23 janeiro 2021

A MENTE MENTE

Esse papo de "crescimento espiritual" não faz parte das religiões primitivas, as originais, incluindo o judaísmo (pai do cristianismo). A relação era com as forças da natureza e ameaças ao plantio. Ou seja, Deus era uma questão de alimentação num mundo em que as pessoas não faziam a menor ideia do porquê do vento, da chuva e das pestes. Eis uma das razões de serem politeístas: as forças da natureza eram compreendidas como deuses opondo-se mutuamente pelo fogo, água etc.

O monoteísmo surge alguns milhares de anos depois. Mesmo assim há um "façamos" no Gênesis bíblico. Vale notar que o tal Jesus veio com um "meu reino não é deste mundo", apontando para uma desconexão com a Terra, vida de pobreza, sem conquistas humanas terrenas efetivas. Entretanto, os conflitos continuaram pela mesma razão: sobrevivência. O cristianismo não trouxe nada para o tal "mundo melhor" porque não é este o seu objetivo. Seu foco é exclusivamente o que vem depois desta existência. Tanto que "olhai os lírios do campo" é a máxima da passividade e renúncia desta vida.

A relação material no espiritual se perpetua

Por outro lado, cristãos insistem em um Deus que resolva dores de barriga, dê outro emprego, um carro e agradinhos, como um dia na praia. O Céu não importa. Diante da possibilidade de morte a reivindicação de continuar aqui impera. Constata-se facilmente que de espiritual não tem nadinha nesse crescimento.

Mas, para quem insiste na ideia, causa-me a impressão de mera massagem intelectual na busca de ser superior ao outro, possuindo uma tal Verdade insofismável que dá uma certa paz. Como não têm compromisso com verdade alguma apelam para o Universo, conexões com espíritos improváveis e coisas do gênero que não tornam suas vidas melhores em nada.

Trata-se somente da mente mentindo. É como um sonífero, um analgésico, uma forma de alívio. Sequer é possível entender, caso houvesse, a relação com a informação recebida e um espírito melhorado. O sujeito estuda aquilo que confirma seu desejo de verdade, frequenta reuniões, insere-se num grupo e torna isso algo algo paralelo à sua vida terrena. Por trás disso apenas o medo de acabar num lugar pior que aqui. Um verdadeiro "cu na mão"!

O fato no que digo fica explícito pela diversidade. Ora, cada religião, ou ideia supostamente espiritual, aponta para um caminho diferente, opondo-se à ideia de UM Deus, ou um caminho. Ao mesmo tempo dita normas para esta vida. As expressões tão diferentes mostram origens diferentes e resultados diferentes. Assim, o tal crescimento não pode haver com essas características. Ainda mais que cada um apega-se ao que naturalmente atende às suas necessidades.

Houvesse um tal crescimento espiritual, haveria apenas uma receita, uma fonte, um meio. Ou o espírito de um difere do de outro em sua natureza? Além disso, o Autor não permitiria concorrência. Ou se permite, não condenar alguém pela liberdade de optar.

A COBRA TEOLÓGICA

Vendo vídeo do professor Jonathan Matthies*, sobre a história judaica, em sua 5ª edição trata do surgimento de Satanás na teologia bíblica. Segundo Matthies, somente no início da era comum, concomitante ao surgimento do cristianismo, aparece a ideia de que a serpente do Éden era Satã. Antes era apenas um animal. Significativo saber que havia rabinos sugerindo isso na mesma época em que aparece a nova religião tendo como pilar a própria pessoa do Mal. Porém, voltando ao texto de Gênesis, capítulo 2, algo me ocorreu. A astúcia da serpente, induzindo Eva à desobediência, depõe contra a ideia de um mundo puro, asséptico, do Jardim. Ou o mal se resumia apenas ao ato de comer da fruta da árvore? Ficou claro que mentiras, traições e, portanto, o pecado, já faziam parte daquele ambiente. Ou Heloim não sabia dos atos da serpente?

E a pergunta sem resposta: Como uma serpente sabia de algo que o casal não sabia? A serpente, pelo visto, tinha suas fontes na assessoria jurídica do Trono e conversava às escondidas com anjinhos furtivos. Mesmo que evidente, podemos apenas inferir, pois não há nada na Bíblia dizendo se o mal estava ou não no Éden.

Matthies também faz uma observação assustadora e absolutamente coerente com a narrativa bíblica: Deus é a origem de tudo, do bem e do mal, na teologia judaica até o 4º século antes da Era Comum.

