12 março 2019

TRIBUNAL DE EXCEÇÃO RACISTA

Quando os militantes, supostamente antirracistas, estabelecem a lógica do "lugar de fala" instituíram um "tribunal de exceção". Somente as vítimas de racismo têm o direito de falar, mesmo aquelas que se sentem vítimas, não necessariamente que o sejam - racismo é um ato objetivo e não havendo um indivíduo específico que o pratique não há, igualmente, o crime.

Na mesma época em que um desenvolvia armas o outro dançava
Mas no discurso recorrente dos racistas negros há vítimas. Ora, se há vítima, há agressor. Mas qual? A sociedade branca, indígena, nipônica, árabe e todas as demais representações étnicas no Brasil. Como os brancos agressores (só falam dos brancos) não são identificados, já que sociedade é uma generalização vaga, por definição difusa, colocam-se invariavelmente como únicos aptos ao discurso.
Eu disse numa postagem no Facebook que isso é autofágico (come a si mesmo). Sim, porque se não posso falar, também não me interessa ouvir. Por que ficaria no banco dos réus por minha iniciativa, diante de acusadores, por crimes que supostamente tenha cometido sob o argumento de ter pele branca?
"Não tenho lugar de fala porque sou branca e não sofro racismo" - Amanda Milan, presidente do Centro Acadêmico de Direito da Unesc.
Assim, eles falam para dois grupos: eles mesmos e para brancos que se acham idôneos e defensores de negros. Este segundo grupo não percebe, ou faz de conta que não, que são parte da sociedade branca opressora e que, igualmente, não têm direito a voz. Como não identificam atos racistas em si mesmos, acalentam suas consciências pálidas e bonitinhas. Um bando de hipócritas!
Enfim, a horda de militantes estabeleceu o racismo institucionalizado, com amparo em universidades que, em tese, primam pela diversidade de manifestações. Resta óbvio diante da simples exclusão do contraditório. Que explicação há para um curso de Direito abrir espaço para um acusação sem contraditório, em uma aula inaugural, visto hoje na Unesc? E da mesma forma o assunto é conduzido em todo o tempo. O silêncio dos rotulados de réus é imposto.
A incoerência é tão escrachada que só pode ser entendida sob dois aspectos: são seres estúpidos; ou, levianos. Não há nenhuma expressão democrática e de livre manifestação no movimento racista negro controlado pela Esquerda criminosa brasileira.
Porém, haveria um contraditório? Sim, há. Posso resumir da seguinte forma: os bracos europeus construíram uma civilização forte, com amplo lastro tecnológico, ao contrário dos negros que acharam-se muito bem com lanças e coleta de frutos. No embate direto perderam facilmente. Diriam alguns que os brancos não deveriam conquistá-los. Só que os brancos se fizeram em sangue e lutas. Lutaram entre si e contra as invasões islâmicas. Também viveram num ambiente com muito maiores dificuldades de sobrevivência. Ao contrário dos negros africanos e suas vastas florestas ricas em alimentos. Por fim, o objetivo branco europeu ao chegar na África era buscar o mercado das índias. Nesse percurso encontraram o mercado já estabelecido de escravos negros perpetrado por negros. Poderiam recusar. Sim, mas porque o fariam diante de mão-de-obra barata? Se os negros não respeitaram a si mesmos por que um branco o faria?
E vai mais além, a pobreza dos negros brasileiros é explicada a partir da escravidão? É mentira, do contrário os negros africanos, livres, estariam ricos. Isso remete à própria atitude em relação à vida e suas potencialidades. O argumento da exploração das riquezas dos países pobres africanos não se estabelece. Estava nos negros africanos todas as possibilidades de evitarem qualquer invasão. Como dito antes, os brancos desenvolveram-se.
Por fim, é público e notório que negros são melhores corredores em todas as modalidades. Assim, o branco perdedor pode acusar os negros de não permitir que ganhem. A falta de poder dos negros é culpa dos brancos ou de si mesmos? Culpar os brancos por terem se fortalecido antes de escravizarem negros é culpar o vencedor pela derrota do perdedor porque este não se preparou. É como culpar Israel por defender-se de todo um mundo islâmico à sua volta. Culpam o doutor por ter estudado e conquistado seu doutorado. Culpam, culpam, culpam... Quando vão assumir seu papel de agentes de si mesmos? Nunca! A vitimização é absolutamente confortável e mantém o discurso único.
Estes meus arrazoados são fortes demais, agridem as bases estabelecidas e vão contra o senso comum imposto. Serei acusado de racismo e preconceito, mas não de mentiroso. Refleti sobre a história, intragável, mas imutável. Querem a verdade? Eu disse!
(Assista a entrevista de Paulo Cruz: https://www.youtube.com/watch?v=-360amBRhuY)

