28 setembro 2025

A DESTRUIÇÃO DO QUE NÃO CONSTRUÍRAM

As mulheres sempre foram, para mim, alvo de desejo quase extremo (não sei ao certo o que seria um "extremo"). Impulso biológico de acasalamento, por óbvio. Coisa que não se define com a razão, não temos domínio pleno, exceto em controlar para evitar conflitos e se preservar de confusões. Porém, ao convivermos com elas a confusão é inevitável. Na minha inexperiência da juventude, regido pela ideia de ser um homem exemplar e seguir a ideia de santidade dos textos do apóstolo Paulo, na Bíblia. Algo que, hoje, vejo fantasioso.

Nesse contexto de conflitos e ansiedades, exalando desejos de homem, topei, lá pelos anos de 1990, com o livro A República de Platão. Logo no início há um pequeno diálogo que saltou aos olhos e que me impactou, quando Céfalo fala a Sócrates:

De uma feita, mesmo, estando eu na companhia do poeta Sófocles, alguém lhe perguntou: Como te achas, Sófocles, no que respeita aos prazeres do amor? Ainda consegues unir-te a mulheres? Ao que ele respondeu: 'Cala-te, amigo! Estou mais do que satisfeito por me haver libertado disso, como quem conseguiu escapar de um senhor despótico e violento!'.

Na época, diante de um livro escrito há quase 2.500 anos, onde, supostamente, as mulheres eram plenamente dominadas, os desejos masculinos e elas não seriam problema. Mas eram. E, se eram e continuam sendo, temos algo a ser avaliado.

Muito antes desse in site, havia lido, como cristão dedicado, em Provérbios de Salomão que "É melhor morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa e irritadiça" (Provérbios 21:19). Mas eu não admitira, com meus 20 anos, que havia mulher assim. Iludido, cria que, se fosse um bom homem, teria uma boa mulher. Da mesma, forma, ainda adolescente, discutindo a intenção de ter uma esposa no sagrado matrimônio, abençoado pelo Todo Poderoso, não entendia a dimensão do celibato: "Estás livre de mulher? Não busques mulher" (1 Coríntios 7:27).

No contexto e intenção de ter um casamento exemplar li vários livros. Todos, todos mesmo, ao que me lembro, apontavam para o homem, em diversos comportamentos, de como ter uma boa companheira e uma vida abençoada. Dicas maravilhosas de manifestações de carinho, com bilhetes, flores e declarações de amor, imaginando chegar em casa em encontrar ali o meu refúgio, deitava e acordava no desencanto. Sinto pulsar a raiva neste momento, pela minha estupidez em ter acreditado... Sigamos!

A vida deu muitas surras! E, lá pelos meus 40 anos comecei a admitir quão difíceis são as fêmeas e que as dificuldades da convivência estavam além do meu comportamento. Até aquele momento a culpa era minha. Libertado desse peso, tropeçando aqui e ali nas informações pouco disponíveis, já que movimentos como Red Pill e MIGTOWN surgem bem depois, pude ver que está nelas a impossibilidade de paz em casa. Separado por alguns anos, pude deleitar-me com muitas e usá-las (sendo igualmente usado) apenas para sexo. Até na cama do casal farreei com esposas. Algumas pediram para serem chamadas de "putas", com tapas na bunda e puxões de cabelo. Pois é!

Entenda, se homens admitiam, há séculos, como veremos a seguir, tal dificuldade, como eu, tolamente poderia viver algo diferente?

Note o que o filósofo Immaneul Kant, que nunca se casou, disse entre 1764 (aos 40 anos) e 1794:

"A sabedoria das mulheres não é raciocinar, é sentir." (Em tradução literal: "A filosofia dela não é raciocinar, mas sentir.")
"As mulheres, como as crianças, são... "cidadãos passivos".
"As mulheres intelectuais "bem que poderiam ter uma barba" e carregam seus livros "para que as pessoas vejam que ela tem um".

Kant observou que as mulheres não são racionais. São movidas por intuição e aparência, não por razão. "Uau! Que misógino!", diriam.

