14 setembro 2017

LULA RESPONDE PALOCCI E PALOCCI DEVOLVE

Palocci se defende de acusações de Lula: "Dissimulado é ele".
Por UOL.

O ex-presidente Lula fez várias declarações favoráveis à Palocci 
Antonio Palocci, por meio de seu advogado, respondeu às acusações do ex-presidente Lula sobre ter mentido em seu depoimento e ser "calculista e frio".
"Enquanto o Palocci mantinha o silêncio, ele era inteligente e virtuoso. Depois que resolveu falar a verdade, passou a ser tido como calculista e dissimulado. Dissimulado é ele, que nega tudo o que lhe contraria e teve a pachorra de dizer que se encontrava raramente com o Palocci a cada 8 meses", escreveu a defesa de Palocci em comunicado.
Lula deu um depoimento ao juiz Sergio Moro nesta quarta-feira (13) em que rebateu algumas afirmações ditas pelo seu antigo braço direito durante interrogatório na semana passada. "Eu conheço o Palocci bem, se não fosse um ser humano, seria um simulador. Ele é tão esperto que seria capaz de simular uma mentira mais verdadeira que a verdade", garantiu o petista.
O ex-presidente acrescentou: "Fico pensando como a mãe dele, que é militante e fundadora do PT. Não tenho raiva de Palocci, tenho pena de ter terminado uma carreira tão brilhante como ele terminou"
Perguntado por Moro se Palocci teria mentido no depoimento que deu, Lula confirmou: "A única coisa que tem verdade ali é ele dizer que está fazendo aquela delação porque quer os benefícios da delação. Ou quem sabe ele queira um pouco do dinheiro que vocês bloquearam dele".

Depoimento de Palocci

No último dia 6, Palocci afirmou ao juiz Sergio Moro que Lula deu aval a um "pacto de sangue" entre a construtora Odebrecht e o PT, que incluía um terreno para o Instituto Lula, um sítio para uso próprio do ex-presidente e R$ 300 milhões para uso exclusivo de Lula e do partido.
Ainda segundo o ex-ministro, a relação Odebrecht e Lula foi repassada com a chegada de Dilma Rousseff ao poder, que garantiria a manutenção dos executivos da Petrobras para continuar o acordo entre governo e empreiteira.
Na ocasião, a defesa do petista afirmou que o ex-ministro fez acusações falsas para garantir um acordo da delação premiada.

Entenda o caso

Tanto Palocci quanto Lula são réus com mais cinco pessoas - que inclui o ex-presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht - em um processo da Lava Jato sobre um esquema de corrupção envolvendo oito contratos entre a empreiteira e a Petrobras.
O Ministério Público acusa as partes de terem desviado cerca de R$ 75 milhões e teriam beneficiado o ex-presidente e o PT. Parte deste valor seria, supostamente, destinado à compra de um terreno em São Paulo para o Instituto Lula. A entidade nunca funcionou no local.
Para a Lava Jato, Palocci seria um intermediário na negociação e recepção da suposta propina a Lula. O ex-ministro é acusado de cometer os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.
Palocci cumpre prisão preventiva desde setembro de 2016 por ordem de Moro. Ele está detido no Paraná e estaria negociando há meses um acordo de delação premiada com a MPF. EM junho, o ex-ministro foi condenado por Moro em outro processo da Lava Jato a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão em regime fechado.

12 setembro 2017

AS DESCULPAS DO SANTANDER

Segue o que disse o banco Santander sobre o cancelamento da exposição Queermuseu, apoiada pela instituição através do Santander Cultural, em Porto Alegre (RS), e que gerou repulsa nas redes socais depois que o MBL (Movimento Brasil Livre) declarou-se contrário.

"Criança viada travesti da lambada" e "Criança viada deusa das águas"
Segue a nota:
"Reconhecemos que, além de despertar a polêmica saudável e o debate sobre grandes questões do mundo atual, infelizmente a mostra foi considerada ofensiva por algumas pessoas e grupos. Nós, do Santander, pedimos sinceras desculpas a todos aqueles que enxergaram o desrespeito a símbolos e crenças na exposição Queermuseu. Isso não faz parte de nossa visão de mundo, nem dos valores que pregamos. Por esse motivo, decidimos encerrar antecipadamente a mostra neste domingo, 10/09.O Santander Cultural tem como missão incentivar as artes e dar luz ao trabalho de curadores e artistas brasileiros, para gerar reflexão positiva. Se esse objetivo não foi atingido, temos o dever de procurar novas e diferentes abordagens. Seguimos, portanto, comprometidos com a promoção do debate sobre diversidade e inclusão, entre outros grandes temas contemporâneos."

