"Foi assim que nós, em janeiro de 2003, propusemos ao nosso companheiro, presidente Chávez, a criação do Grupo de Amigos para encontrar uma solução tranqüila que, graças a Deus, aconteceu na Venezuela. E só foi possível graças a uma ação política de companheiros. Não era uma ação política de um Estado com outro Estado, ou de um presidente com outro presidente. Quem está lembrado, o Chávez participou de um dos foros que fizemos em Havana. E graças a essa relação foi possível construirmos, com muitas divergências políticas, a consolidação do que aconteceu na Venezuela, com o referendo que consagrou o Chávez como presidente da Venezuela. Foi assim que nós pudemos atuar junto a outros países com os nossos companheiros do movimento social, dos partidos daqueles países, do movimento sindical, sempre utilizando a relação construída no Foro de São Paulo para que pudéssemos conversar sem que parecesse e sem que as pessoas entendessem qualquer interferência política. Foi assim que surgiu a nossa convicção de que era preciso fazer com que a integração da América Latina deixasse de ser um discurso feito por todos aqueles que, em algum momento, se candidataram a alguma coisa, para se tornar uma política concreta e real de ação dos governantes. Foi assim que nós assistimos a evolução política no nosso continente." (texto completo aqui)
Este texto parece inofensivo. Porém, é da maior gravidade por dois aspectos: na condição de presidente da República suas ações devem ser informadas ao Congresso Nacional e atuar em políticas externas é dever ou função do Itamaraty. Lula, de uma só ação, descumpriu requisitos básicos da Constituição e permaneceu incólume por oito anos. E essa foi uma das suas primeiras ações no poder, o que demonstra quais eram suas maiores preocupações ao chegar no Planalto.
Essa atuação de Lula, contrária aos interesses da Nação, estabelece a possibilidade de outros tantos casos. Afinal, quem faz uma vez pode fazer outras tantas. Ainda mais em se tratando de um discurso feito três anos depois desse verdadeiro crime. Não é um detalhe, é coisa muito grave para quem ocupou o cargo em que estava à época. Além disso, mostra o quanto é coisa de interesses bem específicos, pois em nada interferiu nos crimes políticos de seu amigo Fidel Castro, por exemplo. E nem desejava, pois o próprio Fidel é idealizador do Foro de São Paulo com Lula.
Deste sua origem o Foro é um desvio da democracia, mesmo tendo em seu conteúdo essa palavra e a ela se referir como norteadora. Todos os textos desses encontros apontam para a posse do poder em nome de uma vontade que eles supõe ou atribuem ao povo, quando não é assim. São algozes da democracia! Só não estão tomando o poder como querem porque nossas instituições e nossa economia não permitiram, pelo menos até o momento.
Lula não é e nunca foi um democrata, mesmo chegando ao poder pela democracia. Resta-nos saber o que Dilma anda fazendo. Ou o que não faz como caracterizado em sua visita a Cuba. O PT no poder máximo do Brasil é um risco inimaginável.
Não entendi nada. Você está criticando o Lula por uma transgressão técnica - fazer política externa sem aviso ao Congresso? Só isso? Sem analisar qual a política externa que ele fez? Criticando-o pela mera possibilidade dele ter feito isso outras vezes? E ainda fala em crime? Sério mesmo?
ResponderExcluirNem sei o que dizer frente a essa tamanha tempestade em copo d'água.
E desde quando o presidente do Brasil tem que ficar se metendo nos crimes políticos de outros países? Cortemos, então, as relações políticas com China, Oriente Médio, Europa e EUA então. Oras, convenhamos, os EUA são muito mais criminosos que Cuba. Idem para a Inglaterra e sua política desonesta para colocar as mãos no petróleo das Ilhas Malvinas.
Se não entendeu bastaria perguntar.
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