Em 2011 surgiu um papo de Índice da Felicidade. Além do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH), acesso à educação, índices disso e daquilo, esse parecia ser o da vez. Ora, o que poderia ser mais subjetivo que felicidade? Pior, a referência, o país modelo ou o país cuja população seria a mais feliz do mundo, era o Butão. Você sabe onde fica e como é a vida de quem vive no Butão? Talvez nem um Congo seja tão desconhecido como um Butão.
O que levaria os butaneses serem os mais felizes do mundo. Primeiro é preciso conhecer um pouco das condições em que vivem as pessoas nesse trecho de terra dependurado na cordilheira do Himalia, onde avião (pequeno) só tem pouco mais de cinco horas para estacionar dadas as condições climáticas. Sim, o país é tão acima do nível do mar que avião não pousa, estaciona. Estão tão isolados que nenhum outro povo ousou conquista-los. Passaram longe de guerras e dos avanços do mundo moderno. Vivem sem carros e de uma alimentação bem básica, colhida em poucos meses do ano.
Enfim, é um país que não nos serve de referência e podem ser o tão felizes quanto quiserem ou puderem. Nenhum daqueles cidadãos será feliz fora daquele contexto. E justamente é seu isolamento que lhes garante um estilo de vida que perdura em tradições. Um mundo minúsculo que só a eles serve.
Mas e o tal Índice da Felicidade? Ora, como modismos aqui e acolá foi esquecido. E assim permanecerá até que um ''sem assunto'' o resgate como algo a ser validado.
25 novembro 2015
24 novembro 2015
PADRE MARCELO FALOU BOBAGENS!
Nota de Repúdio – Conselho Federal de Nutricionistas e Conselho Federal de Psicologia
Indignação é o sentimento de muitos que ouviram as recentes declarações do padre Marcelo Rossi em mídia de veiculação nacional.
Para o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a preocupação é com a sociedade, que ficou surpresa e expôs a sua reprovação contra as opiniões emitidas pelo padre quanto à atuação de ambas as categorias.
Mesmo entendendo ser de compreensão pessoal o conteúdo das declarações , que colocam em xeque a importância de nutricionistas e psicólogos como profissionais, o CFN e o CFP vêm, por meio desta nota, prestar serviço de utilidade pública.
Os mais de 110 mil nutricionistas habilitados no Brasil atuam em todos os níveis de atenção à saúde, com trabalhos científicos reconhecidos nacional e internacionalmente. Cabe ressaltar que, aos nutricionistas, é dada a autonomia a suas atividades, condição consolidada pela Lei Federal nº 8.234/91.
Ao todo, 268.714 psicólogos atuam no País. Quarenta e cinco por cento deles em áreas que envolvem a promoção, a prevenção e a assistência à saúde. Não são apenas “conselheiros”, como citado pelo padre. O CFP manifesta seu repúdio a essa opinião, pois reforça uma forma de resistência e preconceito ligado à prática da psicoterapia, um método de tratamento, originado em 1872, contra diversas formas de sofrimento. Ela presume uma teoria, assim como procedimentos consonantes e treinamento, que pressupõe supervisão. A esse conjunto chamamos de formação e, por conseguinte, os profissionais desenvolvem uma prática, com base ética. Esta, aliada à responsabilidade, faz da psicoterapia um procedimento reconhecido e legal.
Em consideração e respeito à sociedade, que conhece o relevante papel dos nutricionistas e psicólogos, profissões legalmente regulamentadas, é que o Conselho Federal de Nutricionistas e o Conselho Federal de Psicologia reafirmam a rejeição as descabidas opiniões do padre, que demonstram profundo desconhecimento sobre as atribuições das duas categorias.
Para o Conselho Federal de Nutricionistas (CFN) e o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a preocupação é com a sociedade, que ficou surpresa e expôs a sua reprovação contra as opiniões emitidas pelo padre quanto à atuação de ambas as categorias.
