Nota sobre os reais motivos da minha saída do DCE:
Resumo:
• Os créditos solicitados por mim, tem a finalidade de cobrir mensalidade de quem se dedica exclusivamente ao DCE;
• Assinei um ofício (por equívoco) como presidente e outro como vice
(mas este eles não citam, pois prejudicaria seu argumento);
• Não infringi nenhum artigo, não sei o que dizer desta acusação porque nem faz sentido;
• O dinheiro retirado por mim, foi informado e consentido pelo presidente do DCE;
• Não abandonei a gestão, fui coagido a sair (apesar de reconhecer que foi a melhor coisa que aconteceu);
• Irresponsabilidade com o caixa da sinuca ( só tenho a dizer que achei isso engraçado);
• O DCE hoje é coordenado pela UJS (União da Juventude Socialista), que
apesar de não haver uma filiação formal, está diretamente vinculada ao
PCdoB (Partido Comunista do Brasil);
• Os membros da Diretoria Executiva, não filiados à UJS, saíram do DCE;
• O Presidente do DCE quer convocar uma Assembleia Geral e nomear, vice
presidente, tesoureiro, vice e vice secretária, para ele a eleição é
dispensável;
• Por fim, apenas lembro que no período em que fui
presidente, ele era vice, me parece bem conveniente ele se eximir de
responsabilidades agora.
Quem não estiver a fim de ler tudo, é isso, quem quiser saber mais detalhadamente.
Segue o textão:
Como algumas pessoas sabem, não faço mais parte do DCE da Unesc,
entidade que representei como presidente até o final do ano passado.
Estava esperando o melhor momento para falar sobre isso, mas
considerando algumas falácias apontadas por alguns membros do Diretório,
acredito que não haja melhor momento. Uma nota foi publicada sob o
argumento de “esclarecer” as coisas, porém citando apenas as partes
convenientes ao grupo político dominante hoje lá dentro. Tratarei de
falar as coisas da forma mais ampla possível.
Trabalhei desde o
início da faculdade, porém fui “obrigado” a parar quando fui presidente
do DCE, em função dos compromissos seria impossível conciliar as duas
coisas. Para que pudesse me manter na Universidade, utilizei uma bolsa
de Créditos, que tem como finalidade o pagamento da mensalidade de
estudantes que se dedicam ao DCE, que evidentemente era o meu caso. No
início de 2016, enquanto vice-presidente, fiz pedido da mesma bolsa
perante os órgãos competentes na Universidade (CPAE e Departamento
Financeiro). De forma equivocada e até por falta de atenção, o ofício
destinado à CPAE, assinei como presidente, porém o ofício destinado ao
financeiro (que é quem realmente faz a liberação do repasse) foi
assinado como Vice-Presidente. Se eu fosse querer agir de má fé, não
utilizaria meu nome, pediria para alguém. Todo mundo na CPAE sabia que
eu não era mais presidente e eu não iria querer fazer algo errado
colocando meu nome e em algo que possui prestação de contas. É
questionável, também, que o ofício que assinei como Vice-Presidente, nem
foi citado. A intenção é esclarecer ou “vender uma verdade”?
Pois
bem, após realizar o pedido, tentei contatar o Presidente do DCE, pois
este pediu para cancelar o pedido. Informei que estava preocupado porquê
perderia minha matrícula, já que não dispunha de meios para pagar. Fui
ignorado em todas as tentativas. Quando o encontrei pessoalmente ele só
me disse para “relaxar”. Na sexta-feira (antes do início das aulas)
haveria uma reunião do DCE à noite e ele me pediu para conversar a
tarde, o que aceitei. Durante o caminho fomos conversando normalmente
como amigos. Ao chegar na sala, fui surpreendido pelo fato de que a
conversa não seria só entre nós dois, mas sim entre nós e dois membros
da executiva da UJS (União da Juventude Socialista) lê-se, juventude do
PCdoB (Partido Comunista do Brasil), eles disseram que o que eu tinha
feito (um pedido de bolsa que era meu por direito) justificaria a minha
expulsão do DCE, e coisas afins. Saí da sala, pois não tenho nem nunca
tive nada com o PCdoB e também não sei por que eles foram chamados para
aquela conversa, afinal o DCE é apartidário (risos).