Mas temos textos ainda mais impactantes e severos, como os de outro filósofo que não se casou, Arthur Schopenhauer, o qual escreveu em 1851:

"As mulheres são o sexus sequior [o segundo sexo], em todos os sentidos... É preciso apenas olhar para a forma feminina para perceber que ela não se destina nem a grandes trabalhos mentais nem a grandes trabalhos físicos."
"As mulheres permanecem crianças toda a vida, vendo apenas o que está próximo, agarrando-se ao presente, tomando a aparência de uma coisa pela realidade e preferindo ninharias aos assuntos mais importantes."
"Elas [as mulheres] existem inteiramente para a propagação da raça, e seu destino se encerra aí."
"Se as leis dessem às mulheres os mesmos direitos dos homens, elas também deveriam tê-las dotado de intelectos masculinos." 

Chocante? Grosseiro? Falso? Nada disso. Apenas observou a natureza e comportamentos delas. "Não generalize", diria a mulher descrita por estes filósofos. Ora, bebezão, generalizações, como estas, se confirmam nas exceções. Além disso, as redes sociais não estão atochadas da superficialidade feminina, com suas selfies, textos emocionais e desejos de príncipes sem serem princesas? Não vemos as meninas lançando-se ao mundo da sensualidade em desprezo à construção de uma família sólida para a farra dos canalhas?

Para minha total tristeza, demorei demais para entender tais dinâmicas e saber que minha postura foi errada logo de início. Os homens mais velhos, quando da minha juventude, não sabiam expressar o que viviam. Não lembro de um adulto dar qualquer orientação. Homens cometem o erro de não admitir seus conflitos, inseguranças, e o quanto estão sem saber o que fazer diante da irracionalidade feminina. Assim, enganado pelo cristianismo e suas "promessas" e por líderes bestializados, crentes em seres fantasiosos que os libertariam por milagre, fiquei cego. Hoje entendo porque os bares estão cheios de homens!

Bem, agora temos acesso a todo o tipo de informações e há uma tensão fortíssima da legislação que privilegia as mulheres, tiram a liberdade e bens dos homens. Assim, "cai quem quer" nas armadilhar do encantamento sexual. Elas são capazes do sexo mais incrível para amarrar um homem e depois trata-lo como filho a ser mandado em casa. Passam a atormentar com picuinhas domésticas, para as quais homem algum tem interesse. Exigem tudo e entregam o que podemos comprar sem passar humilhações ou tratamento grosseiro. Ao final, de companheiras desejadas a inimigas ferrenhas, capazes de toda a sorte de apunhaladas em nome de sua "felicidade" e do que dizem merecer.

A conclusão a que chego, como um bom ateu, é da total inexistência de sentido nesta vida. Aquilo que seria a maior das construções humanas, a FAMÍLIA, filhos e um lar para repousar em paz, torna-se quase impossível de ser alcançado. Uns raros conseguem, devo admitir. Também me parece razoável aceitar o porquê das culturas antigas restringirem tanto a liberdade da mulher. Em estando livres promovem a destruição dos vínculos familiares, constroem relações fúteis e estaríamos extintos como espécie. Estamos aqui por obra do HOMEM.

E o que posso dizer aos mais novos? Nada muito além dessa exposição ou meu desejo de que tenham a sorte de toparem com uma exceção. E fiquem com este clássico de Jean-Léon Gérôme, A Verdade saindo do Poço (1896):


A Verdade e a Mentira se encontram um dia. A Mentira diz à Verdade: Hoje é um dia maravilhoso! A Verdade olha para os céus e suspira, pois o dia era realmente lindo. Elas passaram muito tempo juntas, chegando finalmente ao lado de um poço. A Mentira diz à Verdade: ‘A água está muito boa, vamos tomar um banho juntas!’ A Verdade, mais uma vez desconfiada, testa a água e descobre que realmente está muito gostosa. Elas se despiram e começaram a tomar banho. De repente, a Mentira sai da água, veste as roupas da Verdade e foge. A Verdade, furiosa, sai do poço e corre para encontrar a Mentira e pegar suas roupas de volta. O mundo, vendo a Verdade nua, desvia o olhar, com desprezo e raiva. A pobre Verdade volta ao poço e desaparece para sempre, escondendo nele sua vergonha. Desde então, a Mentira viaja ao redor do mundo, vestida como a Verdade, satisfazendo as necessidades da sociedade, porque, em todo caso, o Mundo não nutre nenhum desejo de encontrar a Verdade nua.