05 setembro 2017

DA TRADIÇÃO AO NOVO - Mudamos?

Vamos pensar um cadinho... POR QUE DOS PADRÕES?
Nossa mente está programada para identificar padrões e, portanto, somos dados a padrões, às repetições, aos comportamentos lineares. Os animais, nossa forma de vida primitiva, são assim. Buscamos padrões porque agimos por padrões. Isso se dá para podermos sobreviver. Identificados os padrões podemos reagir preventivamente ou atacar estrategicamente ao conhecer o que nos ameaça ou nosso alvo. Isso forma cultura. Cultura é padrão de comportamento. Cultura identifica grupos e os distingue dos demais. Formamos grupos a partir do imperativo da sobrevivência e dos modelos.
Os Masai, tribo africana, é uma cultura milenar que ainda subsiste
Via de regra temos um círculo vicioso onde perdemos a noção de início dada a mistura que vai ocorrendo e alterando paulatina e lentamente os padrões. Do contrário nada mudaria. O problema é a incapacidade de lidar com as mudanças, quando abruptas ou contrárias ao padrão já assimilado. Daí os choques culturais que geram dificuldades para com novos pensamentos, novos comportamentos.
Woodstock foi uma cultura que mostrou-se inapta para a sociedade
Um exemplo: tatuagens. Elas significaram padrões de comportamentos de pessoas, cuja moral era ligada à devassidão. Porque grupos, como os marinheiros, adotaram para si até que houve a assimilação por outros. Da mesma forma foi com o Rock'n Roll. É hoje com o Funk. Passaram pelo crivo do "padrão" as mães solteiras, as que "ficaram para titias" e assim por diante. Os padrões nos ajudam a entender as pessoas e selecionar o que nos é apropriado segundo modelos que recebemos e que incorporamos. O Rock significava um comportamento de revolta e quebra de tradição, mas gerou a sua própria forma e, portanto, sua cultura e seu modo de ser (padrão).
A constante adaptação ao novo do modo de vida europeu fê-lo forte
Nossos pais nos ensinaram por padrões que limitam o observação do mundo e das coisas boas de outras formas de se viver. Os comportamentos são padrões que geram padrões: "você tem que ser desse jeito!", ou "isso não é coisa de gente de bem!". Por tudo isso, e apesar disso, o mundo muda constantemente sem sabermos ao certo o que é melhor ou o que nos levará ao perigo.
As mudanças de modelos de família podem gerar problemas? Ainda é cedo. Sabe-se, no entanto, que o que entendemos por tradicional é bom para a maioria. E os que não se enquadram? Eis um conflito. O drama advém da insegurança daquilo que não passou pelo crivo do tempo para provar que é, de fato, bom para a maioria. Outro detalhe, o que é bom para a maioria pode não se para o indivíduo e vice-versa.
Os investigadores precisam analisar padrões para obter sucesso
O fator de maior mudança é o comércio, o qual traz consigo a interação das culturas. Povos isolados em si mesmos pouco mudam porque não interagem com outros modos de vida. Assim, a Europa, por exemplo, sofreu profundas mudanças a partir das grandes navegações. Mesmo em países tidos como culturalmente fechados, como a China, viu mudar drasticamente o modo de vida de seu povo a partir do final da Segunda Guerra Mundial.
Por fim, este texto visa alertar as mentes desavisadas para que entendam como são condicionadas e como podem evitar a visão limitada dos comportamentos. O diferente é, em si mesmo, ruim, mas pode ser apenas o mesmo de outra forma.
Agora responda: PORQUE VOCÊ AGE COMO AGE?

MEDO DE FICAR SEM FACEBOOK?

Para mim ficou muito claro que há problemas em quem posta muitas fotos de si mesmo. Há alguns casos de carência momentânea com fim de relacionamentos em que se vê a exposição massiva com roupas que evidenciam o corpo, por exemplo. Mas há casos que extrapolam. Que sentido há em postar uma foto de si sem um contexto, uma razão objetiva? Vamos à matéria do portal TechTudo.