Mesmo entendendo ser de compreensão pessoal o conteúdo das declarações , que colocam em xeque a importância de nutricionistas e psicólogos como profissionais, o CFN e o CFP vêm, por meio desta nota, prestar serviço de utilidade pública.
Os mais de 110 mil nutricionistas habilitados no Brasil atuam em todos os níveis de atenção à saúde, com trabalhos científicos reconhecidos nacional e internacionalmente. Cabe ressaltar que, aos nutricionistas, é dada a autonomia a suas atividades, condição consolidada pela Lei Federal nº 8.234/91.
Ao todo, 268.714 psicólogos atuam no País. Quarenta e cinco por cento deles em áreas que envolvem a promoção, a prevenção e a assistência à saúde. Não são apenas “conselheiros”, como citado pelo padre. O CFP manifesta seu repúdio a essa opinião, pois reforça uma forma de resistência e preconceito ligado à prática da psicoterapia, um método de tratamento, originado em 1872, contra diversas formas de sofrimento. Ela presume uma teoria, assim como procedimentos consonantes e treinamento, que pressupõe supervisão. A esse conjunto chamamos de formação e, por conseguinte, os profissionais desenvolvem uma prática, com base ética. Esta, aliada à responsabilidade, faz da psicoterapia um procedimento reconhecido e legal.
Em consideração e respeito à sociedade, que conhece o relevante papel dos nutricionistas e psicólogos, profissões legalmente regulamentadas, é que o Conselho Federal de Nutricionistas e o Conselho Federal de Psicologia reafirmam a rejeição as descabidas opiniões do padre, que demonstram profundo desconhecimento sobre as atribuições das duas categorias.
http://www.cfn.org.br/index.php/nota-de-repudio-conselho-federal-de-nutricionistas-e-conselho-federal-de-psicologia/
O que o padre disse você ouve clicando no link: https://youtu.be/8JPowgnROSw
O que o padre disse você ouve clicando no link: https://youtu.be/8JPowgnROSw
07 novembro 2015
JÓ E A DISPUTA ENTRE DEUS E O DIABO
Instigado por uma amiga, a Amanda Machado, passei a estudar os principais aspectos do livro bíblico de Jó. Aquilo que é exaltado nos púlpitos como uma demonstração de fé, de fidelidade, de amor a Deus e as muitas recompensas advindas dessa relação, despenca diante de uma leitura sem o véu de fé na infalibilidade desse livro.
A história de Jó mostra um tipo de deus bem comum à época, fruto a inventividade humana como poderemos ver facilmente. Um deus que recompensa com bens materiais a fidelidade a ele, onde o homem é o centro, e a mulher é apenas a auxiliar, que trata pessoas como coadjuvantes da história de outra.
A análise será feita totalmente no texto em Português, sem outras fontes porque é assim que está disponível. Vou agir como se fosse a "Palavra de Deus" e, como tal, basta a si mesma. Desde já agradeço a paciente leitura de todos vocês.
QUEM ERA JÓ
Definitivamente um homem rico até para os padrões de hoje. Ora, para ter tudo isso, somente com o comércio e muita terra para abrigar tamanho rebanho. O que se entende por ''servo'', em meio a outros tantos textos bíblicos, nada mais é que escravos. Sim, esse homem era um escravocrata, um homem que tratava pessoas como seres não-livres, como mercadorias, como animais a seu dispor.
Outra coisa que salta do texto é a ênfase no poder econômico. Ora, não há outro caso semelhante com um mero cidadão pobre. Leva-me a arrazoar que sua fé foi provada porque tinha tantos bens, não pelo que cria necessariamente.
O PECADO
A PROVOCAÇÃO
Daí vem o ridículo: deus o provoca! A mim me dá a nítida impressão de que tá contando vantagem, como o torcedor de futebol a provocar o outro: "Viste quem fez o Gol do Fantástico?". É uma humanização de deus que ultrapassa qualquer margem de bom senso. Além disso, se ''deixasse quieto'' nada do texto poderia acontecer. Sendo Satanás um ser limitado fisicamente (suponho) é possível arrazoar que nem tenha percebido o quanto Jó era tão dedicado. Sim, com milhões de pessoas pelo mundo a fora... Por fim, sejamos honestos, no mundo todo apenas um cara tão certinho é demais pra cabeça. Tanto quanto a figura de Abraão, Noé, Enoque, cada um em seu tempo.
