14 dezembro 2020

A VACINA DA COVID-19

Estou cá pensando muito diante de tanta briga para imunizar a população de algo que sabemos ser facilmente anulado com profilaxia, exames corriqueiros de zinco, vitaminas D e do complexo B12. Principalmente com uma taxa de mortalidade baixíssima diante de outros tantos males que nos afligem. Pra mim trata-se de ser O POLÍTICO QUE SALVOU O POVO!


Não há qualquer preocupação em termos uma vacina confiável dado o pouco tempo. A questão é ELEITORAL pela postura descarada de um governador como João Dória, por exemplo, seguidos pelos demais. Somam-se a isso a pressão do Supremo Tribunal Federal atendendo a pedidos irresponsáveis de outros POLÍTICOS! Neste final de semana, conforme noticiou Augusto Nunes no portal R7, o Ministério da Saúde tem 48 horas para informar em que datas os brasileiros serão vacinados, cuja determinação partiu do ministro Ricardo Lewandowski (sic).

Outra coisa que salta aos olhos é que nenhuma classe médica acionou a Corte para que sejam realizadas ações de compra de vacina ou calendário de vacinação etc.

Enfim, o sucesso está garantido, mesmo que seja aplicado placebo. Já imagino as cenas de gentes brigando nas filas, reclamando de atrasos e de que outros grupos foram imunizados antes dele, com matérias extensas na grande mídia e a promessa de regularização em alguns dias. As fotos serão as de sempre... Não precisa ser muito criativo pra supor tal coisa.

11 dezembro 2020

A FARSA DA EMANCIPAÇÃO DA MULHER

Segue um dos objetivos do Plano Pluri Anual (PPA) dos governos do PT (2012-2015). Depois comento.

"Promover autonomia econômica das mulheres urbanas, do campo e da floresta considerando as desigualdades entre mulheres e homens, as desigualdades de classe e raça, desenvolvendo ações específicas e exclusivas e contribuindo para a modificação da desigual divisão sexual do trabalho, com ênfase nas políticas de erradicação da pobreza e na garantia da participação das mulheres no desenvolvimento do país. (SPM)."

A ideia de interferência estatal no desejo de trabalho de homens e mulheres é evidente. Ignoram que ambos buscam exercer aquilo com o que se identificam ou lhes é mais apropriado. Um exemplo disso é que INEXISTE qualquer manifestação de mulheres para adentrarem no mercado de trabalho da mineração ou serviços que tenham alto risco. Da mesma forma os espaços dos escritórios e comércio são preenchidos majoritariamente por mulheres. É a conquista do ar-condicionado e cadeira de rodinhas.


A tutela do Estado nas relações humanas é doentio. Aponta única e exclusivamente para seres que consideram a si mesmos melhores e mais sabidos que os demais. Esquecem que a dinâmica social é autônoma e previsível em muita coisa. Uma delas é que a divisão do trabalho pelo gênero é uma imposição biológica, não das ideias. As ideias são construídas a partir da base biológica. Por isso surgiu o que é "trabalho de homem" e "trabalho de mulher". O problema é que essa normatização pode impedir os que não se encaixam.

A noção de que há pessoas que saem duma certa formatação é que a imposição biológica não é absoluta. Nossa diversidade impressiona. Ao longo da história tivemos uma Joana D'Arc, uma Anita Garibaldi, uma Elizabeth, uma Victória, uma Thatcher, assim como tivemos Michelangelo, Davinci, Armani, Dior, Ney Matogrosso e um Clodovil. Eis o perigo de entender que pessoas só podem ser o que lhes é permitido pela maioria igualmente biológica. A coesão de grupo determina papeis e qualquer alteração é ameaçadora, mesmo que não seja.

Por outro lado jamais será o Estado que promoverá autonomia econômica. No máximo influencia o ambiente, se mais propício, se menos. Isso quem faz é o mercado quando gera riqueza e a distribui na forma de oferta e demanda. Esses esquerdopatas têm uma noção delirante da vida. O quê fez as mulheres entrarem muito forte no mercado? A luta de classe? Não. Foi a partir da Revolução Industrial que demandou muita mão-de-obra, acirrado por duas guerras mundiais que tiraram grande parte dos homens da produção. Não foram bandeiras, berros, passeatas e greves. Foi a NECESSIDADE e a oportunidade.

É a NECESSIDADE e a oportunidade que promovem qualquer coisa em se tratando de riqueza, produção e consumo. Foi essa mesma necessidade que enclausurou mulheres em casa para que fossem protegidas no passado, não uma ideia abstrata de machismo. A redução das ameaças (sociais e biológicas), aliada à necessidade, meios de produção, acesso ao consumo e ciclo virtuoso de produção, tudo amparado em conhecimento científico, levam à autonomia. Leia-se essa autonomia como renda, salário ou riqueza. Nenhum homem é plenamente livre estando desempregado. Nenhum homem é livre se depende de outro para alimentar-se, comprar remédio ou mesmo divertir-se. Não é, e jamais foi, questão de gênero, mas de organização com vistas à preservação da espécie.

Por fim, no documento não há quaisquer ações que levam, de fato, à independência econômica porque vai contra as ideias da Esquerda de que é o LIVRE MERCADO do capitalismo a única forma de redução ou erradicação de pobreza. Tudo que pensam é apenas discurso delirante com máxima presença do Estado nas vidas, quando é justamente o contrário que dá os resultados desejados. E por que insistem nesse discurso? Porque é a única coisa que possuem!