O que é FoMO? 'Fear of missing out' revela o medo de ficar por fora nas redes sociais
Vício em redes sociais pode causar ansiedade, mau humor e, em casos graves, depressão.
Por Isabela Giantomaso, para o TechTudo

Checar o Facebook a cada cinco minutos, ir a um evento pensando nos posts para o Instagram, rolar a timeline do Twitter até que não tenham mais novidades. Se você reconhece os sintomas, isso pode ser sinal de FoMO. A sigla para "Fear of Missing Out", ou medo de estar perdendo algo, em português.

A síndrome, descrita pela primeira vez em 2000, é um dos principais sintomas de que alguém está viciado em redes sociais e pode causar desde angústia e mau humor até depressão. Segundo especialistas, o medo é identificado principalmente em jovens e adultos até 34 anos, mas pode afetar pessoas de qualquer idade.

Redes sociais (Foto: Pond5)
O que é FoMO?

O FoMO foi citado pela primeira vez em 2000 por Dan Herman e definido anos depois por Andrew Przybylski e Patrick McGinnis como o medo de que outras pessoas tenham boas experiências que você não tem. Além disso, o receio incentiva a ficar sempre conectado para saber de tudo e compartilhar novidades com os outros.
De acordo com estudos psiquiátricos, essa angústia social é causada principalmente porque a relação dos usuários com a tecnologia ainda é muito nova e imatura. Ostentações feitas em redes sociais, onde a maioria costuma publicar momentos de alegria e realização, e a publicidade que insere slogans como "você não pode perder" também podem incentivar reações como o FoMO.

Sintomas: como diagnosticar?

Para diagnosticar uma pessoa com o FoMO é preciso, assim como com outras síndromes, procurar ajuda de um especialista, neste caso um psicólogo. No entanto, alguns sintomas mais intensos podem ser observados pelo próprio usuário ou pela família e amigos.

Ao criar o medo de perder algo no ambiente online o internauta passa a sentir a necessidade de sempre atualizar as redes sociais para ficar ciente do que os outros estão fazendo. Começar a aceitar todas as propostas de eventos e se, no local, não desgrudar os olhos do smartphone, este também pode ser um sintoma.

Em muitos casos, indivíduos com FoMO ficam mais distraídos, seja ao conversar pessoalmente com alguém em casa, durante as aulas e em reuniões. Ou, ainda mais grave, ao utilizar o celular enquanto dirige para não perder nenhuma novidade e registrar Stories e "snaps" no volante. Ao longo do tempo, a pessoa com o problema passa a apresentar mau humor, ansiedade, stress, tédio e solidão. Em casos intensos, o medo pode causar depressão.

Quem atinge?

Estudos realizados sobre o assunto indicam que o vício em redes sociais não é um problema exclusivo de adolescentes. Segundo pesquisas nos Estados Unidos e no Reino Unido, as principais vítimas do Fear of Missing Out são jovens e adultos de 18 a 34 anos, faixa etária identificada como "geração Millennial".

Os dados demonstram que a síndrome não interfere apenas na vida pessoal do usuário, mas também coloca questões como a carreira e a vida profissional em risco. Além disso, as análises sobre o tema indicam que os homens "hiper conectados" são mais propensos a apresentarem os sintomas de FoMO.

Instagram é o pior app para a saúde mental

Um estudo recentemente batizado de "Status of Mind" (estado da mente, em português) revelou que o Instagram é o pior aplicativo quando se trata de saúde mental. A pesquisa analisou as reações aos posts de Facebook, YouTube, Twitter, Snapchat e Instagram e teve como resultado que o app de fotos e vídeos provoca ansiedade, depressão, má qualidade do sono e insatisfação com o próprio corpo — alguns dos sintomas do caráter viciante do FoMO.

Como amenizar o vício?

Com tantas redes sociais atraentes e fáceis de usar, uma dica para reduzir o vício (além da procura por um psicólogo para receber o tratamento adequado) é instalar no smartphone ou computador um app que aponte quantas horas você gasta em cada plataforma. Vejas alguns exemplos para Android e iOS (iPhone) e para PCs que podem auxiliar na dosagem da tecnologia no dia a dia.

Para especialistas, deixar comparações com a rotina dos outros de lado também é importante para amenizar os sintomas. É importante focar primeiramente em si mesmo, lembrando que não é possível participar e ver tudo que acontece.

Via LiveScience, PsychCentral e PsychCentral