Quantos haveriam hoje? Um, dois, nenhum?
A MORTE
Satanás teve acesso às mentes dos sabeus e caldeus para que agissem. Não queriam, mas foram dominados e como zumbis cometeram crimes. Isso contrapõe-se à ordem de deus, pois disse que os bens de Jó estariam disponíveis. Há uma nítida desobediência que não foi punida. Pelo contrário, foi além pelo que se vê no restante do livro.
Note, pra ser ainda mais medonho, que os filhos e servos, seres humanos com seus desejos, anseios, sonhos, foram tratados como bens, posses, produtos a serviço de Jó. Gente inocente assassinada para provar a fé de UM? Pior, para provar para Satanás, não para deus, que ele tinha fé.
Se o livro começa desta forma torpe, o que pode esperar do resto? Nada além de uma anedota sobre o Criador, travestido de deus.
Nada mais há que se dizer sobre isso senão que esse deus é fruto da insanidade humana, não sendo possível acreditar que houvesse verdade nesse texto. Ou, na mais estúpida das hipóteses, esse deus é o que há de mais criminoso, sendo desnecessário a própria existência de Satanás.
Por fim, onde está o que o apóstolo Paulo fala em Gálatas 6:7: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará"? A recompensa posterior não elimina tal experiência. E mesmo que ele tivesse sucumbido e amaldiçoado ao seus deus, inviabilizaria o que plantou? Não, pois o havia feito de modo sincero.
A história de Jó mostra um tipo de deus bem comum à época, fruto a inventividade humana como poderemos ver facilmente. Um deus que recompensa com bens materiais a fidelidade a ele, onde o homem é o centro, e a mulher é apenas a auxiliar, que trata pessoas como coadjuvantes da história de outra.
A análise será feita totalmente no texto em Português, sem outras fontes porque é assim que está disponível. Vou agir como se fosse a "Palavra de Deus" e, como tal, basta a si mesma. Desde já agradeço a paciente leitura de todos vocês.
QUEM ERA JÓ
Havia um homem na terra de Uz, cujo nome era Jó; e era este homem íntegro, reto e temente a Deus e desviava-se do mal.
E nasceram-lhe sete filhos e três filhas.
E o seu gado era de sete mil ovelhas, três mil camelos, quinhentas juntas de bois e quinhentas jumentas; eram também muitíssimos os servos a seu serviço, de maneira que este homem era maior do que todos os do oriente.
Jó 1:1-3
Definitivamente um homem rico até para os padrões de hoje. Ora, para ter tudo isso, somente com o comércio e muita terra para abrigar tamanho rebanho. O que se entende por ''servo'', em meio a outros tantos textos bíblicos, nada mais é que escravos. Sim, esse homem era um escravocrata, um homem que tratava pessoas como seres não-livres, como mercadorias, como animais a seu dispor.
Outra coisa que salta do texto é a ênfase no poder econômico. Ora, não há outro caso semelhante com um mero cidadão pobre. Leva-me a arrazoar que sua fé foi provada porque tinha tantos bens, não pelo que cria necessariamente.
O PECADO
E iam seus filhos à casa uns dos outros e faziam banquetes cada um por sua vez; e mandavam convidar as suas três irmãs a comerem e beberem com eles.Qual foi o erro dos filhos para que animais viesse a ser sacrificados como espiação? Pelo que se nota, absolutamente nenhum. Não fazemos festas? Além disso, que homem foi Jó, tão sintonizado com deus que não tinha autoridade diante de seus filhos? O texto não diz se estavam emancipados, com vidas próprias. Tampouco não me parece razoável que o pedido de perdão de um valha para outro. Deus perdoa meus erros por que minha mãe está pedindo? Essa relação é absolutamente estranha à responsabilidade que eu tenho sobre meus atos. E o deus dele aceitou e exaltou isso!