08 março 2019

ELEIÇÃO DA UNIMED: LEANDRO NUNES

A Unimed de Criciúma deve realizar eleições para nova presidência dia 26 deste mês. De um lado o diretor administrativo do Hospital da Unimed, cirurgião Giancarlo Búrigo, vice o anestesiologista Audinar de Liz; de outro, tendo apoio do atual presidente Valterney Junqueira, o cirurgião Leandro Avany Nunes, e a médica Clarissa Almeida como vice. Estão aptos para votar mais de 400 médicos cooperados com a responsabilidade de administrar um faturamento de 27 milhões de reais por mês.
Como a dimensão desta eleição tem ido além do hospital e dos cooperados, movimentando, inclusive a opinião de funcionários, considerei importante trazer a público o que planejam os candidatos. O pedido de entrevista com o médico Giancarlo Búrigo foi encaminhado e aguardo sua manifestação. Nesta edição reproduzo a conversa que tive com o candidato Leandro Avany Nunes.

Filho de taxista, Leandro Nunes espera conduzir a Unimed Criciúma
Currículo
Nos primeiros oito anos do hospital da Unimed, em Criciúma, Nunes foi diretor administrativo, ao lado do atual presidente Valterney Junqueira, assim como esteve à frente do resgate financeiro de uma das especialidades do Hospital São João Batista. "O São João tinha uma dívida de mais de 4 milhões, à época, e deixei com lucro", relembra este período. Dessa forma constituiu um currículo como poucos e muito além de sua atividade de formação, a cirurgia.
Outra característica que o marca é de formar sucessor. "Quem me substituiu no São João foi treinada por mim", disse, apontando para o fato de que não exigiu formação acadêmica para tal.

Os planos
Entre seus objetivos à frente da instituição quer manter o ritmo de crescimento e ampliar o hospital com uma unidade em Araranguá. Quanto ao atendimento quer dar atenção ainda maior para as eventuais reclamações de usuários e cooperados. Uma delas é de que cerca de 30% dos pacientes não comparecem às consultas, o que gera uma perda de ganhos dos médicos. Para tanto espera contornar essas perdas, que seria uma valorização dos profissionais médicos. Também pretende disponibilizar outros meios, além dos existentes, de acesso às informações por parte de usuários e cooperados.
Outro desafio se dá em relação aos médicos aposentados. Em atividade os cooperados têm acesso aos serviços da Unimed com descontos, mas perdem a vantagem ao deixarem suas atividades e receberem sua cota-capital. A ideia de Nunes é que mantenham seus planos de saúde em nome dos muitos anos de dedicação ao trabalho.

A oposição
A mim foi encaminhada duas acusações contra o médico cirurgião. Uma de que não permitiu acesso às informações de sua chapa. Porém, Lendro Avany Nunes esclarece que solicitou sigilo dos dados pessoais relativos ao patrimônio dos membros da nominata. Isso por pedido dos próprios médicos, mas que estão acessíveis de forma reservada à diretoria da Unimed Criciúma. Além disso, foi acusado de não preencher os requisitos formais para credenciamento de sua clínica. Quanto a isso afirma que a empresa não é credenciada. Sendo ele o profissional credenciado.

04 março 2019

JESUS NA PASSARELA

As manifestações contra a Gaviões da Fiel, com sua alegoria sobre Jesus, mostrou claramente como os cristãos são islâmicos. Querem a exclusividade de manifestações sobre seus deuses e santos. Lembre-se que um dos argumentos da "Solução Final" foi que judeus condenaram Jesus à morte.
Esse povo da hashtag contra a escola de samba simplesmente não aceita que seus deuses são maiores de idade e aptos para defenderem-se a si mesmos. A pecha de "respeito à fé" não cabe em hipótese alguma, já que as religiões são antagônicas e desrespeitadoras entre si. Vide o proselitismo. Está na essência da religião o não respeito ao outro, do contrário sequer existiriam. O "Ide por todo o mundo..." de Jesus é um ato de desconsideração absoluta pela fé alheia.

O maniqueísmo, que antecede o cristianismo, faz parte dessa fé
Imagem: ALICE VERGUEIRO/ESTADÃO CONTEÚDO
As igrejas cristãs exalam a luta entre o bem e o mal, como se personalistas fossem, em todos os seus atos. Na prática eclesiástica Jesus não saiu do deserto e nem o Diabo de tenta-lo ao erro, como se vê nos cultos. Não houve vitória de fato. O mal prospera e o bem não o vence, exceto na expectativa vindoura. Nessa dicotomia os humanos lutam com suas próprias forças por meios coercitivos da cultura e da Justiça. Contra fatos não há argumentos, mas há ilações, delírios e mentiras.
Jesus apanha sim. Porém, me parece muito mais razoável que as surras sejam dadas pelos que nele creem, por suas bizarrices, desunião teológica, apego às instituições, sua ignorância para com a vida biológica e pela simples e fatídica falta de bom uso do cérebro nos relacionamentos com outros seres humanos.
E não me culpem por dizer o óbvio! A briga não é comigo, mas com aquilo que vocês mesmos pregam e fazem.