Em 2006, lendo o Dicionário de Filosofia, de Voltaire, escrito em 1764, aprendi algo absolutamente simples, mas que em 33 anos de "escola dominical" não havia aprendido: que não há Céu e nem Inferno na Torah, tampouco em Salmos etc. A relação com Jeová é terrena e se perpetuava nos descendentes. Por isso, na Lei Mosaica estava determinado que, se um homem casado morresse sem descendentes, seu irmão deveria ter um filho com a cunhada para perpetuar a vida do falecido. Em Gênesis 38 Onã recusou cumprir este papel e o próprio Deus o matou (verso 10). A ideia de "vida eterna" veio com o cristianismo. Só não confunda com Enoque que não passou pela morte física.

Vê-se facilmente que a doutrina, ou dogmas, foram fruto de um processo de pensamentos sobre Deus durante mais de 1.000 anos. Contraria-se, assim, o que se entende por REVELAÇÃO. É o homem definindo o que seja Deus, não Deus dizendo o que é e como quer ser visto. Ora, um Deus mudaria de pensamento? O "mesmo ontem, hoje e eternamente" passa a ser questionável? Eis aqui a decisão de fechar os olhos para tais grosserias ou aceitar que esse Deus, especificamente, não existe, sendo fruto de devaneios humanos.

*Vídeo completo AQUI.

20 janeiro 2021

SEPARATISMO - OPÇÃO NATURAL

Sou um separatista convicto. Creio que união, tudo junto e misturado, não reflete nosso modo de vida primitivo, bem como o hodierno. Contudo, isso não significa conflito. Pelo contrário, elimina muitas das possibilidades de confrontos. Então, permita-me explicar.

Desde animais formamos grupos, famílias, clãs, comunidades, cidades, países, continentes. A separação identifica, dá origem, aponta modos de vida. Somos tão separados que nossas casas têm divisões. Não te ocorre dos benefícios das gavetas? Essas divisões nos mantiveram como espécie. As migrações foram separatistas e delas surgiram toda a sorte de povos.

As separações se dão desde a família e local em que nascemos, passam pela linguagem, pelas roupas, alimentação etc. Somos INDIVÍDUOS e, portanto, separados ou diferentes, únicos. Todos os nossos comportamentos apontam para divisão em gostos e necessidades. A formação de grupos é apenas a coincidência de gostos ou sua sublimação com vistas à convivência.

Nossas reuniões são por afinidades. O que gostamos e como gostamos nos aproximam uns dos outros. Ora, se nos aproximamos pelas afinidades a falta delas nos dividem. E muito disso não é racional, não é escolha, mas um complexo ajuntamento em nosso Ácido Desoxirribonucleico (DNA).

O Irã, onde floresceu a cultura Persa, é um ícone da diferença

Assim como em nossas casas formamos hábitos, jeitos de arrumar e limpar, como nos divertirmos e assuntos preferidos, as demais famílias da mesma forma. O casal traz para a vida esse mundo de informações, objetivas e subjetivas, e espontaneamente formarão outro núcleo de novos hábitos, etc. O sucesso do casamento está nas afinidades, não nas diferenças. Estas geram conflitos, aquelas prazer.

Essa é a razão pela qual formam-se culturas. O encontro de muitas pessoas movidas pela identidade de grupo, cuja necessidade remete à própria proteção, constroem modos de vida que se replicam nos descendentes. Assim, temos desde os temperos da alimentação até as regras em sociedade. A arquitetura ilustra bem este aspecto, pois é a arte de um grupo influenciado pelos materiais disponíveis na natureza, adaptados pelas tecnologias por ele desenvolvida. A roupa, presa ao clima e recursos, fez estilos.

Mas por que sou separatista? Porque a natureza se fez em milhões de anos dessa forma e me parece absurdo querer mudar isso pela simples satisfação de uma parcela. Óbvio, se a maioria desejar ser outra coisa essa será sua cultura, diferente de outra, e de outra... Tudo porque jamais haverá um modo de vida satisfatório a todos. Ademais, temos enorme prazer em fazer turismo. Queremos ver a beleza do diferente, de suas cores, sons e sabores. Não necessariamente ser como o outro. Milhões visitam Dubai por ano, mas não se tornam árabes.

Os conflitos se dão pela não aceitação do diferente na convivência. Não está no melhor ou pior. Eis o mal! Se o sujeito ali do lado quer ser diferente, que seja. Se eu o condenar por seu modo de vida dou a ele a liberdade de condenar meu modo de vida. Isso se ambos não interferirem um no outro por seu modo de vida. Que problema me traz o vizinho se almoça às 8 horas e eu às 14 horas? Mas se faz barulho às 4 horas, quando estou dormindo, teremos problemas. Se eu interferir em sua vida privada teremos problemas.