Aqui é
importante fazer um recorte. As pessoas próximas a mim e ao DCE, sabem
que meu problema com a UJS é antigo, pois não concordo com a política
utilizada (um exemplo: na eleição que fui presidente, alguém da
diretoria da UCE (depois descobri também ser da UJS) que estava aqui
para “garantir o andamento do processo correto” quis fraudar uma urna, o
que não aconteceu porque não permiti e fui xingado por isso). Este
problema fez com que ao longo de um ano tivéssemos várias dificuldades.
Ao fim da gestão, discutimos sobre a presidência, em reunião havia
ficado o meu nome ou o do atual presidente para a chapa. Em conversa
particular, falei com ele sobre a minha preocupação em o DCE virar um
“polo da UJS” o que ele me garantiu que não aconteceria. Porém assim que
eleitos, iniciou a filiação massiva à UJS e quem não fosse parte do
grupo era retaliado por qualquer opinião contrária (o que acontecia
comigo e outras pessoas), a convivência foi se tornando cada vez mais
difícil, pois infelizmente o DCE estava dividido em dois grupos os
“pró-UJS” e os “contra UJS”. Eu, evidentemente estava no segundo grupo, o
que era um grande incômodo para eles. Afinal, como concordar com um DCE
que se diz apartidário e antes das reuniões do Diretório reúne a
juventude do partido para discutir o que vai acontecer na reunião.
Claro, isso é um resumo de N coisas que aconteceram.
Voltando ao dia
da minha saída... após a nossa conversa, houve reunião do DCE (em que
estavam presentes quase que só membros da UJS). Ao final da reunião, foi
dito que: eu havia tentado roubar dinheiro do DCE (utilizar uma bolsa
criada com a finalidade de quitar mensalidade de quem se dedica
exclusivamente ao DCE) e assinar como presidente propositalmente (o
ofício que fiz para o financeiro diz o contrário). Tiraram cópia do
ofício que assinei como presidente e distribuíram para quem estava
presente na reunião, além de estarem como uma carta de renúncia já
digitada. Fiquei praticamente 2h sendo acusado pelos “companheiros”
(como adoram se chamar) de coisas que não havia feito. Ao final, foi
dito que se eu não assinasse a carta iriam expor tudo (tudo o que?) que
eu havia feito. Ou seja, não abandonei a gestão fui coagido (apesar de
hoje ver que foi a melhor coisa que fiz).
Após a minha saída, outros
membros começaram a sair (não por minha causa, mas porque viram que a
política lá está cada vez mais suja), principalmente em função do claro
recebimento de diretriz partidária que o DCE recebe. Em função de toda
essa situação (e razões pessoais), hoje os únicos membros que
continuaram na executiva do DCE são as duas pessoas filiadas à UJS.
Devido a renúncia dos membros o Diretório não tem como se gerir, pois
para saque de dinheiro é necessária à assinatura do tesoureiro, que
também renunciou. Não existe hoje, maneira de sanar essa situação, a não
ser uma nova eleição. Evidente que não há nesse grupo (UJS), dignidade o
suficiente para fazer isso. Para que realizar eleição, se o presidente
(na cabeça dele) pode convocar uma Assembleia Geral e nomear os cargos?
Afinal, estudantes, ao que parece o voto de vocês é apenas um teatro.
Importante lembrar, também, sobre o “dinheiro que peguei sem
autorização”. Tínhamos uma viagem para fazer e era comum o DCE usar uma
verba de contingência, especialmente eu e o atual presidente, pela
função que desenvolvemos no DCE. Às vésperas da viagem (em um sábado) e
já em época de férias, não conseguíamos falar com o presidente e o DCE
iria fechar. Como já havia passado a data do repasse e o CA ainda não
havia ido buscar, peguei o dinheiro do envelope e a secretária enviou
mensagem. A tarde ele me ligou, confirmei isso e ele disse “ok”. Se o CA
voltasse a cobrar, era só sacar, simples.
Por fim, peço desculpas
novamente pelo texto gigante, mas não se esclarece uma situação tão
complexa com um ofício de menos de uma página. Faria isso se quisesse
omitir informações ou falar apenas do que me é conveniente. E quanto às
acusação, vale lembrar que o atual presidente era vice-presidente o ano
passado. Fica evidente a irresponsabilidade quando uma pessoa que esteve
o ano todo nessa função, tente se eximir como se estivesse alheio ao
que aconteceu.