UM RECADO PARA PAIS E MÃES


CRIANÇAS NA CRECHE - Um depositário de inocentes? Em alguns casos sim.

Professoras me contam absurdos de crianças mal cuidadas pelas mães... sujas, movidas a biscoitos e assim por diante. Daí quando a criança adoece a culpa é da prefeitura. Há mães com a capacidade de exigir de professoras o que não dão em casa. Levam pra creche porque não querem se incomodar com seus filhos. Creio ser uma minoria, mas são dignas da mais dura repreensão.

Falo com muita experiência, pois optamos por cuidar dos nossos filhos, mesmo na pobreza com que vivemos na infância deles. Meus filhos foram criados na disciplina, no carinho, nas muitas risadas e brincadeiras. Mas com roupas remendados, pés descalços, sujando-se durante o dia e muita higiene para sentarem-se à mesa. Foram ensinados a lavarem todas as partes do corpo com muito cuidado. Da mesma forma minha filha Sarah abriu mão do trabalho fora para ficar em casa e ser uma mãe plena.

Brincar de múmia, gastar papel higiênico e rasgar tudo foi um das delícias que vivemos
Meus filhos não lamentam pelos Natais sem presente. Mas lembram das "lutinhas" em cima da cama até cansarem e dormirem felizes porque seu pai estava ali, deu-lhes beijos, abraços, riu com eles. Meus filhos não lamentam as surras que levaram da mãe, mas a amam porque foram e são amados.

JAMAIS um filho vai optar por conforto e ausência dos pais. Eles querem a presença e a disciplina. Querem ser mandados, querem e precisam receber muitos NÃOS. Pais que amam impõem limites!

Dê amor, muito amor, mesmo que a roupa seja feia e pouca. Dê amor, mesmo que a TV seja pequena ou nem tenha. Dê amor, mesmo que no prato tenha o básico. Teu filho quer o teu amor e não um copo de cerveja. Teu filho quer a tua presença e não a dos amigos num churrasco. Teu filho quer amor e não uma mãe fofoqueira, analfabeta e relaxada.

Se você tem filhos assuma todas as implicações da maternidade/paternidade, todos os sofrimentos, todas as festas perdidas, todos as noites mal dormidas, todas as febres e dores. Sim, assuma porque é de amar inocentes que falo. Filhos amados e bem cuidados dificilmente se perderão na vida e retribuirão com muito amor.

Eu sei, eu vivo o que acabei de falar.

08 agosto 2018

VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Por que o sofrimento do homem é mitigado e, inclusive, motivo de chacota?

É comum relatos em rodas de conversas sobre homens apanhando de mulheres e não reagindo porque nossa cultura engendrou que "homem não bate em mulher". Evidente que os bons homens assimilaram isso, porque os descontrolados sabemos muito bem o que fazem. E mais recentemente a Lei Maria da Penha meteu medo. Ao menos supõe-se.

Resultado de imagem para agressao contra homem
No Google imagens de agressão às mulheres sobejam, ao contrário dos homens
Por outro lado, poucos homens ousam registrar a agressão sofrida. Apesar disso, começam a surgir pesquisas na área e a revelação é óbvia: cerca da metade das agressões domésticas é delas contra eles. Ao menos é o que aponta o estudo feito pela psicóloga e mestranda, autora do livro "Homens, mulheres e violência", Simone Alvim. A autora traz à tona algo sistematicamente ignorado: a violência doméstica praticada por mulheres e como as feministas se omitem sobre este assunto. Também elas "ignoram" a violência entre lésbicas. 

Com mais tempo de estrada que Simone, a trabalhadora social inglesa, Erin Pizzey, afirma que homens e mulheres se agridem na mesma proporção. Coisa absurda de se pensar diante da massificação de que homens são os agressores, as mulheres são as vítimas e ponto final. (Você pode assistir uma das palestras de Erin AQUI)

Faz alguns anos perguntei para um dos advogados mais experientes de Criciúma se a pressão/agressão psicológica que mulheres exercem contra seus parceiros contava numa separação litigiosa. Ele disse que não. Ou seja, o que vale é o tapa, o soco, o pontapé que homens desferem. Os arranhões, mordidas, beliscões e objetivos jogados pelas mulheres são solenemente esquecidos. Nem se cogita que a agressão possa ser reação à loucura feminina dentro de casa.

Segundo o Mapa da Violência no Brasil, de 1980 até 2012, foram assassinados em casa 1.718 mulheres e 6.708 homens. Mesmo que entendamos que muitos assassinatos tenham sido cometidos fora de casa não parece razoável supor que superem a proporção. Além disso, temos os casos de maridos mortos por encomenda.

Verifico da mesma forma que os próprios homens dificultam o desabafo do gênero, pois é vergonhoso que outros saibam que apanhou da mulher. O homem que apanha de mulher é menos homem. Neste sentido chamei a atenção de amigos que postam vídeos de homens apanhando de mulher e fazem piadas. Ou seja, o sofrimento do homem é mesmo desprezado por ambos os gêneros.

Por outro lado há muito maior apoio e campanhas midiáticas diante da violência contra a mulher. Mesmo que 91% dos assassinatos no Brasil sejam de homens temos a Lei do Feminicídio. Resta dizer, assim, que a vida do homem tem menor valor que a da mulher e, por mais que os dados apontem num certo equilíbrio de vítimas, o assunto da violência doméstica gira em torno da mulher como se não pudesse ser agente no processo.

Não me espantaria se alguma imbecil levantasse a bandeira do aborto só de fetos masculinos...

03 agosto 2018

EDUARDO MOREIRA E SUA ESTRANHA APOSENTADORIA COMO MÉDICO

OITO ANOS que não aparecem para ser aposentado
Atual governador de Santa Catarina, Eduardo Pinho Moreira (MDB), requereu e foi aposentado como médico, conforme portaria do Ministério da Saúde de 30 de julho deste ano (imagem abaixo).
Porém, sua atividade médica não compreende os 32 anos alegados na portaria. Formado em 1975, tomou posse como deputado federal em 1987, permanecendo no cargo até 1991. Em 1993 tornou-se prefeito de Criciúma até 1996. Portanto, teve o ano de 1992 para exercer a medicina. Fora de cargos eletivos voltou aos seus pacientes de 1998 até 2002. E desde 2003 é vice-governador de Santa Catarina, assumindo este ano com a renúncia do titular.

Consultada, sua assessoria de imprensa limitou a responder: 
Entrou na medicina em 1975, há 43 anos, em Criciúma trabalhou no prédio do Sistema Único de Saúde até virar político. Sua aposentadoria é proporcional ao tempo de contribuição. Antes da eleição de 2002 ele tinha retornado a exercer a profissão.

Restou a dúvida, evidentemente, em como conseguiu exercer a profissão de médico cardiologista por 32 anos, desde que se formou, ao mesmo tempo que ocupou cargos eletivos por 19 anos. Temos 43 anos de formação, menos 32 de alegada atividade, sobram 11 anos para ser político. Assim, faltam, ao menos, OITO ANOS, para fechar a conta.

Pode isso Arnaldo? Contribuir sem exercer a profissão pública?