Se posso visitar uma família sem pressionar seus hábitos, podemos aceitar todas as formas de vivências. Posso visitar um bairro, um Estado, um país e não mudar nada em minha vida. Nem por isso haverá problemas para ambos.

O separatismo é uma das formas mais claras de liberdade. Você sendo como quer e nós curtindo aquilo que pudermos juntos. Não há razão para gerar mais conflitos tentando eliminar diferenças. Diferenças nos identificam.

Por fim, aquele papinho de união, chato e burro, só faz sentido quando as partes têm inimigos e/ou necessidades em comum. Desfeita a ameaça, desfeita a união. E seguimos com nossas vidas!


19 janeiro 2021

SKATE CRICIÚMA: Grandes nomes do Skate confirmados no STU National

Grandes nomes do Skate confirmados no STU National
Evento acontece de 21 a 24 de janeiro em Criciúma (SC)

Seguindo todos os protocolos sanitários vigentes, disputa abre o calendário brasileiro, nas modalidades street e park, e vale pontos na corrida olímpica

Grandes nomes do skate mundial, das modalidades Street e Park, já estão se preparando para voltar para as pistas na próxima semana. De 21 a 24 de janeiro, o STU Nacional toma conta do skatepark Altair Guidi, em Criciúma, em uma disputa que vale pontos para a corrida olímpica. A competição é responsável por abrir o calendário e o Ranking Brasileiro de skate no ano de preparação para os Jogos Olímpicos de Tóquio em 2021. Chancelado pela Confederação Brasileira de Skate (CBSk), entidade máxima do esporte no Brasil, e pela World Skate (WS), entidade máxima do skate a nível mundial, o STU National será também válido para o ranqueamento dos skatistas brasileiros na segunda janela de pontuação da corrida olímpica e contará com transmissão ao vivo para todo o Brasil na TV Globo, no programa dominical Esporte Espetacular, e do SporTV.


Luiz Francisco, o Luizinho, é o atual segundo no ranking pré-olímpico na modalidade Park e o brasileiro mais bem colocado na lista mundial. Aos 20 anos, o paulista de Lorena fala sobre o retorno às pistas: 

 

“Estou muito feliz pelos eventos estarem voltando, estava há muito tempo sem encontrar os meus amigos. Estou voltando de lesão e vou andar de skate muito feliz nesta etapa do STU”, comemora Luizinho.

 

Entre as mulheres, Dora Varella é a brasileira que mais se destaca no ranking pré-olímpico da modalidade. Atualmente ela está em sexto lugar e animada por poder competir ainda este mês. “É muito bom começar o ano com uma competição, em uma pista de alto nível, depois de tanto tempo sem campeonatos. Estou muito animada para reencontrar todos os amigos, me divertir e dar o meu melhor, espero que eu consiga uma boa colocação e comece o ano bem para a corrida olímpica”, afirma a skatista.



Ainda no top 10 feminino no ranking, Isadora Pacheco ocupa a décima posição. Aos 15 anos, ela é natural de Florianópolis e está confiante em disputar um campeonato em seu estado. “Estou super animada pois passamos o ano inteiro de 2020 sem ter praticamente nenhum campeonato. É muito bom rever meus amigos, fazer o que mais gostamos e sentir esse clima de competição! Passei o ano passado treinando bastante e espero nesse campeonato conseguir colocar tudo em prática e me divertir muito, com todos os cuidados. E vamos torcer para que tudo possa voltar ao normal em um futuro próximo!” diz Isadora.

 

Além dos nomes já citados, Yndiara Asp, Victoria Bassi, Emily Antunes, Camila Borges, Pedro Quintas, PEdro Barros, Matheus Hiroshi, Murilo Peres, Luigi Cini, e Italo Penarrubia também estão entre os confirmados para a disputa da modalidade Park.

 

Quando o foco é Street, as skatistas brasileiras são destaque no ranking pré-olímpico. Em segundo lugar na classificação, Rayssa Leal é a caçula da Seleção Brasileira de Skate e nome confirmado no STU Nacional. 

 


Na disputa masculina, Lucas Rabelo e Felipe Gustavo vão representar os brasileiros que integram o ranking pré-olímpico. Cearense de 22 anos, Rabelo tem altas expectativas para o STU National. “Estou muito feliz em poder participar desta etapa do STU em Criciúma. Além da importância natural do STU, que é o maior campeonato de skate do Brasil, ainda terá pontuação válida para a classificação Olímpica. Acabei ficando de fora da última etapa em SP em função de uma lesão no tornozelo, mas fiz tratamento durante as festas de final de ano e pisei no skate novamente dia 16 agora. Estou fazendo o meu máximo para chegar pronto para competir em alto nível”, explica.