10 setembro 2025

UM TEXTO APÓCRIFO DENTRO DO NT

No capítulo 5 do evangelho de João é descrito um episódio muito interessante. Tratemos a narrativa como se verdade fosse. Ei-lo:

O tanque de Betesda em homenagem ao Deus romano da cura, Asclépio
² Ora, em Jerusalém há, próximo à porta das ovelhas, um tanque, chamado em hebreu Betesda, o qual tem cinco alpendres. ³ Nestes jazia grande multidão de enfermos, cegos, mancos e ressecados, esperando o movimento da água. ⁴ Porquanto um anjo descia em certo tempo ao tanque, e agitava a água; e o primeiro que ali descia, depois do movimento da água, sarava de qualquer enfermidade que tivesse.⁵ E estava ali um homem que, havia trinta e oito anos, se achava enfermo. ⁶ E Jesus, vendo este deitado, e sabendo que estava neste estado havia muito tempo, disse-lhe: Queres ficar são? ⁷ O enfermo respondeu-lhe: Senhor, não tenho homem algum que, quando a água é agitada, me ponha no tanque; mas, enquanto eu vou, desce outro antes de mim. ⁸ Jesus disse-lhe: Levanta-te, toma o teu leito, e anda. ⁹ Logo aquele homem ficou são; e tomou o seu leito, e andava. E aquele dia era sábado. ¹⁰ Então os judeus disseram àquele que tinha sido curado: É sábado, não te é lícito levar o leito.


Estava cá num culto e a "pastora" usou este texto para falar do poder de Jesus e da importância da fé. Todo o floreio se resume nisso. Mas nada que remetesse a um estudo do texto e, obviamente, como fazem os manipuladores, usou-o apenas para validar o discurso de milagres e prosperidade.

A primeira coisa a ser dita é sobre o contexto. Não há qualquer registro histórico ou arqueológico sobre anjo agitando água. O tanque é obra romana, dedicada ao deus da cura, Asclépio. Para complicar ainda mais, este capítulo, para muitos estudiosos, foi adicionado muito tempo depois, já que não consta dos papiros mais antigos. Ou seja, uma superstição secular do império que reforça a ideia de que o NT foi uma "seleção" do imperador Constantino com vistas a manter a dominação do povo (como fica claro em Romanos 13.1-7).

Indo adiante, esse capítulo é absolutamente claro em seu objetivo: agredir a ideia do Sábado. Também é evidente que nada há contra o que é dito sobre o anjo agitar a água. Ora, Jesus não nega, nem qualquer texto no Novo Testamento. Pelo contrário, o texto afirma que a água ERA agitada por um anjo.

Agora a parte mais estranha. Da mesma forma que o anjo curava um a cada vez, Jesus foi lá para curar apenas um, em total desprezo aos demais. Também o sortudo não precisou de fé e, sequer, conhecia o Mestre. Está ali APENAS um Jesus que quis confusão contra o "guardar o sábado". O pobre moribundo foi uma ferramenta. Este episódio faz lembrar de outro, desse mesmo Deus, quando o povo fugia do Egito e perambulava no deserto, em Números 15:32-36.

Estando, pois, os filhos de Israel no deserto, acharam um homem apanhando lenha no dia de sábado. E os que o acharam apanhando lenha o trouxeram a Moisés e a Arão, e a toda a congregação. E o puseram em prisão, porquanto ainda não estava declarado o que se lhe devia fazer. Disse, porém, o Senhor a Moisés: Certamente morrerá esse homem; toda a congregação o apedrejará fora do arraial. Então toda a congregação o levou para fora do arraial, e o apedrejaram com pedras, e morreu, como o Senhor ordenara a Moisés.

Assim, os seguidores da vontade divida manifestada lá atrás, achavam-se corretos e prontos para matar aquele homem que saiu carregando sua cama. Sim, ordem de Jeová. Que mestre divino colocaria a vida de um doente em risco em função de calendário?

Temos no verso 13 algo inadequado à misericórdia e avesso a um líder: "¹³ Jesus se havia retirado, em razão de naquele lugar haver grande multidão". Estaria com medo do povo?

No verso 14 surge aquilo que fundamentou a superstição durante séculos dentro da fé cristã: "¹⁴ Depois Jesus encontrou-o no templo, e disse-lhe: Eis que já estás são; não peques mais, para que não te suceda alguma coisa pior". Doença não era, para esse Jesus, um caso biológico de contaminação, ou herança genética, ou mesmo maus hábitos alimentares. Era resultado de pecado. Poucas coisas são tão desconectadas da realidade quanto tal afirmação porque quem deixaria de pecar?

Enfim, os mestres dos púlpitos não observam detalhes para que não seja ameaçada a razão de estarem no púlpito.