Sucedia, pois, que, decorrido o turno de dias de seus banquetes, enviava Jó, e os santificava, e se levantava de madrugada, e oferecia holocaustos segundo o número de todos eles; porque dizia Jó: Porventura pecaram meus filhos, e amaldiçoaram a Deus no seu coração. Assim fazia Jó continuamente.
Jó 1:4,5
A PROVOCAÇÃO
E num dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles.Nem vou discorrer sobre o que seriam os tais "os filhos de Deus" porque seria mera conjectura estéril. Contudo, o diabo, um ser contrário a deus com livre acesso... Doutro lado, e ainda mais aterrorizador é que esse texto coloca deus como um ser com corpo, da mesma forma que o do Éden. Fosse esse deus o todo da natureza, do universo, haveria como apresentar-se diante? Não, hoje entendemos que ele é o próprio Universo, ou algo assim. E que deus perguntaria algo que já sabe? A resposta de Satanás é até engraçada: "Tava dando uma banda por aí!".
Então o Senhor disse a Satanás: Donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, e disse: De rodear a terra, e passear por ela.
E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem íntegro e reto, temente a Deus, e que se desvia do mal.
Jó 1:6-8
Daí vem o ridículo: deus o provoca! A mim me dá a nítida impressão de que tá contando vantagem, como o torcedor de futebol a provocar o outro: "Viste quem fez o Gol do Fantástico?". É uma humanização de deus que ultrapassa qualquer margem de bom senso. Além disso, se ''deixasse quieto'' nada do texto poderia acontecer. Sendo Satanás um ser limitado fisicamente (suponho) é possível arrazoar que nem tenha percebido o quanto Jó era tão dedicado. Sim, com milhões de pessoas pelo mundo a fora... Por fim, sejamos honestos, no mundo todo apenas um cara tão certinho é demais pra cabeça. Tanto quanto a figura de Abraão, Noé, Enoque, cada um em seu tempo.
Quantos haveriam hoje? Um, dois, nenhum?
A MORTE
E disse o Senhor a Satanás: Eis que tudo quanto ele tem está na tua mão; somente contra ele não estendas a tua mão. E Satanás saiu da presença do Senhor.Essa parte do texto é absurda. Uma infâmia, criação de uma mente doentia.
E sucedeu um dia, em que seus filhos e suas filhas comiam, e bebiam vinho, na casa de seu irmão primogênito,
Que veio um mensageiro a Jó, e lhe disse: Os bois lavravam, e as jumentas pastavam junto a eles;
E deram sobre eles os sabeus, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os servos, e os consumiu, e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Ordenando os caldeus três tropas, deram sobre os camelos, e os tomaram, e aos servos feriram ao fio da espada; e só eu escapei para trazer-te a nova.
Estando ainda este falando, veio outro, e disse: Estando teus filhos e tuas filhas comendo e bebendo vinho, em casa de seu irmão primogênito,
Eis que um grande vento sobreveio dalém do deserto, e deu nos quatro cantos da casa, que caiu sobre os jovens, e morreram; e só eu escapei para trazer-te a nova.
Jó 1:12-19
Satanás teve acesso às mentes dos sabeus e caldeus para que agissem. Não queriam, mas foram dominados e como zumbis cometeram crimes. Isso contrapõe-se à ordem de deus, pois disse que os bens de Jó estariam disponíveis. Há uma nítida desobediência que não foi punida. Pelo contrário, foi além pelo que se vê no restante do livro.
Note, pra ser ainda mais medonho, que os filhos e servos, seres humanos com seus desejos, anseios, sonhos, foram tratados como bens, posses, produtos a serviço de Jó. Gente inocente assassinada para provar a fé de UM? Pior, para provar para Satanás, não para deus, que ele tinha fé.
