18 abril 2019

HOMENS, DENUNCIEM!!!

Não é possível que a violência contra homens dentro de seu próprio lar permaneça um traço diante de tudo que é estudado sobre "Violência Doméstica". O pouco que se sabe vem de estatísticas que mostram que os homens assassinados dentro de casa chegam a QUATRO VEZES o de mulheres. As mulheres conseguem ser mais violentas e ferozes que homens no ambiente familiar, mas a maior visibilidade é dada à agressão por parte de homens, igualmente condenável. E, para piorar, homens têm dificuldades de assumir que são vítimas porque é vergonhoso apanhar de mulher.
Notei, com extrema facilidade, que vídeos de homens apanhando de mulheres em plena rua, são motivo de chacota. Não vi um, dentre dezenas assistidos, que tivesse o tom de denúncia. Sempre uma piada! Essa é a forma que mesmo homens lidam com isso. Parece que se desconectam da realidade e a transformam, como um apelo ao alívio. Paralelamente, como é tratado o mesmo fato se a vítima é mulher? Ora, isso não irá mudar se os homens se calarem. Denunciem!
 
A ideia de homem intocável, firme e forte impede que a ajuda seja procurada
O advogado curitibano Eduardo Camargo tem relatado agressões contra homens em sua rede social, como neste caso postado nessa segunda-feira, 15:
(Há) aproximadamente 3 meses fui procurado pela família de um rapaz que estava sofrendo ameaças de sua esposa (Jakeline S.), para caso pedisse o divórcio, seria acusado de violência doméstica. Foram 2 meses de trabalho minucioso, reunindo provas, conversas no WhatsApp, gravações, filmagens e testemunhas para poder livrar o rapaz da falsa denúncia. Registramos Boletim de Ocorrência de ameaça e alertamos o Delegacia da Mulher, onde nos foi negado qualquer forma de registro do alerta de falsa denúncia. Na metade do mês de março meu cliente enfim sentiu-se seguro, deixou o imóvel que adquiriu sozinho antes da constância do seu casamento e pediu o divórcio. Ao final de março meu cliente recebeu um oficial de justiça na recepção do seu trabalho, se identificando como mensageiro da Delegacia da Mulher para intima-lo, que não poderia se aproximar a 300 metros da sua ex esposa. Com as provas reunidas, consegui derrubar a medida protetiva, registramos Boletim de Ocorrência de Denunciação Caluniosa, onde somadas as penas, a ex esposa pode ser condenada a 8 anos e 6 meses de prisão.
Sem qualquer esforço vê-se a barreira institucional para que homens tenham o apoio preventivo necessário. Além desse aspecto lamentável, homens são encarcerados apenas pela palavra de suas companheiras. Inclusive sob alegação de maus tratos aos filhos. Denunciem!

Fenômeno mundial
Em entrevista à BBC Mundo (26 julho 2016) a professora Nelia Tello, da Escola Nacional de Assistência Social da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM),  que estuda violência contra homens no México, relata o drama:
Não falo de um homem que foi agredido pela esposa porque foi agredida por ele. Isso seria um caso de violência intrafamiliar. Me refiro, por outro lado, a uma relação em que a mulher usa a força, se impõe, calunia e destrói o companheiro. Isso acontece a partir de uma relação de dominação e submissão. Não estou falando de força física ─ embora haja agressões ─ estou falando de uma relação na qual a vontade da mulher se sobrepõe à vontade do homem. São homens agredidos que decidem não reagir da mesma forma.
Começa cedo
O site Green Me, em matéria de Fevereiro deste ano, menciona estudo feito pelo Centro Latino-Americano de Estudos de Violência e Saúde Jorge Careli (Claves), da Fundação Oswaldo Cruz. O estudo analisou agressões no namoro. Foram entrevistados 3.200 estudantes de 104 escolas públicas e particulares, em 10 estados brasileiros. "A pesquisa revelou que 9 em cada 10 adolescentes praticam ou sofrem violência no namoro; 30% das meninas agridem fisicamente o namorado (tapa, puxar cabelo, empurrar, desferir soco e chute); 17% dos meninos agridem", o que mostra uma diferença absurda diante da pecha de que as mulheres são as grandes vítimas.