Como se desenha a nova Direita?

Como se desenha a nova Direita?
Ajustes partidários, siglas (tá vindo a UDN por aí), eleitos aqui e acolá, não configuram uma NOVA DIREITA. É apenas um movimento inerente à nossa velha política, com a qual conviveremos ad aeternum. Mas, afinal, teremos uma "nova" direita?


Ronaldo Caiado (DEM), governador de Goiás, é referência da Direita
Primeiro é preciso dizer que o Brasil é uma anomalia política, com um povo mais à Direita, conservador, profundamente ligado à família, e, ao mesmo tempo, desejoso de um Estado paternalista, benfeitor, quase um provedor. Em meio a tudo isso o trabalhador quer bater cartão às 18 horas, ir pra casa tranquilo, com um churrasco no Domingo. Além da missa ou do culto...
Digo que é uma anomalia porque não tem foco num modo de vida, numa atitude coerente da política. Quer o melhor das duas partes. Coisa impossível.
Dito isso, restam duas perguntas: teremos uma Direita e qual Direita teremos? Bem, resta claro que a Esquerda não se extinguirá, continuará com seu discurso de mundo melhor, continuará agradando uma parcela da população que acha que o resto é seu inimigo e inimigo do mundo melhor, em contraponto aos demais.
Para a primeira pergunta a resposta é "sim, teremos", pois já temos. Sempre a tivemos. Hibernada, pequena, estudiosa, focada. Mas a certeza para aqui. Como será isso não tenho a menor ideia. Não por suas características principiológicas, mas por sua postura diante do eleitorado, como vai lidar com os aproveitadores do poder e por suas naturais divisões: o brasileiro consegue subdividir até a subdivisão.
É um mar de dúvidas que perpassam se o povo entendeu realmente o que vivemos desde o fim do Regime Militar. Exigir que entenda os tumultuados anos das décadas de 1940 a 1960 seria ridículo de minha parte.
Teorizando e levantando algumas hipóteses devo dizer que é claro que o Brasil terá uma mudança enorme com o atual governo. A população, enfim, experimentará o que é uma gestão Liberal da economia mesmo que não possamos vislumbrar, nem de longe, sua plenitude, tal o buraco esquerdopata deixado nesses mais de 30 anos. Há ainda uma expectativa de que se repita um governo de oito anos, os quais trouxeram estabilidade política com FHC e Lula, mesmo que mascarando a gestação da tragédia econômica eclodida com Dilma. Essa estabilidade dá as condições ideais para a equipe econômica. Tal cenário tornará o Brasil absolutamente forte com emprego em abundância. Não é chute, é a lógica de mercado: Liberalismo gera facilidades para o empreendedor, que gera emprego, que gera movimentação de dinheiro, que gera riqueza.
Se esperamos uma Direita forte, esperamos uma economia forte.
E a NOVA DIREITA? Quem disse que precisamos de uma NOVA Direita? Basta que seja Direita, sem esse papinho mequetrefe de "centro".
E a velha política? É endógena, mas minguará com novos políticos por causa de novos eleitores. E isso leva tempo, muito tempo.

02 março 2019

POR QUE JULIO LOPES DEIXOU O PSL?

Conversei com o dentista e empresário Júlio Cesar Lopes, ex-presidente da Fundação Cultural de Criciúma, pai do deputado estadual Jessé Lopes, sobre sua desfiliação do PSL. Na imprensa ele disse que atingiu seu objetivo nas eleições e que queria novos desafios.

Lopes foi peça-chave nas eleições de 2018 na região de Criciúma
A questão que imediatamente salta aos olhos é de tê-lo feito cinco meses depois do pleito. "Após as eleições não tinha nenhum projeto. Agora tem. Já participei de uma reunião em nível nacional e tomo uma decisão após o Carnaval", afirmou.
Houve quem questionasse que sua decisão teria sido tomada porque não emplacou indicação ou mesmo ocupar cargo no governo do Estado. Lopes admitiu que realmente ficou chateado pela falta de prestigiamento, já que esperava, ao menos, ser consultado. Mas não buscou ocupar ou indicar quem quer que seja. Inclusive disse ter aconselhado o deputado Jessé a não indicar para cargos no staff do governador Moisés, pois quem fosse demitido se tornaria um inimigo. "Quando fui presidente da Fundação Cultural, no governo Márcio Búrigo, não demiti ninguém para colocar pessoas da minha confiança", arrematou.
Lopes não deu detalhes do novo projeto. Disse, apenas, que tem a ver com o presidente Jair Bolsonaro.