Se o livro começa desta forma torpe, o que pode esperar do resto? Nada além de uma anedota sobre o Criador, travestido de deus.
Nada mais há que se dizer sobre isso senão que esse deus é fruto da insanidade humana, não sendo possível acreditar que houvesse verdade nesse texto. Ou, na mais estúpida das hipóteses, esse deus é o que há de mais criminoso, sendo desnecessário a própria existência de Satanás.
Por fim, onde está o que o apóstolo Paulo fala em Gálatas 6:7: "Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará"? A recompensa posterior não elimina tal experiência. E mesmo que ele tivesse sucumbido e amaldiçoado ao seus deus, inviabilizaria o que plantou? Não, pois o havia feito de modo sincero.
05 novembro 2015
PARÁBOLA DO SEMEADOR
Uma das mais famosas parábolas de Jesus é a do Semeador, que está em Marcos 4:3-20. Então leia com atenção. Depois farei algumas observações. Mas já adianto uma coisa: ela não é ''do semeador'', mas da terra semeada.
Sejamos honestos, esse texto tem muito mais a complicar que a esclarecer. Devo ser, portanto, umas das opções, exceto a da boa terra a quem "é dado saber os mistérios do reino de Deus". Sou, portanto, um excluído, um renegado, um não escolhido. Contudo, isso não impede que arrazoe sobre o texto. Vamos lá!
Primeiro, que nem os discípulos entenderam, o que se contrapõe ao fato de "A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus". Ora, não pediriam explicações. Ao contrário, dita uma vez, já sabiam da que se tratava. Se precisaram de explicações por que não nós?
Segundo, "vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações". O que é isso senão dar ao Inimigo mais poder! Colocam também os corações dos humanos a serem usados. Que poder é esse que invade corações e o Criador nada faz? Que cuidado tem com sua mensagem? Nenhum!
Terceiro, que responsabilidade tem a terra por ter pedras sobre si? Ou de nascerem espinhos à volta? Os espinhos não são igualmente ''semeados''? Não têm raiz em si mesmos sem que fique claro o que seja isso. Foram criados dessa forma? E se se escandalizam e se afastam da palavra por conta das tribulações da vida não seria justamente de responsabilidade dessa mensagem, a qual não lhes deu amparo suficiente? Jesus coloca sua própria palavra como igual a uma propaganda qualquer de um produto qualquer que encontra ou não interesse por quem a ouve.
Ora, depende, assim, muito mais do que somos em nós mesmos do que da mensagem transmitida. Se ao menos sinalizasse para uma mensagem mais próxima do que cada um necessita, já que seríamos tão diferentes. Sim, ao nos definir como "temporãos" mostra que o cuidado deveria ser ainda maior, não permitindo que pássaros roubassem, que espinhos não crescessem, que pedras fossem removidas etc. Está a Palavra sem poder à espera de quem seja boa terra.
Ouvi: Eis que saiu o semeador a semear.
E aconteceu que semeando ele, uma parte da semente caiu junto do caminho, e vieram as aves do céu, e a comeram; e outra caiu sobre pedregais, onde não havia muita terra, e nasceu logo, porque não tinha terra profunda; Mas, saindo o sol, queimou-se; e, porque não tinha raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos e, crescendo os espinhos, a sufocaram e não deu fruto. E outra caiu em boa terra e deu fruto, que vingou e cresceu; e um produziu trinta, outro sessenta, e outro cem.
E disse-lhes: Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.
E, quando se achou só, os que estavam junto dele com os doze interrogaram-no acerca da parábola.
E ele disse-lhes: A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus, mas aos que estão de fora todas estas coisas se dizem por parábolas, para que, vendo, vejam, e não percebam; e, ouvindo, ouçam, e não entendam; para que não se convertam, e lhes sejam perdoados os pecados. E disse-lhes: Não percebeis esta parábola? Como, pois, entendereis todas as parábolas?
O que semeia, semeia a palavra; e, os que estão junto do caminho são aqueles em quem a palavra é semeada; mas, tendo-a eles ouvido, vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações.