O silêncio ensurdecedor
Em reportagem ao Canal Ciências Criminais, a jornalista Sara Próton, em 24 de maio de 2018, começa seu texto colocando o dedo diretamente na ferida:
Não há estatísticas oficiais de violência doméstica contra os homens no país, e os poucos estudos realizados a respeito não têm a devida visibilidade. Diversos países buscam soluções para a violência conjugal, vez que violência não tem gênero, enquanto o Brasil segrega a população até mesmo na possibilidade de denúncias de violência doméstica, não sendo permitido ao homem ter voz, obrigando-o a conviver diariamente com essa invisibilidade.
Por que isso está acontecendo?
Afinal de contas, o que há com este país? Porque a violência doméstica é conduzida apenas para um lado? Onde está o problema de tratar criminosos como criminosos independentemente de sexo? A única resposta possível, dada as iniciativas recorrentes de uma política conduzida ideologicamente, seria inferirmos que isso faz parte de uma estratégia.
É inegável o esforço da Esquerda, capitaneada pelo PT, Psol, PSTU e PCdoB, de levar a uma nova sociedade baseada em suas loucuras. Para tal é preciso destruir a base familiar de nossa sociedade. Historicamente quem defende a família é o homem e retirar do homem a força é desmontar a família. Os homens buscam as mulheres em todo o tempo, e as mulheres nem sempre aos homens. Até a literatura entrou nessa concebendo sociedades só de mulheres, as tais Amazonas. Jamais veríamos uma sociedade só de homens, porque homens desejam as mulheres.
Outro exemplo: é fácil perceber a condução ideológica com a Lei do Feminicídio, como se homens matassem mulheres por serem mulheres, coisa absolutamente absurda. Ora, se um homem odeia mulheres delas se afastaria. Assim como fazem muitas feministas ao demonizarem os homens e deles se afastando.
É inegável a necessidade dos homens reagirem à esta política de desmonte de sua masculinidade em nome de uma pretensa luta contra o machismo. Não é o machismo, mas a masculinidade que está em jogo. E isso terá. como já tem, consequências ruins para todos, o que inclui as mulheres. Na Europa vimos a feminilização de homens como se às mulheres apoiassem (assista ao VÍDEO abaixo). Que inocência! Somente homens, os que cultuam sua natureza masculina, sua força, sua virilidade, podem dar proteção às mulheres.

Esse resgate da testosterona é urgente!

15 abril 2019

UM MONUMENTO À ANTI-TEOLOGIA

Não há muito o que discutir se a pessoa entende que suscitar dúvida sobre sua expressão de fé é o mesmo que por em dúvida a existência de Deus. Se digo que a Bíblia é uma fantasia o sujeito entende que "Deus não existe". Impossível lidar com isso! Porém, tal atitude me faz arrazoar que uma das coisas que sustentam a fé religiosa é, de fato, o analfabetismo funcional. Afinal, uma fé baseada num livro supõe que este livro seja plenamente compreensível. Claramente que não é tal as correntes teológicas disponíveis.
Um texto que gera dúvidas, pouco esclarece, escrito noutra língua, com estrutura diferente, num contexto e linguagem que não nos cabe mais é um desafio até para teólogos com phD em Oxford. Quanto mais para o cidadão comum. Assim, imagino que se não compreende o texto não pode, por óbvio, saber no que crê. No máximo consegue captar a parte mais superficial e inteligível que lhe é dita, não que possa absorver conhecimento por si só estudando a Bíblia. Ainda mais dispondo exclusivamente da tradução. Isso só pode gerar escuridão.
O resultado se vê no monumento à Bíblia na praça Maria Rodrigues, em Criciúma (foto), por exemplo. Feito pela igreja Assembléia de Deus, com a anuência de seus teólogos pastores, os quais ministram a "verdade divina" todos os Domingos, o monumento exalta a falta de contextualização do trecho citado. Sem medo de errar afirmo que não se preocuparam com o que o salmista dizia ao afirmar "Lâmpada para os meus pés é a Tua palavra...".
Colocaram um trecho de Salmos escrito quando só havia a Torah (ou Pentateuco). Além de ser do "VELHO" testamento, aponta para leis inaplicáveis hoje. Ou seja, o máximo que um cristão pode fazer é desconsiderar tal texto pra não ir pra cadeia. Mesmo os 10 Mandamentos tratam a mulher como desprovida de desejos além de seu marido. Ora, tem que ser muito ingênuo para desconsiderar o tesão que uma mulher pode ter por outro homem além do cônjuge.

O salmista tinha apenas os cinco primeiros livros da Bíblia como verdade divina
Por fim, diriam alguns que, por ser ateu (mesmo que eu seja agnóstico) não deveria tratar desses assuntos. De forma recorrente me dizem algo como: "André te respeito muito é sua escolha de Não acreditar mais nEle tbm, mais eu não intendo como pode ( a pessoa) tirar tanto tempo para falar de uma coisa que não acredita...". A despeito do péssimo Português, essa frase estava num contexto em que não discutia a respeito de crer ou não em Deus, ou sobre sua existência. A mostrar o analfabetismo funcional mencionado acima.
Os cristãos se revelam ignorantes sobre o que dizem acreditar. Dessa forma, não há como respeitar suas considerações sobre Deus ou algo que o valha, pois eles mesmos não respeitam o que têm como sagrado. Usam a Bíblia conforme suas conveniências e o Deus deles sequer os repreende.
Se não precisam usar o texto em seu contexto para que texto? Muito menos sacralizar o que pode ser manipulado.
Se ao menos seguissem Salomão, em Cantares, que transava com Sulamita debaixo das parreiras de uva...