 

João Lucas Alves (o “Xuxu”), Lucas Xaparral, Luiz Marchiori Neto, Patrik Mazzuchini, Ariadne Souza, Karen Feitosa, Virginia Fortes e Jessica Hoefler também estão confirmados para esta etapa.

 

Homologado pela CBSk (Confederação Brasileira de Skate) e pela World Skate, o STU National é viabilizado pela Prefeitura de Criciúma através da Fundação Municipal de Esportes de Criciúma, com patrocínio da TNT Energy Drink, além da parceria com a New Era, Drop Dead e EOM Brasil (Escuela de Osteopatida de Madrid). O evento é realizado em parceria com o Verão Espetacular, da TV Globo, que conta com os patrocínios da Rexona Clinical, Piracanjuba, Dorflex e Nissan. A idealização e realização são da Rio de Negócios.

 

Lista de atletas brasileiros do ranking olímpico já confirmados (incluindo posição atual no ranking olímpico):

 

Park Masculino:

Luiz Francisco (2º colocado)

Pedro Barros (4º colocado)

Pedro Quintas (6º colocado)

Matheus Hiroshi (13º colocado)

Murilo Peres (16º colocado)

Hericles Fagundes (24º colocado)

Pedro Carvalho (28º colocado)

Luigi Cini (29º colocado)

Matheus Mello (31º colocado)

Felipe Caltabiano (38º colocado)

Vinicius Barbosa (42º colocado)

Augusto Akio (61º colocado)

Italo Penarrubia (62º colocado)

Hugo Montezuma (63º colocado)

Micael dos Passos (65º colocado)

Park Feminino:

Dora Varela (6ª colocada)

Isadora Pacheco (10ª colocada)

Yndiara Asp (13ª colocada)

Victoria Bassi (21ª colocada)

Leticia Gonçalves (22ª colocada)

Camila Borges (32ª colocada)

Erica Leguizamon (62ª colocada)

Emily Antunes (64ª colocada)

Ana Júlia Theodoro (65ª colocada)

Luana Iamamoto (66ª colocada)

Street Masculino:

Lucas Rabelo (19º colocado)

Felipe Gustavo (21º colocado)

Lehi Leite (90º colocado)

Rogerio Rodrigo Lopes (94º colocado)

Danilo do Rosário (106º colocado)

Lucas Carvalho (110º colocado)

Patrick Mazzuchini (116º colocado)

Gabriel Fortunato (133º colocado)

Luiz Neto (149º colocado)

Yuri Facchini (168º colocado)

Paulo Corrêa Ventura (179º colocado)

João Lucas Alves (199º colocado)

Gabryel Aguilar (204º colocado)

Marcelo Batista (213º colocado)

Elton Melonio (215º colocado)

Street Feminino:

Rayssa Leal (2ª colocada)

Virginia Fortes Aguas (10ª colocada)

Isabelly Ávila da Silva (16ª colocada)

Isabelle Menezes (23ª colocada)

Karen Feitosa de Barros (26ª colocada)

Ariadne Souza Silveira (27ª colocada)

Marina Gabriela Pinto (28ª colocada)

Jessica Hoefler (61ª colocada)

Giovana Dias (67ª colocada)

Rafaela Murbach (73ª colocada)

Karolene Lima (95ª colocada)




Sobre o protocolo STU Covid Free

 

Para a realização do evento, será utilizado o Protocolo STU Covid Free, desenvolvido pelo Dr. Carlos Wahle, coordenador médico da Plataforma STU, e que já foi aplicado com sucesso na etapa de São Paulo (dezembro/2020). O protocolo segue todas as diretrizes municipais, estaduais e da Organização Mundial da Saúde (OMS), frente ao combate da pandemia da Covid-19, e prevê a realização das competições no cenário de restrição máxima. Isto é, em uma área totalmente isolada, sem a presença de público espectador e somente com a participação dos skatistas competidores e o mínimo de staff necessário para a operação do evento. 



·  Restrição Máxima (acesso somente de skatistas competidores)

·  Testagem em massa de toda a população do evento

·  Sanitização do Ambiente

·  Uso de máscara e outros EPI's obrigatório

·  Aferição de Temperatura

·  Distanciamento Mínimo

 

Mais informações para a imprensa:

 

Media Guide - Assessoria de Imprensa do STU