E da mesma forma os que recebem a semente sobre pedregais; os quais, ouvindo a palavra, logo com prazer a recebem; mas não têm raiz em si mesmos, antes são temporãos; depois, sobrevindo tribulação ou perseguição, por causa da palavra, logo se escandalizam. E outros são os que recebem a semente entre espinhos, os quais ouvem a palavra; mas os cuidados deste mundo, e os enganos das riquezas e as ambições de outras coisas, entrando, sufocam a palavra, e fica infrutífera. E os que recebem a semente em boa terra são os que ouvem a palavra e a recebem, e dão fruto, um a trinta, outro a sessenta, outro a cem, por um.
Sejamos honestos, esse texto tem muito mais a complicar que a esclarecer. Devo ser, portanto, umas das opções, exceto a da boa terra a quem "é dado saber os mistérios do reino de Deus". Sou, portanto, um excluído, um renegado, um não escolhido. Contudo, isso não impede que arrazoe sobre o texto. Vamos lá!
Primeiro, que nem os discípulos entenderam, o que se contrapõe ao fato de "A vós vos é dado saber os mistérios do reino de Deus". Ora, não pediriam explicações. Ao contrário, dita uma vez, já sabiam da que se tratava. Se precisaram de explicações por que não nós?
Segundo, "vem logo Satanás e tira a palavra que foi semeada nos seus corações". O que é isso senão dar ao Inimigo mais poder! Colocam também os corações dos humanos a serem usados. Que poder é esse que invade corações e o Criador nada faz? Que cuidado tem com sua mensagem? Nenhum!
Terceiro, que responsabilidade tem a terra por ter pedras sobre si? Ou de nascerem espinhos à volta? Os espinhos não são igualmente ''semeados''? Não têm raiz em si mesmos sem que fique claro o que seja isso. Foram criados dessa forma? E se se escandalizam e se afastam da palavra por conta das tribulações da vida não seria justamente de responsabilidade dessa mensagem, a qual não lhes deu amparo suficiente? Jesus coloca sua própria palavra como igual a uma propaganda qualquer de um produto qualquer que encontra ou não interesse por quem a ouve.
Ora, depende, assim, muito mais do que somos em nós mesmos do que da mensagem transmitida. Se ao menos sinalizasse para uma mensagem mais próxima do que cada um necessita, já que seríamos tão diferentes. Sim, ao nos definir como "temporãos" mostra que o cuidado deveria ser ainda maior, não permitindo que pássaros roubassem, que espinhos não crescessem, que pedras fossem removidas etc. Está a Palavra sem poder à espera de quem seja boa terra.
(Ué: "Por isso, nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento." 1 Coríntios 3:7)
ENOQUE E SEU NÃO-EXEMPLO
Fui a um culto da Luterana Renovada, ali no Pio Correa. Uma erva daninha em meio a uma plantação de rosas? Poderia ser o joio no meio do trigo? Não porque o joio representa o membro da comunidade que está ali para fazer mal. Não seria, também, um lobo vestido de pele de ovelha, pois entro como lobo mesmo, sem qualquer cerimônia.
Na pregação o pastor falou em sermos perfeitos como Deus é. Citou textos para embasar essa ideia, entre eles o que tratava de Enoque, o qual não teria passado pela morte física tal sua conduta. Entre os exemplos de tal virtude semelhante ao próprio Deus, está o desapego da matéria, citando o que Jesus disse: ''Ajuntai tesouros no céu''. Evidente que ser perfeito como Deus só poderia vir de um delírio como no caso da Bíblia. Mas o que mais me chamou a atenção foram as condições do templo, com cadeiras bem confortáveis, ar-condicionado, aparelhagem de som, projeção dos cânticos via computador, e demais salas aos fundos. Muito estranho para quem falou em desapego da matéria.