08 abril 2019

ANA CAMPAGNOLO USOU MACONHA?

As redes sociais mantém o que dissemos in perpetuum, caso não apaguemos o perfil ou postagem. Mas, como poderão ver abaixo, o print é o Jesus que fala ao Lázaro "Levanta-te e anda!". A deputada estadual Ana Caroline Campagnolo (PSL), desafeto recorrente com a imprensa, defensora do Conservadorismo, cristã fervorosa, deixou um rastro nada salutar.
Postagem de Julho de 2012, denuncia um possível interesse em Maconha. Dado o print e o tal correndo pelo WhatsApp, postagem apagada. Como podem ver, além da imagem da postagem, o Google não perdoou. E segue o baile, já que, se usou ou não, só saberemos se houver um pronunciamento público. Eu poderia saber sua versão, mas vou respeitar a última coisa que me disse pelo Facebook: "Você não merece resposta e não darei mais visibilidade a nada que venha do senhor. Fim."


CANALHAS, MIL VEZES CANALHAS

A manifestação da Associação Catarinense de Imprensa ACI – Casa do Jornalista contra a deputada estadual Ana Campagnolo, por ter chamado jornalistas de "canalhas", foi pura perda de tempo. As razões são mais que óbvias.

Ana bate na imprensa desde antes da eleição de 2018 (Foto Alesc)
Primeiro, em nada a fará mudar, pois tem a si mesma como certa, convicta e com anuência do comendante em chefe, Jair Bolsonaro. Mesmo antes da campanha eleitoral de 2018, dizia abertamente que jornalistas não prestavam e que estavam a serviço da Esquerda. Pena ela não defender jornalistas Conservadores ou de Direita. Até comigo se indispôs...
Segundo, ela está certa, com as exceções de sempre; assim como deputados são canalhas, com as exceções de sempre. Como, em havendo tantos deputados canalhas ela quis ser deputada? Se Ana se acha diferente, não haveriam jornalistas diferentes? Sim, há. Ela é professora e professores são canalhas, com as exceções de sempre. Não temos professores canalhas? Temos! Não somente os militantes de Esquerda, mas os que, não sendo de lado algum, jogaram-se nas cordas em total desrespeito às crianças que deles dependem. Ela mesma trava um longa batalha judicial contra uma professora da Udesc. Mas Ana Campagnolo diz genericamente que professores são canalhas? Não. Que cheiro de covardia fica no ar, já que não diria isso tendo que trabalhar numa escola...
Terceiro, por que a palavra dela tem tal importância? Quais jornalistas se sentiram de fato atacados? Eu não. Ela não me atingiu quando xingou uma categoria a qual pertenço porque na "categoria" tem todo o tipo de safado e de bons profissionais.
Aliás, se dependesse da "categoria" meu registro teria sido caçado, como se aprender essa profissão só fosse possível numa faculdade, a qual não tenho. Um dos exemplos que registrei do mau caratismo de cara lavada do corporativismo da imprensa está AQUI (clique para ler).
Quarto, Ana perde alguma coisa com essa briga? Provavelmente não. As redes sociais já provaram que ninguém precisa exclusivamente da imprensa para criar, recriar, manter sua imagem ou destruir de outros. Como o tempo mostra que certezas e incertezas não resistem aos fatos, aguardemos 2022.
Quinto, que tal a ACI tratar de opor-se às diárias obscuras da Assembléia Legislativa? Desde quando isso ocorre a Associação mantem-se caladinha...

Segue a manifestação da ACI:
“É com grande preocupação que a Associação Catarinense de Imprensa ACI – Casa do Jornalista volta a se manifestar por conta de mais um episódio lamentável envolvendo a deputada Ana Campagnolo e um jornalista a quem ela novamente se dirigiu em tom desrespeitoso. Ao atacar o trabalho do repórter, a parlamentar demonstra desconhecer o papel da imprensa e afronta a todos os profissionais que diariamente exercem seu ofício.
Às vésperas do Dia do Jornalista, a ACI reafirma sua defesa incondicional da profissão, e lembra que servidores públicos são pagos pela sociedade para trabalhar pelo povo. Em vez de faltar com o decoro que a atividade parlamentar exige – o que merece ser investigado pelo próprio Legislativo – a deputada deveria dignar-se a prestar contas e esclarecer as graves denúncias apuradas pelo profissional.
A Diretoria”