soma dos indivíduos. A cultura é uma forma de determinismo, mesmo sendo espontaneamente mutável. E em se tratando de grupos étnicos vemos que uns se sobrepõem a outros, nos mais diversos aspectos. Contudo, não explica o todo do nosso comportamento. Tampouco explica as possibilidades de nossa vontade pessoal, íntima.
O fato dele pensar assim não me surpreende, bem coisa de sua época, tampouco digo que está errado. Afinal, os brancos europeus tornaram-se mais poderosos por seus próprios méritos, com sangue, brigando por espaço e poder. Não ganharam nada pelo fato de serem brancos, de olhos azuis. Enquanto isso, nos mesmos períodos, os negros africanos travam lutas tribais, não desenvolveram tecnologias, altamente escravocratas e o resultado é o que todos veem. O que chama a atenção é que seus seguidores não reconhecem isso em seu próprio mestre. Ao dividir a humanidade em Capital e Trabalho ousou eliminar a diferença entre as raças. Eis uma contradição.
De todos os erros do pensamento marxista, o coletivismo, traduzido há décadas através do socialismo, é o mais agressivo. Apesar de sua vida pessoal não apontar na direção de sua pregação o tratamento dado ao indivíduo, subordinado aos interesses do todo, torna seus princípios ideológicos coisa para tolos.
E é de tolos a composição da massa que segue esse sujeito.
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