Voltando à Enoque. De sua idade a Bíblia diz: "E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos" (Gênesis 5:23). Porém, o mais significativo foi que "andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou" (Gênesis 5:24). O cara não morreu. E neste aspecto, dendo sido citado dessa forma e supostamente elevado em carne ao santuário divino, é bom que se ressalte que foi antes dos 10 Mandamentos, antes de qualquer texto sagrado e, muitíssimo antes de Jesus. Assim, posso arrazoar que não se precisaria de nada dessas ''verdades'' para agradar o Criador bíblico. O mais incrível é que não dá a sua receita de sucesso. Sequer menciona se foi desapegado à matéria, coisa que duvido já que teve família, gerou filhos e, portanto, deu suas ''matadas''. O cara foi "O Cara" sem uma única pista para nos guiar.
Voltando à igreja. Como o discurso do desapego não se revelou interessante nem para quem o defende, concluo que devamos seguir com nossas vidas bem apegadas ao conforto e deixar que o Eterno entenda que é assim que desejamos viver e aceite sem restrições que seus pupilos tenham vontade própria.
Na pregação o pastor falou em sermos perfeitos como Deus é. Citou textos para embasar essa ideia, entre eles o que tratava de Enoque, o qual não teria passado pela morte física tal sua conduta. Entre os exemplos de tal virtude semelhante ao próprio Deus, está o desapego da matéria, citando o que Jesus disse: ''Ajuntai tesouros no céu''. Evidente que ser perfeito como Deus só poderia vir de um delírio como no caso da Bíblia. Mas o que mais me chamou a atenção foram as condições do templo, com cadeiras bem confortáveis, ar-condicionado, aparelhagem de som, projeção dos cânticos via computador, e demais salas aos fundos. Muito estranho para quem falou em desapego da matéria.
Voltando à Enoque. De sua idade a Bíblia diz: "E foram todos os dias de Enoque trezentos e sessenta e cinco anos" (Gênesis 5:23). Porém, o mais significativo foi que "andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou" (Gênesis 5:24). O cara não morreu. E neste aspecto, dendo sido citado dessa forma e supostamente elevado em carne ao santuário divino, é bom que se ressalte que foi antes dos 10 Mandamentos, antes de qualquer texto sagrado e, muitíssimo antes de Jesus. Assim, posso arrazoar que não se precisaria de nada dessas ''verdades'' para agradar o Criador bíblico. O mais incrível é que não dá a sua receita de sucesso. Sequer menciona se foi desapegado à matéria, coisa que duvido já que teve família, gerou filhos e, portanto, deu suas ''matadas''. O cara foi "O Cara" sem uma única pista para nos guiar.
Voltando à igreja. Como o discurso do desapego não se revelou interessante nem para quem o defende, concluo que devamos seguir com nossas vidas bem apegadas ao conforto e deixar que o Eterno entenda que é assim que desejamos viver e aceite sem restrições que seus pupilos tenham vontade própria.
04 novembro 2015
CRICIÚMA CONSTRUÇÕES SALVA?
O texto abaixo, postado no Facebook da rádio Eldorado, gera uma nítida dúvida: Como está livre se as auditorias ainda não terminaram?

Foto: Cintia Amorim/Engeplus
Criciúma Construções está livre da falência, diz gestor
Empresa está em fase final de auditorias de vinte empreendimentos
O pior já passou na Criciúma Construções. Foi o que assegurou hoje, em entrevista ao Manhã Eldorado, o gestor judicial da empresa, Zanoni Elias. "Já passamos a fase mais complicada. Diminuímos o número de funcionários, terceirizamos setores, e o plano de saneamento da empresa vai a votação em breve. Espantamos o fantasma da falência", assegurou Elias.
Uma auditoria externa está em andamento, para verificar a situação de vinte dos empreendimentos cujas obras estão paralisadas. "Com essas auditorias, podemos verificar como estão as pendências, o que falta fazer, quem já pagou e quem não pagou pelos empreendimentos contratados. Elas estão quase concluídas, e daí poderemos planejar retomadas de obras", frisou o gestor.
